HARMONIA QUÂNTICA
... quem dera ter o comportamento de ondas, sem a razão senciente e o julgo do olhar conveniente; as ondas dançantes que a tudo tocam imprevisível e irresistivelmente excitadas, a quântica é ondulatória e tudo pode, o homem é centralizado, cristalizado em uma grandeza que não tem, e só pensa que a tudo pode.
E ME TORNEI A PRÓPRIA TEMPESTADE
... desde que comecei a crescer na chuva, comecei a me habituar com tempestades; mais louco que eu é quem nelas entra, querendo esconder anjos e nuvens em sublimes imagens fulguradas: assim, aos céus tudo se varre, sobrando só os destroços, os vazios e os nadas.
GOTA A GOTA
Se deixo beijares minha boca, se deixo tocares cada parte de meu corpo, se deixo sufocares meu coração de amor e de sufoco, se deito beberes meu riso, meu pranto e meu gozo, se te deixo a suspirar exalando tua umidade, gota a gota, mim todo e não tem te bastado, acaso queres também minha alma servida em tristes ecos moucos?
ÀS VEZES É PRECISO ROMPER O SILÊNCIO COM OUSADIA
Não hesites, não titubeis e, sobretudo, não penses como na noite em que deixamos as sombras predominarem sobre nossas frágeis luzes; quando chegares, vem como um sol solto no ar, ousa, toma, pega sem qualquer medo ou receio de aniquilação!
NINGUÉM NOS DESVENDARÁ!
... para dizer que ama e foder, basta usar a boca, as mãos, o corpo e a rija haste; mas para realmente amar e poetizar é preciso, além disso, saber dispensar as chuvas de fogo, os fantasmas ressurretos e, do chão em que habitamos, as poeiras que nos impregnam as inválidas asas!
A LIBERDADE DE LILITH
Quando ela arrombou a porta rompendo todas as correntes, montou no dorso do vento e saiu, desenhando aos ares seus sonhos, desejos e fantasias, com tal fome e sede que tudo pôs ao leito, onde bebeu e comeu a se fartar, ora como sublime puritana, ora como decaída meretriz; antes de retornar a casa onde se sentia prisioneira, na vã tentativa de se recompor do tresloucado espetáculo de imagens.
ÀS VEZES, É PRECISO SE DESERTIFICAR
Quando sombras, e as piores, revelam-se nos cernes, devemos considerar o suicídio de nossas fluorescências neon, de nossos sonhos abstratos e de nossas esperanças exíguas; como uma silente solução, para não mais ferir, a espinhos, lanças e punhais verborrágicos, os que ainda ousam, sublimemente, pintarem o desalinho com suas cores e inspirações etéreas.
QUENTE ANOITECER
Sobre o leito, abraço-te, beijo-te, e percorro-te ofegante todas as curvas, com minhas mãos - e boca - a te desbravarem, todo o corpo; e, no auge da dança, transbordo-nos em incontidos e extáticos orgasmos. Às nuvens, enlaço-te e me entrego ao sonho, de um amor que nunca antes me houvera, e que, mais provavelmente, nunca mais virei a sentir por nenhuma outra lenda, mito ou sapiens do caminho.
INEVITÁVEIS CONSEQUENCIAS
Que, do passado, - onde escolhemos dividir o que de pior havia em nós - o tempo insiste em não esquecer; cala-te - ou se quiseres gritar, ou lamentar, que o faça a seus deuses -, e deixa-te escorrer por outros caminhos, onde te possas abarcar a outras imagens - em novos sonhos multicoloridos, em novas fantasias multifacetadas e em novas insânias incontidas -; sempre como num próximo capítulo de tua história, à qual só te é possível ansiar alguma sublimidade em exíguas esperanças de um porvir melhor.
EU NEM ACREDITAVA NO AMOR
Tua ausência, há mais de ano ainda me apavora; ao ruído do relógio na parede, de madrugada, é como se eu sentisse teu respirar e teu pulso ainda presentes na hora: sempre deixo a luz apagada, para não ver, com meus olhos, o vazio que a luz tras diante do espelho de minha cômoda vazia, onde guardo os tristes poemas que tenho andado a fazer com a dor quem em mim brota!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*