Rinaldo santo

Rinaldo santo

n. 1971 BR BR

n. 1971-03-28, Moreno

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Noite Que Chama

Sinto o frio
Pois a noite chegou
Sinto a dor, pois o amor acabou,
Sinto nada, pois nada há para existir,
Sinto o medo, pois a solidão é de mim.
Sinto o ardor
Pois você não está aqui
E o que tenho agora se não for o sentir?
Sinto a falta,
da alma,
da calma,
da cama,
Pois só resta a noite que chama.

niterói.rj | 2009

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Poemas

14

Tuas mãos

Tuas mãos que me guie
por lugares distantes,
me toque com a suavidade de antes
Tuas mãos que me aqueça,
na mais simples delicadeza
Tuas mãos e só as tuas,
seja tudo que sempre mereça

niterói.rj | 2009

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45

Branca

Anda amiga, inventa,
Deixa o medo, à alma não levar
Das noites que a vida tenta,
seu sonho roubar

Amargo e frio foi o recado
Da dor que já passou

Os passos dessa alma clara
Que o tempo não apagou

Vem branca alma rara
Mistura o que a vida ensina
Descobre em ti menina
Que não há fuga para o amor

A verdade o sereno mostra
Quando o sol vem te abraçar
Pois o vento sua alma clara, não consegue carregar

Lembra tua origem nobre
E o brilho das estrelas que herdou
Pois é luz o que teu sorriso leva,
Onde não existi cor

niterói.rj | 2009

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230

Dureza

O ferro o fogo à força funde.
Pois a dureza não fui eu quem fez
A pedra bruta o martelo quebra
A dor da lança a ponta forte encerra, das feridas na cicatriz
E nada o tempo, à alma se apegue ou peça
Pois o vil destino é caro para o aprendiz
E quantas outras tantas chances não são permitidas,
para quem tentou, teve e não quis

niterói.rj | 2009

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221

Aceitação

Luzes
Nuvens que se derramam
Bocas cálidas declamam sua condição
Projetos inacabados de sonhos

Pessoas distantes de si mesma
Passos apressados
Uma chance diferente talvez
Quem sabe, outra opção.

Desejos frustrados
Discos arranhados
Vinho derramado no chão
Olhos aflitos imaginando uma solução

Simples momento,
Desalento
Buscando, contudo,
Contentamento
Singelo objeto
Apenas confuso
Aceitação

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239

Adeus

Quando foi o último beijo,
abraço e adeus?
Seu sorriso,
pés descalços e adeus
Último cheiro
suspiro, palavra e adeus
O momento exato sem futuro,
o dia que não existia,
a noite que se perdeu,
o amanhã que se queria,
a vida que se despia,
o sonho que não dormia
o filho que não se deu
Seu último olhar,
O ADEUS

niterói.rj | 2009

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262

Solução

É a verdade que se esconde,
o medo no horizonte a espreitar
Entre noites mal dormidas,
A espera de manhãs que tragam novidades,
que faça a vida mudar

Sonhos que fingem, mas não são
A fome necessária de saciar
Olhos angustiados querendo entender à razão

As mãos correndo os dedos
Os sentidos perdidos
Algo sem conclusão

O contente momento de indecisão
A agonia, rangendo os dentes
A revolta contraria de aceitar
A virtude dos verdadeiros
O que não tem mais jeito
A solução

niterói.rj | 2009

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221

Notas Lentas

Você dividiu um tempo bom
soube ouvir as notas lentas
Entender o melhor da vida

Já não sabíamos mais.
O que aconteceu
Havia certo sentido em descobrir, em ser
Onde esse nosso tempo parou?

Tanto, tudo era só para brincar.
Todo universo.
Pra você e pra mim
Era só dividir,
ouvir as notas lentas.

Minhas mãos sem teus pés
Teu sorriso sem eu olhar

Era só dividir, ouvir as notas lentas.
Tanto, tudo era só para brincar.
Todo universo.
Pra você e pra mim.
Era só dividir, ouvir as notas lentas.
Tanto, tudo era só para brincar.
Todo universo.
Pra você e pra mim,
só pra dividir o que insisti em existir

niterói.rj | 2009

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75

Do Lápis ao Pó

O vento forte de meus pensamentos,
Carregando minhas lembranças
Misturando meus sentimentos.

Imagens sussurrando em minha cabeça
palavras flutuando pelo ar

O traço, o bico da pena
A letra da música musicando,
o barulho estático das fotografias
o movimento suave do pincel,
riscos e acertos, rabiscados num pedaço de papel

Vestígios de arte espalhada pelo chão
a pintura desbotada da parede

O devaneio do vício
O sonho que acordou
O ensaio desatinado de menino,
Nos olhos de quem lhe encantou
A busca incontida,
o encontro, quem sabe talvez,
do lugar onde minha alma-perdida,
sem a sua se refez.

são gonçalo.rj | 2009

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270

Perdoe

Perdoe pelo amor que tive, e por si só, não contive
Perdoe não acreditar,
e dor a te, provocar.
Perdoe pelos olhos tristes, pois não foi essa a intenção.
Esqueci de minhas promessas,
quis demais, tive pressa
por isso peço teu perdão
Perdoe machucar-te assim
Não soube ser o melhor de mim
Perdoe eu me perdi,
mas simples não te esqueci.
O tempo pra nós foi diferente
Coisas acontecem simplesmente
Perdoe por não suportar
Estando ao teu lado, amor não podia dar
Perdoe só foi o que quis
Deixar-te livre pra te ver feliz.

niterói.rj | 2008

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239

Necessário

Palpitante é te ver em meus olhos,
quando trazes essa alegria em teu sorriso;
Agradável é teu abraço,
quando trazes o calor do teu colo;
Precioso é teu sabor,
quando trazes a doçura em tua boca;
Necessário é teu amor,
Pois teus carinhos é que me fazem viver.

são gonçalo.rj | 2006

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257

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