Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
Tens uma força maior do que eu supunha e tens um coração melhor do que eu esperava.
Nenhum sol ou girassol deve empecilhar tua jornada.
169
O INFINITO DO TEU SER!
"... em resposta à flor do deserto!"
... é muito complexa a psiquê ___ sapiens,
e diria eu que vastamente desconhecida ___ em sua real potência;
e, nisso, sei que a consciência do si mesmo não alcança mais que 3 % do poder mental ___ do ser;
e a passagem do que nos seja inconsciente para o que nos seja consciente é lenta e muitas vezes dolorosa ___ e cruel;
de qualquer modo qualquer liberação ou ativação do vasto inconsciente deve partir ___ de uma escolha feita conscientemente e, neste ponto, nada pode ser negligenciado, nem a luz da espiritualidade, nem o desejo da carne, nem as demais senciências abnormalmente ___ sapiens:
a busca do infinito de si começa e se dá em si, e é a maior alquimia que o ser pode, sem sombra de dúvidas, ___ fazer;
e isso não se trata de dualismos, de paganismos, de religiosismos, de simbologismos, de fodas, de amores ou de imaginações ___ quaisquer que sejam,
pois, sendo infinito, o infinito de si deve compreender o bem e o mal, o desejo e o asco, o amor ___ e o ódio
(por exemplo, como quando éramos crianças e nos imaginávamos a destruir mundos só para salvar e ficar ___ com a dama)
140
AUSÊNCIAS
Durante tantas e tantas tempestades de outrora, que culminaram em nossa separação,
nunca percebestes que minhas torreciais chuvas sempre podim ser suspensas
quando - em vez de também me tempestuares - Me afagavas com tuas suaves brisas?
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O CAOS REINAUGURADO!
Durante tantas e tantas tempestades de outrora, que culminaram em nossa separação,
nunca percebestes que minhas torreciais chuvas sempre podim ser suspensas
quando - em vez de também me tempestuares - Me afagavas com tuas suaves brisas?
108
IMPULSO E ID
Vagamos por aí, famintos, sedentos e súditos de desejos
- entre avenidas, ruas e suas curvas, entre mares, céus, horizontes e suas curvas, entre asas, peles, carnes e suas curvas -
com nossas esplêndidas e artificiais luzes acesas e com nossas próprias sombrase curvas esdondidas.
129
A MORTE É UMA SINGELA FLOR
Conta-me algo que eu não tenha visto em ti, querida, mas sem mistérios ou mentiras;
conta-me, por exemplo, sobre o que te deram os mitos marítimos sobre cujos rijos marulhos (extaticamente) surfaste;
conta-me, por exemplo, dos deuses que fabricaste, sob cujos ensinamentos sequer conseguiste habitar, sem ser com a volatilidade de teus verbos;
conta-me, por exemplo, deste ser a quem disseste amar tanto, mas tanto que lhe prometera uma fausta eternidade às asas,
até que a tudo enterraste nos paus de velhos pássaros que sobrevoavam tuas imundas quimeras.
[... agora, depois de tudo isso, ao fim de tua jornada, conta-me se valeu a pena; dize-me de algo que realmente lhe tenha sobrado]
142
O QUE MAIS, MEU DEUS?
Sob os céus [e tudo o mais], a fautíssima senciência sapiens;
sobre os céus [e tudo o mais] a mesma faustíssima senciência sapiens.
Sim, Ela e o infinito imaginário:
por exemplo, rosas escarlates andam, neste momento, a enfeitarem jovens e incautos corações enamorados
com flores, espinhos e arames farpados.
147
O PODER DAS IMAGENS
Queirais ou não, neste desfile desenfreado de imagens em que vos colocais,
é-vos impossível retomar a sincera sublimidade das pedras a que tanto maldizeis;
abnômalos, espúrios e dissimulados sapiens!
148
IMPÉRIO DEVASTADO!
Era muito doloroso
conviver com ela,
com a dilacerante
dor, com ciuúmes doentios
e as incessantes chuvas
de fogo;
porém,
é muito mais doloroso
e quase insuportável, viver
com a eterna ausência
dela!
111
A BRUTALIDADE DA AUSÊNCIA!
A saudade e a melancolida acompanham-me noite afora,
como uma súplica de querer manter esta insanidade de construir sonhos, esperanças e ideiais sobre o nada;
e, ao fim, de ir me encontrar novamente com ela e de amá-la em uma simétrica realidade!
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*