EU NÃO SOUBE TE EVITAR
Quando o corpo é belo, o semblante é lindo, as curvas são perfeitas, mas o coração é feito de invisíveis espinhos, não convém convidar a beldade para acender com a gente alguma noite com amor e paixão, sob o risco de que já estejamos mortos, mesmo antes da próxim incandescente relação!
A BELA FÚNEBRE
Ela tinha algo que eu não entendia com Tánatos, um amor insano, um desejo inexplicável, um impulso descontrolado, tanto que fantasiou transando comigo como se eu fosse um defunto; e ela tinha, paradoxalmente, uma luz que eu não entendia, que não se apagava em mim: sim, ela foi o maior amor e o maior martírio de minha vida!
NÃO-SER
... ausência de amor, ausência de sonho, ausência de dor, ausência de impulso, ausência de desejo, ausência de fantasias absurdas, ausência da angústia de existir, ausência de imagens, de espelhos e de senciências, ausência de tudo que é do humano, com o resgate inevitável do apagamento, das possibilidades e do caos!
NUNCA ESTOU SEM TI
... eu ainda te carrego comigo no colo, de mãos dadas, pendurada ao meu pescoço, eu ainda te carrego comigo em meu coração doído e chagado, em meus sentimentos mais profundos, em minha alma ainda só em sua terrena metade, eu ainda te carrego comigo, como aquela linda estrela distante e inalcançável, por isso eu reafirmo o que nunca chegou a ser um segredo: mesmo nos tendo sido impossível coabitarmos juntos, eu te amo e vou te carregar comigo e vou cantar e vou contar sobre ti, como um sol que de seus raios não faz segredo!
OS ANJOS E OS SANTOS NÃO TIVERAM PIEDADE!
Depois que andamos juntos pelas sombras, pelas terras e pelas pedras, tu, ainda jovem e linda, com teus cânticos medievais e com tua face e corpo luzeados, foste plantada sob a terra, pois eras reclamada, por ciúme, pelas almas dos deuses e anjos. E teu espírito, inigualável e absurdamente puro, no silêncio que aqui se fez, foi ao céu contemplá-los, deixando-me vazio entre um monte de cacos coloridos esparramados pelo ainda vivos homens!
MINHA TOLA AMADA
Ela nunca teve pressa, imaginava que o mundo era nosso e que dele podíamos beber, comer, aproveitar e nos tornamos obesos, que sempre nos havia tempo para voltarmos para casa, e isso era tão insano como sua ideia de que nossa era a eternidade e de que o terreno em nada podia nos afetar: agora ela não mais pode ouvir eu adverti-la que deveríamos ter tomado mais cuidado, que, um dia, sempre chega o tarde demais!
A MORTE – ÚNICO REFÚGIO II
Tudo tem o molde, a cor e a estrutura formados pelo sapiens. exceto, digo eu, aquilo que não cabe em tua aprisionada visão do tudo, aquilo que representas o apagamento onde nenhuma imgagem, pensamento ou palavra humana pode se moldar!
EM UMA NOITE HIEMAL
Tuas palavras e teus gemidos sufocados em meu beijo, teu corpo imóvel sob meu corpo de 80 quilos, teus seios degustados com minhas mãos lhes acaricianco com a delicadeera de quem pinta um magnífico retrato, tua cintura dançando sob meu quadril, ambos deitasdos mas altivos, com furioso desejo, vestindo-se de luz, de amor e de sexo glorioso!
A MORTE – ÚNICO REFÚGIO
A morte é a nossa única chance de redenção, para que, ao nos tornarmos nada, restaurar a virgindade do nada universal que estupramos com nossas eficazes e reluzentes retinas abnômalas.
APERSAR DE TUDO, JUNTOS!
Íamos, entre trancos e solavancos, a andar pelo caminho, e eram nossas as noites, os dias e deles todos os tresvarios; tínhamos, sim, afinados discursos de eterno amor, feito a dissimuladas fantasias; e assim íamos nos descobrindo, cada vez mais, as frágeis bases de nossas elevadas alvenarias; até que nos veio a angustiante e definitiva morte em uma grande noite fria, dando inexorável fim ao espetáculo de tantas atuações com as quais tentamos esconder nossas sombras e vazios.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*