Renata Rimet

Renata Rimet

n. 1970 BR BR

n. 1970-06-21, Salvador

Perfil
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Tatuagem

Não havia planejado ter seu nome em meu corpo tatuado
Foi impulso, inconsequência, brincadeira adolescente
que apaguei com muita água corrente,
era tinta descartável, lavável
escorreu sem deixar vestígio

Pensei não ter perigo
mas não havia percebido a contaminação
Tive a alma tatuada
nossa história registrada
lá permanece incrustada as lembranças de tanta emoção...


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Biografia
Sou agulha no palheiro
Sóbrio rodeado de ébrios
Louco em meio aos sãos
Faminto em meio aos saciados
Solitário infiltrado na multidão
Sou sem querer ser
Fui sem ter que pedir
Cheguei sem saber onde
Lá permaneci por muito tempo
Agora voo para a liberdade

Poemas

1

Desarmonia

Versos pedem alforria
Fogem, deixando sem sentido a poesia
Provocam desespero ao poeta
Suas palavras reunidas, não dizem absolutamente nada
Falta rima, sentido, alegria

Rabiscos tornam-se apenas rabiscos
Emoção esvai-se por entre dedos que sinalizam o adeus...
Bailam em movimentos singelos, ao sabor do vento que espalha seu perfume e
Dissolve a essência que um dia cativou...

Reverso que atormenta o poeta
Perdeu-se em descaminhos
Insiste num dilema de versos desconexos
Palavras que não combinam
Pesadelo que não finda
De versos em agonia

Sabia falar de amor quando extasiado do sentimento encontrava-se
Trocava juras eternas a tantas musas que cortejava
Aplacado foi um dia por aquela mulher menina
Sem notar, partiu em pedaços seu coração
Não deu tempo para explicação

Recolheu cacos da contradição
Poesia de amor é perfeita, mas se tua alma é desfeita
Não tem rima nem verso,
Nem energia do universo
Que harmonize ecos de tamanha solidão...

www.renatarimet.com

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