regginamoon2014

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UM POEMA DE AMOR

Não sei se fico ou desisto
pois não existe milagre
ou atalho
que faça o tempo voltar
e corrigir nossos erros...
Então, em meio à multidão
eu me perco
sou mais uma e outra metade
de tantas solidões.
E assim permaneço
até outro outono chegar
e caírem folhas em branco
dos poemas de amor
que escrevo à toa
esperando o tempo passar.

REGGINA MOON

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Poemas

5

A FALTA

Sinto falta das vozes que nunca mais ouvirei. Falta dos sorrisos e das estrelas que se apagaram. Sinto falta dos abraços e dos assuntos importantes e urgentes. Sinto falta do som dos passos e dos cansaços. Sinto falta de um pouco de mim que se perdeu. Falta de tudo que jamais voltará. Falta dos conselhos, dos silêncios e das horas marcadas. Sinto falta dos milagres e do altar com nossos nomes marcados. Falta das mãos que abençoavam meus caminhos.A vela acesa e a água. Sinto falta do que a morte levou e de tudo o que ficou...

Reggina Moon
195

OÁSIS

O sino da igreja ressoando ás seis da tarde. Revoada de pássaros alegres dançam sem par...O coração imóvel dentro do peito observa a tudo, sem pulsar. Os olhos brilham quando estrelas vez ou outra invadem a sala de estar. E as velhas memórias retornam urgentes ao baú de silêncios.Quando a madrugada toca o lado esquerdo, uma poesia aflita foge desapercebida pelo céu, sem destino algum, oásis de palavras no deserto.

Reggina Moon
216

DOIS PASSOS

E mesmo que e a Primavera não chegue, estarei feliz, pelas outras estações que percorri...O resto é verso, é prosa, lampião e sombras, nas ruas largas de pedras do destino. Lindas são as palavras e as flores, rimando soltas, desejando boa sorte a todos que passam a beira do jardim... Pois tudo mais, amor, é partida. Estamos sempre assim, a dois passos de alguma despedida ou desejando uma passagem secreta feita de atalhos e sonhos!

Reggina Moon
255

A FONTE AZUL

Perceber que a vida pode ser uma festa de flores e versos. Jogar todas as moedas em uma fonte azul. Ter nas mãos uma poderosa flecha e atirar contra o mal, não outro mal, mas o silêncio. Riscar o calendário que deixa cair suas folhas do passado sob a terra. Perder-se nas vielas escuras, mas carregar um lampião a frente dos passos. E que tudo seja lindo, apesar de tudo. Acender a luz das estrelas nas madrugadas mais frias e ser o amor que morre e renasce a cada dia.

Reggina Moon
191

ÂNCORA II

Mostre-me o caminho
das pedras,
que eu percorrerei
sem medos,
enquanto o sol ilumina
meus passos...
E quando anoitecer
o meu destino,
estarei enfim,
caminhando ao lado
da poesia,
tua sombra em sintonia...
Mostre-me a saída
a estrada
ou a direção da seta,
que jogarei
minha âncora de sonhos
e desejos,
direto em tuas mãos...

REGGINA MOON
220

Comentários (1)

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Alberto de Castro

Regina..........Versos lindos de um coração desnudo...lindos versos de uma alma sensível..........Parabéns.