Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
há algo em mim que ficou ferido, e não cicatriza, depois que partiste,
eu já não sei mais de meu EU ou se simplesmente, em alucinado suicídio, já tornei-me-me cadáver andante que não mais existe.
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AINDA PODEREI ALCANÇÁ-LA!
Quando flutuar solitária a última noite escura,
u irei procurar entre as coisas que nunca conhecemos,
entre o não-se entre elas, talvez em alguma
floresta de sonhos sinuosos e de ruídos macabros,
talvez entre as estrelas ou nos confins do ininito
alguma vereda, por enquanto a nós ainda impossível,
onde eu possa reencontrar a ti!
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TEU MESTE TE ENSINOU ANTES DE MORRERES!
... eu sou o cão, eu fui testado com anos de veneno injetado em minha mente e em meu corpo pela hiemal flor,
e eu, como sempre disse a ela, reagirmo que nós somos, sim, construtores de sonhos, de fantasias, de ideiais,
que reinventamos mundos onde mais nos parecemos anjos e deuses a nos amarem;
mas como eu disse, eu sou o cão niilista que ainda carrega enormes dor do mundo e de parto
e eu afirmo que tolos são os que se ajoelham perante a ditadura do sorriso, da dissimulação e das escndidas libidinosidades dos anjos!
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A REDENÇÃO!
O único porto seguro para o ser é quando
seu pensamento para, seus sentimentos param, seus sonhos, esperançar, ardores, amores e dores param,
suas senciências todas param, seu coração para e ele adormece em eterno e sublime leito de honra e morte!
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OS REINAUGURADORES
Sob o ritmo do caos e do ocaso, onde nada fosse previsível e tudo fosse possível
dançavam, indiferentes e frias, as mínimas cordas do Universo;
até que surgiu a senciente singularidade abnormal
que conseguiu vertiginosamente a tudo reinauguraar
com a fausta visão refletidas por suas retinas, com seus sonhos, com seus ideiais, com o que julgam bem e com o que julgam mal,
de modo que, todo o refeito foi eculpido com tanta vaidade, soberbia e arte,
que até o nada jamais voltará a ser igual!
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ANOITECER
... em criança, amava dezembro, o natal, a chuva do natal;
e tanto que nesse mês não me permitia caçar passarinhos
com meu bodoque feito de forquinhas, couros e resistentes gomas;
sim, em criança, gostava da chuva mansa e da paz que trazia em suas gotas de esperança,
hoje lamento por ser eu o vento e as chuvas
dos quais outrora me abrigava.
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O QUE CHAMAM DE ARTE
... de vez em quando, leio poesias que parecem escritas ___ por deuses,
que contêm narrativas de amores divinos ou erotismos e sensualidades além da condição ___ sapiens;
às vezes, eu vejo mais sombras nas entrelinhas das iluminuras literariamente ___ escritas
do que nas belas e fiéis escritas por alguns ___ rascunhadas.
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HUMANO AMOR
... já perdi a conta de quantas mulheres disseram me amar, e o pior, amarem-me para sempre;
de fato, elas compõem a maior legião inconfiável do planeta, porque de me amarem, a gemerem em outros leitos sobre picas grandes e grossas foi apenas um passo.
E, assim, vão diendo amar ao próximo também, sempre em idas e voltas infindáveis,
sempre com a eficácia e a artimanha idílicas que não pertencem aos cães.
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APAGAMENTO VIOLADO
... a luz mostra toda sua transgreção e ilusória eficácia ao penetrar e eliminar ___ as sombras;
nós, túrbidos neandertais, cegados por ela (a luz), (re)nomeamos, (re)construímos ___ e (re)fazemos
a tudo, de moso senciente, com extrema agilidade ___ e capacidade,
sempre delirando e gozando com o maior e mais universal ___ de todos os enganos!
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RUÍNAS
... é tarde, é tarde demaia, meu amor,
estás a uma inalcançável morte de mim adormecendo eternamente nos frios braços da morte
de modo que jamais poderei sentir teu toque, a saliva de tua boca, de teu corpo e de tua linda boceta,
porque agora moras longe, longe absurdo de todos os homens e cães do mundo, diluída apenas entre as imprevisíveis e incertas veias das sombras!
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*