Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
Ó flor de inverno, salpicada de entrevadas realidades e de tênues desatinos oníricos,
quanto desejo me há por teu cálido corpo, e quanta avidez me há por tua nobre alma!
Mas não aprendeste ainda que, para amar, não basta a sublimidade do sonho, nem é a veracidade do sentimento?
Não sabes ainda que, para amar, é preciso resistência às pedras que há em nossos caminhos,
aos abismos que habitam nossos cernes, às angústias que povoam nossas emoções e aos encantos dos novos pássaros,
que entoam seus cânticos melodiosos em nossos adoecidos amanheceres?
E o principal, minha Senhora, somente saberás o que é amar, após conseguires resistir a tudo isso,
e às demais reticências tecidas nos vazios das procelas.
Então, se esse dia chegar, entenderás que nunca houve, nem haverá, um amor sem dor e sem um sincero perdoar,
e, se esse dia chegar, não irás mais açoitar com lâmina afiada de teus verbos.
Aí poderei crer em ti, quando vieres me dizer: "Eu te amo".
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O AMOR DOS MORTAIS
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PENUMBRAS DO INCONSCIENTE
Eu acreditava que o ser humano fosse capaz de algo mais que desconstruir
e que violar ocasionalidades, com seus faustos fios de luz;
quando migrei ao deserto, conheci a nobreza dos insetos, das serpentes , dos aracnídeos, e dos vermes concretos.
Eu pensava que era sublime o cultivo de magníficos jardins oníricos, em furtivas e vãs esperanças;
depois que conheci , nos campos agrilhoados de imagens, os esplendores dos amores, as inevitabilidades das quedase as violências dos abismos,
fechei os portões e as janelas com um muro escuro que impede as entradas dos condores, das flores e dos excelsos menestréis.
E eu, que já contemplei as mais secretas trilhas do estranho desalinho andando descalço por ruas de sonhos, de cacos e de destroços
da abstrata di (simetria) sapiens, a admirar as luzes dançantes de suas superfícies;
abandonei a abstrata e trevosa realidade abnormal, que colorem a seus aprazeres e anseios, e fui transpirar a solidão de um morto
junto a meus novos amigos, longe das obesidades mórbidas, das concupiscências cálidas, dos regozijos tolos, e das insânias incontidas de nossos sencientes e espúrios egos.
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EU SOU O NIILISTA, E EU TE AVISEI!
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SABEDORIA
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O QUE O NIILISTA NÃO DIZ EM SEUS VERSOS?
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SINGULAR ATRAÇÃO
Às vezes, eu observo teu sorriso descompromissado, teu jeito de insister em manter a sublimidade, a feminilidade e a nobreza,
mesmo num mundo, em que jogados entre coisas de todos os tipos, costumamos entrar em Guerra contra nós mesmos.
Então te observo, pego carona no teu equilíbrio, para que consiga controlar melhor as misturas de minhas emoções e sensações
e reparo que, mesmo quando choras, com o rosto molhado em lágrimas,
tu manténs para mim os braços abertos, o corpo nu, o amor, o desejo, o sexo e a alma de pureza certa
para me ajudar a não me naugragar tanto, como me é de hábito, nas incessantes loucura e fúria deste mundo!
207
VIDA
A vida é vossa, e as escolhas que nela se fazeis ___ também;
não convém, pois, que a deixeis assim tão perdida em submissão aos próprios ___ egos sorrateiros.
E sabeis ___ muito bem do que falo:
há luzes e sombras em todos os caminhos, estejais atento, pois, porque a vós é que ___ compete
não só decidir por onde irdes, como de que forma vos postares sobre ___ os palcos,
com vossas palavras, ilusões e ideais variáveis ou com alguma sublimidade que façam surgir de vossas forças ___ interiores.
185
ADÚLTEROS
Geralmente, as únicas coisas que desejam é inventar sonhos aos caminhos do mundo, alimentar desejos às quentes ___ peles dos corpos
e fiar-se em vãs e vis esperanças de que tudo seja realmente tecido ___ com feios de verdades.
Às vezes, bem raramente, um ou outro coração e alma conseguem ___ ultrapassar as barreiras,
e se entregam - incondicionais - para serem estraçalhados por faustas imagens ___ e pedras afiadas.
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*