PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT

PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT

n. 1970 -- --

Escritor, poeta e pensador niilista, sempre em busca da análise do ser jogado em meio de suas reinauradas coisas!

n. 1970-03-07, Bom Despacho

Perfil
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FLOR DO DESERTO, VÊS COMO ME ENCONTRO?

Flor do Deserto,
vês como já há tanto tempo
me encontro?

Sabes quanto
me custa ser franco
quanto a meus sentimentos por alguém
que já passou a um leito negro
de onde jamais
retornará?

Alguns anjos me julgam
dizendo que é derespeito amar
uma defunta,

outros
vão além e dizem que com ela
ainda me masturbo,

e há os que
não me perdoam por quererem a carne
deste corpo, que nada vale perante
o sentimento que se assentou
em minha alma;

e eu fico aqui
pensando: "O que posso fazer
por alguém, uma flor tão boa para comigo,
de modo que a agrade, sem que minta
ou a engane sobre meus sentimentos
mais profundos?
Ler poema completo

Poemas

1417

LILITH E EU

De acordo comigo,
sou um sujeito ermo, um desértico
de um cão bastardo;

de acordo com ela,
sou um menino crescido, que não
aprendeu ainda quase
nada,

o que a faz
me aliviar de todo e qualquer
pecado.

De acordo comigo,
sou uma montanha seca e infértil;

de acordo com ela,
sou a terra de seu mar à qual
ela cerca e zeal como se fosse seu amor
impossível e secreto!


60

LILITH E EU

De acordo comigo,
sou um sujeito ermo, um desértico
de um cão bastardo;

de acordo com ela,
sou um menino crescido, que não
aprendeu ainda quase
nada,

o que a faz
me aliviar de todo e qualquer
pecado.

De acordo comigo,
sou uma montanha seca e infértil;

de acordo com ela,
sou a terra de seu mar à qual
ela cerca e zeal como se fosse seu amor
impossível e secreto!
166

NOSSA CABANA AINDA ESTÁ LÁ!

Cerra teus olhos
profundamente, enquanto
te contemplo,
sente o vento
de minha respiração tocar teu ombro,
teu rosto e teus lábios,
sente minhas mãos bobas
te enudecendo e te apalpando
para todo lado,
sente nossas latitudes
se tocando a ponto de quase desencadearem
carnais terremotos,
esquece nossas obscuridades
um pouco e vem comigo deitar
na mesma estrela que colei no céu
daquele rigoroso inverno
sobre nossa cabana
de amor.
Não podemos mais nos ver:
sei que não, mas sente meu pulsar
ao te amar e contigo gozar na eternidade
que ainda me há!
122

ESTE HOMEM JÁ ESTÁ MORTO!

Ele é o poeta
do diabo,
ele é o dissimulador
desrregulado,
ele é o constructor de vazios
e de pecados,
ele é o que dizem
ser,
e ele é o que escreve
por todo lado:
ele sou eu, meu Deus!
590

A VIDA, O AMOR, A ARTE E OUTRAS COISAS!

Para o niilista
a vida não é motivo para
festeios,
o amor não é motivo
para gorjeios, as vitórias não
são motivo para autodeclaradas
glórias,
o sol brilha todos
os dias de todo jeito, até chegar
a noite derradeira,
assim como
cantam, meladas e melodiosas,
as bocetas das santas conselheiras
e trepadeiras,
enquanto forem ocupadas
com elogios, bocas, dedos e hastes
eriçadas para sua ocupação
em êxtases!
509

A SENDA DA VIDA

Hoje de novo
sou conflitos na senda,

ando, corro, paro,
abaixo, pego alguma coisa ao chão,
colho espinhos e flores,

sonho, voo,
iludo-me, construo, volto
a cair ao chão:

tornei-me um ser
insosso que não mais espera,
da vida, alguma nova
aurora!
117

O AMOR NÃO É MAIS QUE UMA ILUSÃO!

Deter-me, assim,
entre o sonho e a pedra,

entre o voo e a queda,
entre o azul do céu e o fedor
da lama podre,

entre a lembrança
de teu amor e as penumbras
deixadas por tuas
pragas:

sim, deter-me assim,
entre o que uma vez parecia tudo
e o que restou: o vazio
e o nada!
128

UMA NOITE DIFERENTE

Diante do desafio,
ela não se reteve, abriu-se
de sul a norte em suas belíssimas
curvas
à voluptuosidade,
ao desejo e à insaciável fome minha,
muitas vezes em cima de
uma cama,
outras, à minha imaginação,
com meus toques que sempre se findavam
em fantásticos orgasmo.
Sim, ela não se reteve
e me despiu todo, também de norte a sul,
despois deu-me um gole
de vinho into,
depois me beijou
e me direcionou a seu quarto,
depois acariciou e abriu minha alma,
da saboreou por inteiro!
184

IMPIESOA ÂNIMA

O mar chegou de manso
em uma de verão sem luar,

e acariciou minha terra,
e fertilizou meus verdores,
e tornou menos solitária minha dor;

e me matou, na angústia
e na depressão de meus últimos
dias nesse mundo cheio
de coisa alguma!
109

VEM A MIM!

Vem a mim
vestida como a noite,

sem mascaras
ou facetas de vidros
e de espelhos,

vem comigo,
abraça-me, beija-me, toma-me
e possua-me,

como um anjo
cheio de graça, para aliviar
um pouco, que seja, meus vazios
emparedados!
143

Comentários (7)

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fernanda_xerez

SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*

fernanda_xerez

Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*

Trivium
Trivium

Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?

fernanda_xerez

E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.

fernanda_xerez

Lindo e provocante!