A ARTIFICIALIZAÇÃO DO MUNDO
... flores de plástico, sofás de plástico, ___ camas de plástico, poesia de plastico, amores de plástico, ___ fodas de plástico, febres de plástico, granas de plástico, ___ honras de plástico; enquanto isso, crianças caem dos penhascos, velhos morrem nos frios madrugados, deuses se contorcem com a farra, ___ mas escondidos e calados, senhores se masturbam com suas puristas em grandes palácios, há goteiras nas casas dos já ___ semimortos, as janelas dos sonhos são fechadas aos bastardos, aos retardados ___ e aos desempregados; ela não enxerga mais que do nariz a um palmo, e vive nessa lama de teatrações ___ esparramadas; e para mim só sobra foder os jumentos, os cães e os vermes, como uma ameba ___ servidora, em triste condenação à inexorável morte na anarquia ___ dos plásticos.
SOMOS INALIENAVELMENTE SEMPRE O FRUTO DE NOSSAS ESCOLHAS!
... deveria a vida, ___ por breve que nos é, mais bela, sem demasiadas ambições, com mais adequada divisão ___ das coisas, com mais carinhos, amores, sexos ___ e compreensões, sem muitas glórias, angústias e dores ___ cruciantes; mas o verdadeiro fato é que, por escolha nossa, ___ não é!
SOMOS INALIENAVELMENTE SEMPRE O FRUTO DE NOSSAS ESCOLHAS!
... deveria a vida, ___ por breve que nos é, mais bela, sem demasiadas ambições, com mais adequada divisão ___ das coisas, com mais carinhos, amores, sexos ___ e compreensões, sem muitas glórias, angústias e dores ___ cruciantes; mas o verdadeiro fato é que, por escolha nossa, ___ não é!
LÁGRIMAS PASSADAS
Naquele dia ela foi se deitar com lágrimas aos olhos e sem nada dizer; eu desconfiei do esplanado silêncio e da assentada dor da hora, mas a perguntar por que, como que se previsse a sentença, não ousei: dias depois, a notícia, seguida da dura luta e, quando a vi da última vez, quem chorava era eu: ela estava na esplanada da meia-noite!
OUTRORA O AMOR
Em uma conversa sobre o amor, ela disse "E se eu lhe confessar que te amo e que serei tua para sempre, acreditarias em mim?"; e imediatamente, sem que percebesse, estava a compor as irremediáveis cores que antecipam a angústia e a dor!
TODA LUZ ESCONDE SOMBRAS
... nem todo azul é esplêndido céu, nem toda oração é feita com sincera fé, nem todo escrito é bela poesia, nem todo amor dito é o espelho da verdade, nem toda dor e choro são feitos de reais sais, nem todo anjo (ou nenhum anjo) deixa de tocar suas punhetas e ciricas, com seus nobilíssimos pseudoalados iguais, jogando as culpas pelos tropeços, quedas e pecados aos cães!
HUMANUM
... pois
que assim sejamos,
por vontade divina ou por ocaso
quântico,
porque
simplesmente (e nada
mais)
é o que
verdadeiramente
somos:
HUMANOS!
O APAGAMENTO É O RETORNO A CASA
... por meio de tantas poesias e escritos desabafos, fiz arder, em palavreas, a minha alma que outrora te por aqui te amava, e que agora, em meio a essas espetaculares imagens soltas, naufraga!
ENTRE-HORAS
Dizem que não sou normal, e que não entendem o que escrevo. Embora eu nem saiba o que é ser louco ou normal nessa vida vil, isso é um elogio para um homem da minha idade, que já teve asas de águia nos enredos dos sonhos e das carnes, e colecionou destroços das quedas entre vazios e nadas.
O FIM DO HORIZONTE
Quase anoitecendo, há cinzas ao chão das chamas apagadas no dorso do pássaro moribundo; levanto-me todos os dias, barbeio-me ou não, masturbo-me ou não, sorrio ou não, praguejo ou silencio, caminho pelas avenidas das árvores excelsas dos verbos e pelos jardins das flores vestidas de cetim, nesse mesmo quase anoitecer; às vezes, ainda aparece alguma ave desgarrada querendo decifrar o quebra-cabeças e acender o farol com suas asas oníricas; mas até entendo: é que ela ainda não sentiu as dores do infarto, senão me ofertaria somente o corpo cálido, ao som de Mozart em minha silente e angustiante sina; à qual já não sonho mais.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*