HÁ EM NÓS
Há em nós um pouco de pó estelar, um pouco de caos e ocaso, um pouco de quântica e de possibilidades factíveis ou absurdas; há em nós um pouco de amor, um pouco de ternura, um pouco de luz, muito de desejo e de aventura e, claro, há também em nós um pouco de sombras, um pouco de areia que já se pensou ser rocha e, sobretudo, um tanto demasiado de senciente loucura!
CHUVAS IRREVOGÁVEIS
O abismo em que me afogo é angustiante e desesperador, porém ainda não se iguala com o mar em que me afoguei, com a nuvem onde às inválidas asas me lancei ou àquela quimera à qual um coração puro existir eu inventei!
A FUNÇÃO MAIS SUBLIME, MAS TAMBÉM MAIS ÁRDUA É AMAR!
... se, para te amar, for necessário o enfrentamento das imagens ___ e do mundo, e quaisquer martírios, imagina com que delírios eu saberei ___ sofrer, até que uma de tuas pétalas ___ eu possa colher?
NA MACIEZ DO VERSO
... na maciez do verso e na solidão da noite, coloca-se o sôfrego cão ___ a sonhar, junto ao orvalho que, frio, se molha ao sereno do ___ luar, quando, na campa de meu próprio ___ deserto, ouso ao céu esmaltar e ao teu incenso imaginado ___respirar; então, olho para cima e vejo as estrelas a piscarem, como se ___ lhes corressem algo: são lágrimas de dor da ausência e de amor ___ querente!
O QUE NUNCA PERCEBESTE, ATÉ SER TARDE DEMAIS, ANA!
... é preciso muito mais força para se manterem os excessos do que podes imaginar com tua vã e vil filosofia: é preciso ver (e conviver com) os lixos, os entulhos e os vazios da própria casa; é preciso aceitar que os cofres e as gavetas estão cheios de estranhas e sombrias costuras; é preciso, enfim, inventar mentiras em santas ceias, mantendo dolorosas verdades escondidas na geladeira.
O PARADOXO DA CRIAÇÃO
... para que fosse possível criar a Deus, foi preciso (em primeiro lugar) que o sapiens se inventasse e se firmasse homem.
CASTELOS
é bom, sim, ter fortes escudos ou resistentes guarda-chuvas, porque, quando falha uma murallha ou uma sombrinha se rasga costuma haver muita dor e mágoa.
TUDO É FRUTO DA ABNORMIDADE
Não temais fantasmas, não temais monstros nem extraterrestres, não temais deuses nem demônios, não temais, enfim, abismos, nem precipícios, nem de qualquer coisa algum sombrio mistério que mortes anguladas e dores de pedras arremessadas só se sentem quando arremessadas por um ser, em particular e especial: a abissal fera e o pior inimigo do próprio homem é o próprio homem.
A SEU TEMPO, MAIS NENHUM SOFRIMENTO
Não importa o que será de mim quando eu morrer, menos ainda importa o que pensarão, o que lucubrarão e o que dirão sobre mim quando eu morrer; na morte, em silente, natural e virgem agonia intacta, eu farei parte das sombras ardentes, e todos vós que ainda ficardes, tereis de aguentar um pouco mais o horror de um mundo louco do qual fazem parte como vivos câqnceres egocêntricos!
A CHAMA QUE NÃO SE APAGA
... uma ves tu disseste que, se um dia, a chama se apagasse entre nós não sobraria sequer lembranças ou destroços de nosso amor; e eu me lembro de te afirmar que estavas enganada e que, quando a morte te levasse antes de mim, como previste em teu revelador sonho, seria, mesmo em solidão e sombras eternas, que mais intensa, dedicada e slubimemente que eu iria continuar a te amar!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*