Ronaldo Moura

Ronaldo Moura

n. 1963 BR BR

Twitter: @rnmourajr

n. 1963-08-24, São Paulo- Brazil

Perfil
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Cinquentesete

Me vejo um espírito Milenar

Que viaja de tempos em tempos para lutar

Mesmo sabendo que não vou ficar

Sempre  trabalhando para evoluir e melhorar

Desta vez cheguei em sessenta e três

Desde lá me movo como em um tabuleiro de xadrez

Hora acertando e ora perdendo a vez

Tanta gente que tropecei e conheci

Relações  as vezes com verdades  tristes

E tempos com romances lindos que já vivi antes

Namorei, casei, descasei, me perdi e me achei

Mas hoje vejo o quanto da vida eu sei

E porque muitas vezes me desencontrei

Até chegar aos cinquenta e sete

Foi mais rápido que uma pedra de gelo derrete

Mas hoje penso que precisaria de mais cento e sete

Para romper o ciclo de erros que sempre se repete

Amizade, fraternidade e  amor ao próximo vem com a idade

Puro exercício da maturidade

Quem sabe um dia destes por ai

Reencontre  todos que amei e amo por aqui

Pois  a escola da vida um dia fecha

E ai para encontrar o norte

Só mesmo passando pelo portal da morte."
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Poemas

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Acorda ou a corda?

Ei vê se acorda

Como assim?

Acorda ou a corda?

Explica isto pra mim

É simples cidadão

A sociedade divide o povão

Gente pobre e gente com milhão

E o que liga a população?

ué? simples! a maldita divisão

E se o povo não acorda

Esta diferença cresce e transborda

E nesse puxa e estica

Advinha como tudo fica?

Pobre com vida pobre e rico com vida rica

E nada na sociedade modifica

A única chance de mudar tudo

É pobre estudar e pegar o canudo

Então vê se acorda e se movimenta

Porque a corda tenciona e não aguenta

E sempre do lado pobre arrebenta.
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Mamma mia Café!

Acordei cedo hoje, meu sono foi leve e pesado

Sigo sem falar, deitado e calado

E não sonhei com ninguém

Não houve pesadelo também

Acordei com um barulho na pia

Água jorrando é que parecia

Logo em seguida outro barulho no fogão

Alguém esta esquentando água no canecão

Creio que sei para o que é

Jajá vem um belo aroma de café

Demorei ainda um pouco, mas me coloquei de pé

Bom dia! Bom dia! dizia um ao outro sonolento

Fica aquele silencio por um momento

Ai vem noticias de ontem e do dia

Fala dos netos, filhos e da tia

Pergunta se soube o que deu na loteria

Tem sempre a ideia imaginária

Que um dia ganha e fica milionária

Sai para comprar o pão

 e na fila de prosa fica um tempão

Volta, senta e mistura café com leite

Molha o pão e fala só o que se aproveite

E assim chega ao fim um inicio de dia

de quem? de quem seria?

Sabe Deus!!! Mas acho que foi mamma mia!!!
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Vista de um ponto

Bilhões de pontos de vista

Formam também a imagem que é vista

Isto é um seis ou um nove

Depende para o lado que se move

A realidade não existe

Apenas a versão é que persiste

Muitas tem opiniões seguras

Outras se mostram imaturas

Mas a verdade sempre palpável

E esta sim é inexorável

Pula pra lá

Ou joga prá cá

Mundos paralelos se formam

E  realidades se deformam

Uma multidão busca ter razão

E outras vivem na ilusão

Criam-se  até fadas madrinha

Que usam alfinetes e não varinhas

Buscam estourar esta vida em bolha

Espalhando  tudo sem que se escolha

Após despertar desta letargia

Vejo que na vida ainda ha magia

Basta ser verdadeiro e promover o bem

Fazê-lo aqui, alí, ontem e amanhã também

Tendo a certeza que não importa a quem

E quando a ultima imagem chegar a retina

Sentirá que uma vida nova e boa se descortina.
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