A SUPERFÍCIE!
Disseste uma vez que gostarias de habitar a superfície, e penso que estás correta nesse teu querer porque, assim não te padecerás de incontritas dores e angústias - mesmo que elas te submerjam nos regozijos do verbo volátil e nos enredos dos gestos encenados - que te habitam nos as profundezas do cerne e os vazios da alma.
EGO
Sem poder escolher por abnormal nascença, de minhas senciências neuronais - entre o real e o imaginário - inauguro, reinauguro e devasso todas as possibilidades para que se tornem minhas; com o poder de escolha que veio depois, de minhas retinas cegas vejo tudo que se me faço tornar meu; com minha boca afiada pronuncio tudo que me apraz, ou não, do exato ponto, do qual tudo me pertence. E tudo isso que andais a ler nestes mal traçados versos por aqui - e que, por vezes, até elogias sem muito deles entender -, não passa do reflexo de meu angustiante e degredado aprisionamento. O que não podeis ver é que, dentro, há um grito de desespero pela impossível libertação de meu próprio eu: "Deixem-me sair!"
AMOR VIOLADO!
Eu te olhava como um cão escondido, com medo de ser escurraçado a qualquer momento, tu dizias me amar, mas não a meu lado humanamente canina; eu passei muitas madrugadas sem dormer, sonhando com uma chance de te amar sem gosto de dor ou de lágrimas; eu beijei tua boca, entre tuas pernas abertas, teus seios e tua alma; eu juro que tentei de tudo para termos algum pedaço plantado na eternidade, mas acabei mesmo foi naufragado em meio a um monte de destroços, de vazios e de nadas!
POR QUE TE PERDI?
Porque te amar era me mutilar de paz e de sossego, porque te amar era como visitar céus e infernos em dias, respectivamente, de prazer e de desespero, porque nunca consegui vencer os venenos que me aplicaste aos poucos, nem os fantasmas que criaste em mim porque te amar era tão impossível como tentar acender um sol em uma chuvosa hiemal e escura madrugada!
O SONHO E O DESERTO
Não, não sei explicar o que é exatamene o deserto ___ em mim, mas certamente não é como op caminho ___ dos pássaros que imaginam achar tudo ao meio ___ do nada; é algo como que, ao contrário, se pudesse um tudo, (sonhar, amar num eterno ___ doar-se), tendo a certeza de que não podemos perder tempo, porque no fim ___ seremos nada.
ALÉM DA MARGEM!
Abandonado
em um oceano seco,
entre à morte
ainda com aquele sinistro
sofrimento por amor,
jogado nas escuridões
nas mais frias noites:
quando tentei
me desviar da Flor de inverno,
caí nas agudas
garras da branca nuvem,
já estava
todo quebrado perante
o ultimo e solitário
horizonte!
INSUFICIENTES IMANÊNCIAS!
Escrever poesia é como amar e meter, não é nada inocente: no entre imagens dos sonhos, dos amores e dos prazeres, as verdadeiras nuvens e as verdadeiras sombras não mudam de forma ou de cor: nós é que as margeamos na existencial ponte!
MAQUEADA E GOSTOSA!
... nada de especial, à primeira vista, bela como outras belas flores, sensual como outros anjos e gostosa como o proibido fruto, o mundo, o sonho e a cama congelados em um momento: mais uma vez, é preciso cuidado para não olhar demasiado para o céu e se deixar cair no abismo!
ETERNIDADE!
Ando com tanta vontade e tao desejoso de me plantar, de alguma forma, no infinito que nem as dores, nem as angústias e os sofrimentos, nem os tempestuosos mares, nem os constantes e seguidos tropeços e sofrimentos pelos quais tenho passado nesta vida, nem a iminente hora da morte conseguem evitar meus delírios dementes!
ABISMO
Somos bipolares, sempre divididos em duas partes, uma que sonha, outra que sofre, uma que se dá ao mundo, outra que quer devorá-lo, uma esperança eterna à beira de um definitivo naufrágio, uma graça, um pecado, um amor incontido rancor, o alívio, a dor: sim, em tudo somos ambíguos e bipolares esceto quando caímos no abismo de nós mesmos, porque deste não se sai vivo!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*