RafaVtres

RafaVtres

n. 1993 BR BR

n. 1993-10-17, Bahia

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Mundo da Lua

é noite, céu estrelado
Vento frio corta meus lábios
E a lua ilumina minha estrada
A Lua é meu guia nessa jornada
Nossos caminhos estão conectados
Quando ela aparece eu me movo
Quando ela se esconde eu paro
Só então eu reparo
Ao meu redor
E vejo que não sou desse mundo
De ódio, tristeza e dor
Independente do que me faz feliz
Sinto que estou só
Em um planeta de gente que não entende
Que sou diferente...
De pessoas que são tão iguais
Programadas desde sempre
Pra viver como os pais
Mas eu sou diferente
Eu não sou daqui
Vivo para a Lua
é a Lua que vou seguir
Preciso sair, abandonar tudo
Prefiro viver no meu mundo da lua
E ser considerado anormal pro mundo
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Biografia
Uma incógnita nesse mundão Procurando por salvação Buscando em palavras se esvair Libertar do que está por vir Apenas mais um igual No meu canto tão diferente Não me adapto a realidade E escrevo o que a alma sente Em meio ao amor e ódio O menino indeciso cresceu Apesar de continuar contraditório Encontrou seu verdadeiro eu

Poemas

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Mundo da Lua

é noite, céu estrelado
Vento frio corta meus lábios
E a lua ilumina minha estrada
A Lua é meu guia nessa jornada
Nossos caminhos estão conectados
Quando ela aparece eu me movo
Quando ela se esconde eu paro
Só então eu reparo
Ao meu redor
E vejo que não sou desse mundo
De ódio, tristeza e dor
Independente do que me faz feliz
Sinto que estou só
Em um planeta de gente que não entende
Que sou diferente...
De pessoas que são tão iguais
Programadas desde sempre
Pra viver como os pais
Mas eu sou diferente
Eu não sou daqui
Vivo para a Lua
é a Lua que vou seguir
Preciso sair, abandonar tudo
Prefiro viver no meu mundo da lua
E ser considerado anormal pro mundo
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Arrependimento

Ela se entregou pra mim
Banhada de mal e malícia
Me cobriu com sua pele
E me acariciou com sua boca
Percorrendo de um jeito desigual
A áurea dela me consumia
E o olhar penetrava fundo na alma
Ela me tocou
Com a mão em meu pescoço
Me agarrou e puxou
E me falou em sussurros
Se entregue
E eu caí na tentação
Armadilha do diabo
Com gosto bom e refinado
Não resisti
E de um jeito ardente
Sexo envolvente
Sem vergonha e prazer total
Noite minha e dela
Aproximação carnal
Nosso carnaval foi de arrepiar
Mas o Sol chegou
Banhado de arrependimento estou
Pois nada foi real
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Deixe-me ser o que sou

Eu grito de dor, mas não emito nenhum som
Tento me contorcer pra evitar que esse mal se espalhe
Minha alma já abandonou o meu corpo há muito tempo
E não adianta, já retornei minha verdadeira personalidade
Psicótico, isso que eu sou
Por enxergar como o mundo realmente é
Psicótico, isso que eu sou
E não me importa o que tenho que fazer
Não quero ajuda, já me acostumei
Eu sou assim, mas explicar não sei
Não vou mudar só por você
Só me aceite como me vê
Não quero ajuda, me acostumei
Eu sou assim, já te expliquei
Não vou mudar, esse é meu eu
Aquele cara, em mim morreu

Eu estou vendo palhaços sem bocas
Os seu rostos estão deformados
Os anjos estão caindo do céu
Não nos protegem, estamos abandonados
O mundo está em preto e branco
Só a sua imagem que possui cor
Enquanto a neblina fria rasga minha pele
Mas mesmo sangrando eu não sinto dor
Não quero ajuda, já me acostumei
Eu sou assim, mas explicar não sei
Não vou mudar só por você
Só me aceite como me vê
Não quero ajuda, me acostumei
Eu sou assim, já te expliquei
Não vou mudar, esse eh meu eu
Aquele cara, em mim morreu

Nas paredes as pixações me lembram sangue
Tudo pra mim tem cheiro de morte........
Em todo lugar... sei que estão me vigiando
Mas olho pra trás e não vejo ninguém
Em todo lugar... sei que estão me vigiando
Mas olho pra trás e não vejo ninguém
Vamos
Abra essa porta, antes que eles me peguem
Vamos
Eu não quero ser dilacerado
Não quero ajuda, já falei que sou assim
Me acostumei com esse novo eu em mim
Se você me entende, então me explique
Não vou mudar mas vai ser bom ouvir
Palavras com as quais eu me identifique
Não quero que me ajude, apenas que me aceite
Se não for possível, entenderei que você não é capaz
Não quero que mude ou que se sinta obrigada
Mas me deixe aconchegar nas suas asas,
Me escorar nos seus braços e morrer em paz
486

Meu Caminhar

Amanheceu e eu caminho vagarosamente
Ao horizonte tento me entregar e continuo fugindo de mim
Não sei o que quero encontrar, só quero me perder
E meu sorriso é só a falsa expressão no meu rosto por não conseguir chorar
Seguindo para Oeste em direção ao local que o Sol se põe
No fim da tarde vou ser consumido pela escuridão
E quando o ar gélido tocar nos meus pulmões
Na madrugada fria eu vou cair e me lamentar
Seguir em frente já não será mais uma opção
Como enxergar o futuro se o passado ainda incomoda?
E se eu me distrair com as constelações
A chuva serena me trará de volta a realidade
No meu pulso vou contando os segundos
Torcendo para terra parar de girar e o tempo descansar um pouco
Mas ele é teimoso e insiste em continuar
Meu pobre coração já reduz a sua velocidade
E meus pés formigam ao tentar me levantar
E ao Leste o Sol que se pôs nasce outra vez
Tentando trazer vida ao meu caminhar
Olho pro céu e até agradeço pela Boa vontade
Mas se ele estivesse em minha pele saberia que não era pra voltar
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Porta fechada

A porta se fechou pra sempre, como um cadeado inquebrável que não possui mais chave... E todos ao seu redor não o vê mais como antes
Era tão cheio de vida, luz levava a todo ambiente que adentrava... Mas tanta luz que carregou e num instante se apagou
Se foi um erro que cometeu, o quão grave foi esse erro, onde nada pôde fazer pra evitar
Talvez se tivesse assassinado, tomado materiais em forma de assalto hoje ele poderia se perdoar
Qual a depressão que atingiu o coração do homem que sabia exatamente agir com a razão
Num segundo tudo se desfez e toda a criatividade de seu eu se transformou em solidão
Pra onde correr então? Qualquer caminho que seguir será em vão
Onde ficar agora, trevas dominam qualquer que seja sua posição
As pessoas notam que está estranho, mas não falam e nem perguntam
Não se preocupam com o seu estado mental, acham tão banal... Ah como criam histórias e desenvolvem teses em sua cabeça
Pra justificar toda aquela sensação, sensação do desconhecido
Vivem através de um padrão social onde determinam como devemos agir, o que pensar...
A porta se fechou para que essas pessoas não o observassem mais e ele pudesse viver a sua vida sem se preocupar
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Tesão pela arte

Mil facas penetram o meu corpo brando
Quando lembro que seu sorriso já partiu
Minha casa iluminada está tão sombria
As trevas dominaram a arte quando
Por aquela porta você saiu
E o que resta hoje para mim é só saudade
De verdade, os momentos são tão bons de recordar
As pinturas que fazíamos nas paredes
Belas telas, obras de arte a se admirar
Como esquecer de suas quentes mãos
Deslizando sobre meu corpo
Tomando fácil o controle da situação
Provocava e dançava música que só nós escutávamos
E fazíamos a coreografia com exatidão
Pra lá e pra cá, nesse movimento sexy a gente se envolvia
Prazer era o mínimo que a gente sentia
Meu corpo nu e seu corpo nu
As mais belas esculturas eram talhadas
Dia e noite, noite e dia
Todo momento era hora de se entregar, desenhar, esculpir
Cantar, dançar, trabalhar nossa poesia que só a gente entendia
Cada canto eu te lembro, até tento te desenhar em toda a parte
Porém estou incapacitado, sem você aqui não tenho tesão pela arte
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