Rogério Martins Simões

Rogério Martins Simões

n. 1949 PT PT

Rog

n. 1949-07-05, Lisboa

Perfil
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MAR DE PRANTO (poema dedicado aos jovens que morreram no Meco)

vídeo aqui:
http://tempuri.org/tempuri.html

MAR DE PRANTO

Rogério Martins Simões

Toda a noite este mar tanto bateu.

Toda a noite a falésia lá chorava.

Parecia que ali perto alguém rezava,

Ao destino que só a morte atendeu.

Rapina e tão cruel onda acometeu.

Feia noite que a falésia chocalhava.

E o mar que desde sempre salteava…

Voltou para levar quem escolheu.

Ah desprezível onda que assassina.

Ave agoirenta tu és, e na triste sina,

Pela manhã retine um cais de espanto…

Espalhas e recolhes tantas dores.

Flores! E tantas flores. Deitem flores:

Lágrimas e jasmins ao mar de pranto.

Meco, Praia das Bicas 15/12/2013 23:24:32

(Aos jovens que hoje morreram ou desapareceram na Praia do Meco)

SEA Pranto
Rogerio Martins Simões

Cada noche, este mar tanto golpeó.
Durante toda la noche el acantilado allí llorando.
Parecía que alguien estaba rezando cerca,
El destino que se ha reunido sólo la muerte.

Ola Presa y tan cruel abrochado.
Noche feo que hizo temblar el acantilado.
Y el mar que siempre ha salteava ...
Volvió a tomar el que escogió.

Ah ola insignificante que asesina.
Ominoso pájaro eres, y difícil situación,
Mañana sonido metálico de un muelle en el asombro ...

Espalhas y la recopilación de tanto dolor.
Flores! Tantas flores. Colóquelos flores:
Las lágrimas y el jazmín de la mar de lamentos.

Meco Beach Bicas 15/12/2013 23:24:32
(Para los jóvenes de hoy que han muerto o desaparecido en Praia do Meco) Me encanto disculpe usted Maestro mi mama traduccion

POEMA, imagens e vídeo de Rogério Martins Simões

Parte deste soneto foi escrito na manhã da tragédia e na Praia das Bicas

As minhas sentidas condolências às famílias enlutadas.

Ler poema completo
Biografia
Rogério Martins Simões nasceu em Lisboa em 1949.
Escreve poesia desde os 14 anos tendo adoptado o heterónimo ROMASI.
Praticou atletismo no seu Sporting Clube de Portugal onde foi campeão nacional por equipas.
Fez arqueologia desde os 14 anos na igreja de S. Vicente de Fora e até há poucos anos.
Licenciado em Gestão e bacharel em Contabilidade, foi funcionário da Federação das Caixas de Previdência, dos antigos postos da Caixa e dos Serviços Médico Sociais
Já com o Curso Superior de Contabilidade ingressa no sector privado onde exerceu cargos de Director financeiro em empresas de turismo e outras.
Continuou a estudar e concluiu a licenciatura em Gestão.
Regressou à F.P em 1986 tendo desempenhado funções de Técnico Superior em áreas do combate à fraude fiscal, na protecção e segurança de pessoas e bens e na investigação criminal.
Em 2004 criou um blog intitulado POEMAS DE AMOR E DOR para divulgar os poemas que rasgou, mas sabia de cor, e chegou a ter mais de 3000 visitas diárias. Em 2005, com mais de 1 milhão de acessos, doente, vendo que a Parkinson tomava conta da alma e do corpo, resolveu parar.
Voltou e foi graças ao blog que a sua poesia não foi totalmente destruída e, apesar de humilde, tem diariamente cerca de 1000 leitores amigos.
Participa em diversas páginas de poesia e se a doença de Parkinson não se agravar quer continuar a escrever e regressar à arqueologia tendo já recebido apoio e solidariedade do seu antigo grupo de arqueólogos.
É o amor da sua esposa e a poesia que o mantém vivo!
 

Poemas

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MAR DE PRANTO (poema dedicado aos jovens que morreram no Meco)

vídeo aqui:
http://tempuri.org/tempuri.html

MAR DE PRANTO

Rogério Martins Simões

Toda a noite este mar tanto bateu.

Toda a noite a falésia lá chorava.

Parecia que ali perto alguém rezava,

Ao destino que só a morte atendeu.

Rapina e tão cruel onda acometeu.

Feia noite que a falésia chocalhava.

E o mar que desde sempre salteava…

Voltou para levar quem escolheu.

Ah desprezível onda que assassina.

Ave agoirenta tu és, e na triste sina,

Pela manhã retine um cais de espanto…

Espalhas e recolhes tantas dores.

Flores! E tantas flores. Deitem flores:

Lágrimas e jasmins ao mar de pranto.

Meco, Praia das Bicas 15/12/2013 23:24:32

(Aos jovens que hoje morreram ou desapareceram na Praia do Meco)

SEA Pranto
Rogerio Martins Simões

Cada noche, este mar tanto golpeó.
Durante toda la noche el acantilado allí llorando.
Parecía que alguien estaba rezando cerca,
El destino que se ha reunido sólo la muerte.

Ola Presa y tan cruel abrochado.
Noche feo que hizo temblar el acantilado.
Y el mar que siempre ha salteava ...
Volvió a tomar el que escogió.

Ah ola insignificante que asesina.
Ominoso pájaro eres, y difícil situación,
Mañana sonido metálico de un muelle en el asombro ...

Espalhas y la recopilación de tanto dolor.
Flores! Tantas flores. Colóquelos flores:
Las lágrimas y el jazmín de la mar de lamentos.

Meco Beach Bicas 15/12/2013 23:24:32
(Para los jóvenes de hoy que han muerto o desaparecido en Praia do Meco) Me encanto disculpe usted Maestro mi mama traduccion

POEMA, imagens e vídeo de Rogério Martins Simões

Parte deste soneto foi escrito na manhã da tragédia e na Praia das Bicas

As minhas sentidas condolências às famílias enlutadas.

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Voltei cantado por Rogério Oliveira dos Boémia

http://tempuri.org/tempuri.html
893

VOLTEI

http://tempuri.org/tempuri.html

VOLTEI!

(Rogério Martins Simões)

Venho dos limites do tempo

De uma galáxia qualquer

Já fui mar, já fui vento

Agora sou pensamento

Aparado em dado momento

No ventre de uma Mulher!

Meu corpo é magistral!

Brutal! Perfeito! Soberbo!

De início não era verbo

Agora sou o verbo ser

Tenho comigo segredos

Segredos do universo

Transporto no corpo recados

Escrevo em forma de verso.

Venho dos limites do tempo

Não sei o que fui e sou:

Deserto? Nascente?

Já fui Norte, já fui Sul

Pó astral, mar azul!

Luar, estrela cadente.

Eu me vou!

Partirei num cometa qualquer

E serei novamente pôr-do-sol.

Cor-de-rosa, aloendro, malmequer!

Voltei...Já cá estou…

Agora sou pensamento

Nascido em dado momento

Do ventre de uma Mulher!

23-09-2004 18:39

Aldeia do Meco

(Este poema foi gravado em MP3 pelo Luís Gaspar nos Estúdios Raposo –“Lugar aos novos”

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

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Bendita Sejas Mulher

BENDITA SEJAS MULHER

Rogério Martins Simões

Nos caminhos que trilhamos renascidos,

Certamente, já esquecemos a distância

Que prolongam os caminhos percorridos;

Irás encontrar na minha ânsia,

Estes trilhos marginais, mas, tão sofridos

Não me fico por silêncios.

Mas, meu amor, eu te digo:

Bendita sejas mulher!

A eternidade é estar contigo!

Bendita o sejas por ser,

A razão do meu viver.

Os ventos são adversos.

Maior porta de abrigo, eu, não vi.

Terá o céu no acaso

Tamanha luz, no firmamento,

Sem ti?

Repara no sentido dos meus versos.

São cartas de amor que não escrevi…

Palavras adultas fora do prazo,

Construídas no encantamento,

Sem pressas, aqui!

Por isso, de novo, te digo:

A eternidade é estar contigo!

Bendita o sejas por ser,

A razão do meu viver.

Bendita sejas mulher!

24-11-2005 alterado 2013

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

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