PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT

PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT

n. 1970 -- --

Escritor, poeta e pensador niilista, sempre em busca da análise do ser jogado em meio de suas reinauradas coisas!

n. 1970-03-07, Bom Despacho

Perfil
500 119 Visualizações

FLOR DO DESERTO, VÊS COMO ME ENCONTRO?

Flor do Deserto,
vês como já há tanto tempo
me encontro?

Sabes quanto
me custa ser franco
quanto a meus sentimentos por alguém
que já passou a um leito negro
de onde jamais
retornará?

Alguns anjos me julgam
dizendo que é derespeito amar
uma defunta,

outros
vão além e dizem que com ela
ainda me masturbo,

e há os que
não me perdoam por quererem a carne
deste corpo, que nada vale perante
o sentimento que se assentou
em minha alma;

e eu fico aqui
pensando: "O que posso fazer
por alguém, uma flor tão boa para comigo,
de modo que a agrade, sem que minta
ou a engane sobre meus sentimentos
mais profundos?
Ler poema completo

Poemas

1417

ÁGUAS CONFUSAS!

Uma flor
não é o suficiente
para um cão aleijado,
mas não é:
ele quer também
as rainhas das sombras
as princesas dos prados e a atrevida
beleza das putas,
porque ele descobriu
que não há mais puerícia ou esperança
entre a sólida espuma
- negra -
que habita,
com seus demais semelhantes
de sonhos quebrados
e consumidos!
147

POR ENQUANTO

Por enquanto
ainda estamos juntos neste vasto
mundo de coisa alguma;
mas, como sempre
te falei, se ficarmos muito tempo
admirando rosas tristes e espinheiros
sedutores,
o tempo vai passar,
e vamos vascilar às encruzilhadas
e à esquinas da vida,
e vamos perder
nosso amor, antes mesmo que
se finde nosso terreno
caminho!
191

VAZIOS

Estou repleto de vazios
deixados pelos tempos idos,
em que as moças desciam aquela rua
com suas bolsas, minissaias
e mínimos biquínis;

estou agora,
diferentemente daquela época
em que me floria nos ares e nos parques
e jardins da vida,

como uma grande
e velhar árvore seca, a apenas
resistir por mais um pouco
de tempo nessa chagosa
sina!
131

NÃO HÁ AMORES NO INFERNO!

E quanto
àquela estória
de fugirmos desses mundanos
jardins?
E quanto
àquela estória
de evitarmos esses caminhos
comuns?
E quanto
àquele sonho de amor
que combinamos de manter
limpo e eterno?
E quanto,
ao voltar de minha visita do inferno,
àquele teu abandono, sob chuvas
de fogo e de verbo!
227

O DIA ESTÁ SE FECHANDO!

Ó tu,
que dizes me amar
e corres do rastro do diabo
às madrugadas,
poderias me dizer
se prefers uma frívola
vida longa
ou uma morte
premature por um verdadeiro
e único amor?

105

FOGO VIVO!

Fora da janela
eu te vi pintando e bordando
nos jardins,
e eu vi que
colecionavas neles canarinhos,
tentithões e anjinhos
azuis,
e eu vi que
os remexia no fogo para
te fartares e te extasiares
com eles;
de dentro
de minha pequena casa, da janela,
eu te vi pintando e bordando
nos jardins,
e eu te vi
quando ias com eles para trás
de árvores e moitas para os amar
ou para acenderem fugazes
chamas:
por muito tempo,
todas as noites, tu vieste bater
à porta de onde eu morava
sempre
jurando me amar!
123

O DIA ESTÁ SE FECHANDO!

Ó tu,
que dizes me amar
e corres do rastro do diabo
às madrugadas,

poderias me dizer
se prefers uma frívola
vida longa

ou uma morte
premature por um verdadeiro
e único amor?
150

FOGO VIVO!

Fora da janela
eu te vi pintando e bordando
nos jardins,

e eu vi que
colecionavas neles canarinhos,
tentithões e anjinhos
azuis,

e eu vi que
os remexia no fogo para
te fartares e te extasiares
com eles;

de dentro
de minha pequena casa, da janela,
eu te vi pintando e bordando
nos jardins,

e eu te vi
quando ias com eles para trás
de árvores e moitas para os amar
ou para acenderem fugazes
chamas:

por muito tempo,
todas as noites, tu vieste bater
à porta de onde eu morava

sempre
jurando me amar!
150

LILITH E EU XV

à noite,
sob as longínquas
estrelas
e junto ao frio
e à escuridão profunda,
não vejo mais
a cor das flores e dos arbustos,
não sonho mais
amores nem me extasio com cálidos
e carnais fulgores,
mas ainda sinto
um pouco de teu perfume
na mansa brisa
do vento!
97

FOLHAS QUE CAEM!


... punido,
espezinhado,
suprimido do desejo, do carinho
e do amor por ela,

envenenado,
surrado,
semimorto pelos açoietes
vocálicos dela,

com as folhas caindo,
com a força dos voos sumindo,
rastejando como uma cobra
ao chão:

depois daquele
intense verão em que nos amamor
com ferro e fogo,

ela vem dizer
que toda culpa é minha,
que eu é que nõ sei colher estrelas,
e que o marido sequer
se importa

com a presença
ou com a ausência do cão
em sua vida!
121

Comentários (7)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
fernanda_xerez

SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*

fernanda_xerez

Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*

Trivium
Trivium

Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?

fernanda_xerez

E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.

fernanda_xerez

Lindo e provocante!