Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
... não ando mais vendo ou sentindo o sol, o céu está lúgbre e tomado de escuras nuvens.
eu ao chão, com o deserto, com os destroços de nossas quedas e com um resto de folhas secas retorcidas pelo tempo e pelo vento: and even if I want to, I can not stop breathing to go stay by your side!
151
PERDA TOTAL
A eterna ausência afaga (diluvicamente) minha mente, meu rosto e meu corpo cansados;
do deserto, percebo que nada aprendemos com nossos erros e com nossas chuvas de fogo,
a não ser que somos extremamente parecidos em ofertar (enquanto ordenhamos imagens de todo tipo por aí)
ominosos espelhos: todos viciados em faustas e falsas luzes.
198
CREPÚSCULO INCENDIADO
Quando cheguei àquele esplêndido café-concerto, onde desfilavam menestréis de todas as cores, texturas e idades:
"O que o ser deseja?"
"Este crepúsculo incendiado."
"Não, senhor, bem sabes que disso não me é possível servi-lo."
"Então me sirva um bom vinho tinto, com uma porção de luzes para aliviar-me os dias de sombra."
"Não, senhor, sabes que isso também me é impossível."
"Então, mude o nome dessa joça para algo como 'bar dos bêbados iludidos"!
139
O (IM) PULSO!
Sempre pensaste que teus olhos pudessem acomodar o mar, o além-mar e até alguma eternidade programada;
embora eu sempre tenha te ensinado que (tal como bêbados a cantarem em noites ensolaradas)
não te é possível contemplar nada mais que suas ébrias ilusões enredadas.
123
AMOR SALGADO
Tinham quase a mesma idade quando ela quis amá-lo
e, em indecifrável mistério, começaram a voar por oníricos céus, enquanto desdenhavam horizontais chãos;
até que se lhes foram esvaindo as tremeluzentes alvas, as soberbas asas e, por fim, até as extáticas carnes,
em consequência de suas quedas em outras aladas pedras e de suas ominosas chuvas, extruídas pelas bocas e mãos.
174
O GRANDE ESPETÁCULO
Os vampiros levam fama de só acordarem ao som das ave-marias e de foderem (com) belas virgens às soturnas noites frias;
mas ninguém os vê dentro (que talvez até mudassem de opinião sobre suas vertigens subjetivas):
ali é que costumam manter suas mortes-vivas (ou vivas-mortes) em eternos amores, envenenados por lumes artificiais que lhes tomam as sombras vazias.
201
ALAGAMENTO
Já houve chuvas demais aqui, tanto que alagaram o poeta e o menino,
fazendo-se-lhes emergir (revolto) um niilsita-escorpião,
que anda a regurgitar os próprios venenos e a extruir (dos homens)
escuros e cernientes avessos pelos chãos.
134
A PEDRA
No caminho há uma pedra, há uma pedra no caminho há uma pedra,
dizia Drummond;
eu digo que no caminho há estrelas, sóis, mares, abismos, florestas fechadas,
e há desejos, libidinolidades com neons acesos ou apagados, em palcos com o uso de máscaras ou de palavras,
ou em leitos molhados, escondido entre paredes das madrugadas;
mas a tudo isso podemos resumir como uma pedra, e Drumond cometeu um erro tropeçando na própria pedra,
ao não perceber que nós é que somos a pedra er que tu tudo e qualquer coisa é agora advindo desta abnormal pedra!
222
UMA PRISÃO QUE NÃO PODE SER QUEBRADA
O homem é um exímio
ator,
faz-se de ouro,
faz-se de seda,
faz-se de santo e de bom;
o homem é maleável,
com suas imanências psíquicas
e pode-se se tornar
como diamante,
como prata,
como pedra ou como pó;
mas eu digo
que, na realidade, o homem é,
até para si mesmo,
um ser invisível,
uma abnomalia não autossentida,
algo com demasiadas mascara
e nenhuma face!
142
NUNCA HOUVE NADA IGUAL
Nada fora como aqueles tempos de estranho amor,
onde duas mentes imaginavam lucuras e reinuguravam infinitua a seus próprios aprazeres e louvores;
sim, nada for a como aqueles de extreme amor,
e tanto que, à seus rastro , trouxe também incomparável dose de chuvas de fogo, de angústia e de dor!
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*