Poligamic

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Casilitária

Em uma rua há uma casa
A mais misteriosa do bairro
Cujo dono transparece uma imagem rabugenta
Temido por vários vizinhos que se perguntam por que ele não interage com a vizinhança
E passa a maior parte do tempo no seu "universo particular"
Muitos tendem a evitá-lo por medo
Mas ele não é culpado desse isolamento, apenas contém em si um medo, medo de entrarem em sua casa tão estranha e desalinhada ao padrão das casas, e ser julgado até a morte
Na sua porta há uma placa escrito "Não perturbe!"
Pregada por alguém que é impossível de se retirar
Porém, seu dono sempre a deixa entreaberta, porque ele quer sim receber visitas.
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Poemas

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Casilitária

Em uma rua há uma casa
A mais misteriosa do bairro
Cujo dono transparece uma imagem rabugenta
Temido por vários vizinhos que se perguntam por que ele não interage com a vizinhança
E passa a maior parte do tempo no seu "universo particular"
Muitos tendem a evitá-lo por medo
Mas ele não é culpado desse isolamento, apenas contém em si um medo, medo de entrarem em sua casa tão estranha e desalinhada ao padrão das casas, e ser julgado até a morte
Na sua porta há uma placa escrito "Não perturbe!"
Pregada por alguém que é impossível de se retirar
Porém, seu dono sempre a deixa entreaberta, porque ele quer sim receber visitas.
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Interfunção

Um balde é posto a céu aberto,
esperando por pelo menos um pingo ďágua caído das nuvens.
A seca toma posse daquele material plástico, que gostaria tanto de ser hidratado pela chuva, mas não o convém.
Como haverá sentido à sua existência se ele está impossibilitado de exercer sua função de recipiente?
As lágrimas dos que sofrem com a seca são suas únicas esperanças, sofridos quando olham ao céu e não vêem nenhum sinal de chuva, despejam seus choros no espaço vazio, e ficam num ciclo infinito de tristeza.
Mas, há uma virtude nessas lágrimas: a esperança. Porque quando um pingo de lágrima decorre nesse material escasso, essa pequena umidade escorrida representa claramente ao menos um litro de água que os atormentados gostariam de beber.
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Eurrosa

Exploro um lado do meu e do seu ser
Cor de rosa, mas azulado
Subliminar natureza revelada, estás a ser desfrutada?

Flor, queres surgir há muito tempo
Abrir suas pétalas e esbanjar suas cores
Vívidas, encantas a quem a vê
Com seu ar heterogêneo, deveras misto e encantador

Adapte esta essência à prática
Vivenciá-la é descobrir jóias jamais vistas
Delicada, seu brilho único reluz nos olhares
Resultas em encatares e encantares
Mas não posso correspondê-los

Toda arara-azul esconde o seu Rosa no interior de sua pelagem
Para exibi-lo basta voar e liberta-se desta gaiola
Não deixarás de ser o que és, azul
Suas asas é o seu tesouro
Não precisa tornar-se o oposto da sua marca ''definitiva''
Apenas mergulhe no seu Eu
Você é você em menos de cinquenta porcento










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Imã Social

Todos somos imãs em interação um com o outro
Posso ser um imã que não me atraio aos outros
Mas sim, um imã que atrai os outros a mim.
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Mussíparos.

Pássaros tão belos e diversos possuo em minha gaiola, com estes, não me sinto só.
Quando me refiro às suas belezas, não digo de suas aparências, e sim dos seus cantos.
Eu os capturo numa floresta tão obscura e esquecida, na qual os pobres coitados são ignorados, por suas espécies serem quase extintas.
Eu tenho um vínculo emocional com eles, somos parecidos, no que se diz à triste camada que habita nosso interior, da solidão, do esquecimento e da rejeição.
Gosto de ouvi-los em casa, após colocá-los na gaiola e levá-los, em particular. Nunca deixo as outras pessoas ouvirem, elas com certeza abominarão meus camaradas.
Oras, tão exóticos, poucos sabem transmitir a essência das estridentes poupas dos seus cantares que impactam as nossas almas em poço profundo de melancolia - de forma tão igualitária, onde nos identificamos incessantemente.
Levarei meus queridos animais a qualquer lugar onde eu for, assim nunca me sentirei tão vazio e seco como costumo ficar sem o soar do cantar.
Os Deuses que criaram esses seres são magníficos, bem como suas espécies, algo de que eu tenha certeza é: o imenso universo contido neles foi transformado em uma figura singular e exuberante da natureza, dando vida aos seus sentimentos.
A liberdade desses pássaros não pode ser desfrutada por eles, mas sim, por mim. A cada som que reproduzem é um ímpeto para eu me entregar e me aprofundar a uma realidade individual e alternativa que me diverge da insolente real.


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