RAVIA

RAVIA

RAVIA. Entre queimaduras de gelo e chama.

n. , Natal

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Sem contar teus números

Vou apagar seu número
Talvez assim
Não arrume uma desculpa pra te ligar
Falar que te quero
Contar da saudade
Para que não reforce lembranças
E dê vontade de encontrar-te mais tarde
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Poemas

6

De novo

Só mais uma vez!
Só mais uma vez...
Só mais uma vez?
Eu me disse de novo!?!
Eu me conheço
Não é a última
Não consigo parar
Talvez não vá fazer diferença
Mas não é só m a i s u m a v e zZz
463

Farejando desejos

Não quero ter que pedir
Sua atenção ou favor
Eu vim pra sentir
E te dar o meu amor
Mas se não fazes questão
Eu guardo tudo pra mim
Meu amor que não jura
Não tenho estrutura
Pra poder mentir 
Meu faro sente teu cheiro
Que me atrasa e me faz reparar
Nas lembranças da cama
Me deixando louca
Fazendo arrepiar
Com olhos virados
Unhas cravadas no colchão
Pêlos arrepiados
Uma garrafa acabada na mão
E de goles em goles eu sinto que cada vez
Me aperta o peito 
E te trago na massa pesada em pedaço de descontração
Nos teus toques com calo
Trabalha pesado em me deixar louca no chão
Sempre bem empenhado
Em me fazer sentir
Cada toque virar erupção
458

Vendas de carne

Vendas de carne sob meus olhos
Na cama
Me cego de ti
Teu corpo me acanha
Me puxa, me cede e a pouco me derrama
Teu olhar de noite escura
Me faz perder a meia noite
Admirar contigo as Marias e a lua
Encher o copo de quinta
Arranhar a coxa na quina
Secar teu corpo de suor
Sentir num todo adrenalina
481

Sem preocupações

Não quero insistir, não precisa me ver
Não ligue pra mim, é melhor pra você
Não faz diferença, você vai esquecer
Quarto escuro e bagunçado
Cerveja na cabeceira e livros jogados
Travesseiros caídos e roupas amassadas
Meu canto e refúgio
Ficam melhor desarrumados
Mas... não faz diferença
Fique distante, você vai esquecer
Não precisa se preocupar
Só tô um pouco cansada
Não tem nada de errado
Cansaço, é isso, só um pouco
Não precisa me ouvir, não quero falar
Só me deixa aqui, prometo que levanto
Só uma hora, talvez um pouco mais
Ou alguns dias, não sei, mas não se preocupe
É normal pra mim
São três da manhã, não consigo dormir
Seis da matina tento levantar
Meu coração aperta e esmaga meu peito
Outro dia normal pra sobreviver
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Dunas de areia

Areia arranha os olhos daqueles
Aqueles que insistem em mantê-los expostos
Não firma o alicerce nas dunas
Visa da ponte ao morro
E verás que teu lugar não consiste
É passageiro
É ligeiro igual lágrimas de um dia triste
E pode ser lindo não fixar-me
Encantar-me ao aprecia-lo
Só não firma teu alicerce nas dunas.
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Vírgulas

Não vale, não falo
Te quero, não nego
Eu grito, me entrego
Eu tremo, te paro
Te olho, me mordo
Me beija, afago
Te provo, e amo
Não enjoo, é fato
Me calo, espera...
Somos além do acaso.
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Comentários (1)

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Márcio Barbosa

Parabéns, belo trabalho. Sucesso bela poetisa !!