rayres mary

rayres mary

n. 1999 BR BR

Olhar para o céu é como uma oração. Aprender sobre plantas medicinais é o que herdo de minha mãe. A solidão é um abraço com Deus e o partilhar de sentimentos com alguém é um abraço com o próximo. A escolha é nossa liberdade e a prisão é estar vazio. Acreditar na eternidade é o verdadeiro preenchimento. Ser humilde e se reconhecer como pó é para os que verdadeiramente evoluíram.

n. 1999-10-22, FORTALEZA

Perfil
4 085 Visualizações

aura

Eu te vi andando na calçada do outro lado da rua, num entardecer rosado. O céu estava  lindo, as árvores balançavam de alegria quando tu passavas exalando aroma de baunilha,  laranjeira... Ah, cheiro de inocência!  

Os meus olhos te guiaram até você virar a esquina do parque, mas enquanto você não  estava perto de virar, eu admirava teu andado flutuante, teus olhos fixados no horizonte e  um sorriso tímido que ofuscava com por do sol... Não sei com quem você ia se encontrar,  ou o que você ia fazer, mas nunca me senti tão plena ao ver alguém andando na rua com  tamanha presença e júbilo no rosto e no caminhar... Não sei nem ao menos quem você  era, mas quando você dobrou a esquina, levou consigo toda aquela tarde tranquila e  rosada com aroma de baunilha!
Ler poema completo
Biografia

Olhar para o céu é como uma oração. Aprender sobre plantas medicinais é o que herdo de minha mãe. A solidão é um abraço com Deus e o partilhar de sentimentos com alguém é um abraço com o próximo. A escolha é nossa liberdade e a prisão é estar vazio. Acreditar na eternidade é o verdadeiro preenchimento. Ser humilde e se reconhecer como pó é para os que verdadeiramente evoluíram. 

Poemas

5

meus olhos doem

meus olhos doem
eles se abriram e enxergaram o mundo
e doem porque não é a luz que incomoda
é a tua escuridão
227

não

não te trago mais sorrisos
nem minha voz
só tenho dúvidas
quanto ao que sou e o que tu foi
334

libriana (o)

sempre estou na posição de uma balança
peso a mim e a todos em meus dois lados
quem fala e quem silencia
quem esconde e paga

eu meço os dizeres do passado
do presente e do futuro
e nunca chego a um veredicto

tudo pesa igualmente
de um lado eu sorrio
e do outro eu choro

eu apenas não sei ter duas metades
de um lado a mentira e do outro a verdade
101

nuvem carregada

chove!
e você se molha com a chuva de sonhos.
em instantes a pele seca 
e é necessário esperar mais chuvas de esperanças.
temo não cair do céu nenhuma gota mais
pois o meu sorrir é sol atrás de nuvem carregada
meu corpo deseja apenas o sol,
mas não se pode ter só um 
quando se vive de indecisões.
se eu chover; graças!
se eu ficar no céu, dançando com o vento; graças!
entretanto,
eu só queria me derramar.
me derramar nem que fosse um instante
nos meus sonhos mais distantes
330

do choro se faz sonho 
da fome se faz ninho 
do brilho se faz cor

sofrer é incolor
mas é dor
a vida é atrevida
nua e sem pudor
vem correndo 
sem saber se vai ganhar

é doida
ansiosa
desastrosa 
é coragem em corpo só.
pó.

















459

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Marcos
Marcos

Oi