Rodrigo Fidélis

Rodrigo Fidélis

n. 1983 BR BR

n. 1983-10-10

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Liberdade

Há muito tempo te almejo,
não havia forças para abraçá-la;
O tempo fomenta o meu desejo
de parar de idealizá-la;

Para sair da estagnação
movimento minhas ideias;
Nas veredas da ação
livro-me das peias;

A liberdade que ansiamos
é inerente à nossa essência,
com amor a almejamos
pelo clamor da resistência;

Poder de escolha e decisão,
nesse caminho há autonomia,
se não for isso, o que mais dirão?
De sua ausência a heteronomia;
Faça você mesmo ou outros farão;
Mesmo em uma frágil democracia
lutar não será em vão.
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Poemas

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Náufrago

Lembranças de uma vida controversa,
desse saudosismo doentio e insano
há uma necessidade perversa
do sofrimento que persiste a cada ano;

Vislumbro o meu passado
de minha ilha remota e distante;
Lembro-me do impossível a ser resgatado
como um livro esquecido na estante;

À corrente das lembranças perdidas
perco-me em delírios tomados pela maré;
Levado por esperanças límpidas,
percebo que o possível é ficar de pé;

Levanto-me e alcanço a motivação,
assim construirei uma jangada;
Remarei com afã de aproveitar a moção
do percurso desta vida ilhada.
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Velha casa

Velha casa em sonhos perdidos,
espectro de antigas sensações,
miríade de desejos incontidos
repletos de distintas reações.
 
Caminho por suas peças
há muito tempo familiares,
às vezes estranhas e imensas,
 ou exageradamente peculiares.
 
Estranha como a vizinhança,
por um instante estou de volta,
atrás de alguma semelhança
implícita nas sombras em volta.
 
Há uma linha tênue que separa
o mundo fantasmagórico
da realidade que se depara
como algo mais categórico.
 
No baú das memórias
de uma juventude perdida,
vêm à tona velhas histórias
e anseios daquela vida.
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