“Abre o olho e pisca o dia Entra a claridade na alma Todos juntos na mesma via Uns acelerados e outros com calma Seguimos apostando tudo que tem E esperando o tempo que não vem Fecha o olho e chega a noite Dor doída como no açoite Chora como lamento Pensando ser esperta Contra ou a favor do vento Uma coisa sempre desperta Que a vida é uma janela aberta Com a vista de cada momento Pois somos todos viajantes do tempo.”
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TEMPOS DESCONEXOS
Momentos bem complexos Historias e discursos perplexos Mundo que teima e gira Sanidade e verdade na mira Uns inventam fatos Outros criam boatos Turba que gera sombra Que se transforma em penumbra Valores sendo distorcidos E pela mentira muitos são convencidos Será que o mundo vai acordar? Ou ainda esperam alguém nos salvar;? Um fato acontece sempre na vida A verdade chega a todos na partida Espero que a humanidade entenda Que vidas não estão a venda E com muito sofrimento e dor aprenda Que com o passar do tempo Não há solução apenas por choro ou lamento Porque em tempos desconexos Só nos cura o amor e amplexos."
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Qual a razão da Vida?
“Qual a razão da vida?
Muitos acham que é natural
Outros pensam ser imortal
Ha aqueles que a desafiam
E também os que a reverenciam
Sabe-se que tem muita dor e amor
E poucos dão o devido valor
Pensa-se que a vida é única e finita
Pois nada se enxerga que a imita
A razão da vida é mistério
Que poucos levam a sério
Só que ao clarear de cada dia
Vemos que tudo se reinicia
Creio que buscar muito por esta razão
Pode nos levar a nos perdermos ou termos ilusão
Que tudo que criamos pode acabar agora e aqui
Mas é certo que não é bem por ai
A vida é vivida em pensamentos e sentimentos
Registramos tudo, todos os momentos
E quando partimos para uma nova jornada
É tudo que levamos e mais nada.” R.M
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Acorda ou a corda?
Ei vê se acorda
Como assim?
Acorda ou a corda?
Explica isto pra mim
É simples cidadão
A sociedade divide o povão
Gente pobre e gente com milhão
E o que liga a população?
ué? simples! a maldita divisão
E se o povo não acorda
Esta diferença cresce e transborda
E nesse puxa e estica
Advinha como tudo fica?
Pobre com vida pobre e rico com vida rica
E nada na sociedade modifica
A única chance de mudar tudo
É pobre estudar e pegar o canudo
Então vê se acorda e se movimenta
Porque a corda tenciona e não aguenta
E sempre do lado pobre arrebenta.
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Mamma mia Café!
Acordei cedo hoje, meu sono foi leve e pesado
Sigo sem falar, deitado e calado
E não sonhei com ninguém
Não houve pesadelo também
Acordei com um barulho na pia
Água jorrando é que parecia
Logo em seguida outro barulho no fogão
Alguém esta esquentando água no canecão
Creio que sei para o que é
Jajá vem um belo aroma de café
Demorei ainda um pouco, mas me coloquei de pé
Bom dia! Bom dia! dizia um ao outro sonolento
Fica aquele silencio por um momento
Ai vem noticias de ontem e do dia
Fala dos netos, filhos e da tia
Pergunta se soube o que deu na loteria
Tem sempre a ideia imaginária
Que um dia ganha e fica milionária
Sai para comprar o pão
e na fila de prosa fica um tempão
Volta, senta e mistura café com leite
Molha o pão e fala só o que se aproveite
E assim chega ao fim um inicio de dia
de quem? de quem seria?
Sabe Deus!!! Mas acho que foi mamma mia!!!
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Vista de um ponto
Bilhões de pontos de vista
Formam também a imagem que é vista
Isto é um seis ou um nove
Depende para o lado que se move
A realidade não existe
Apenas a versão é que persiste
Muitas tem opiniões seguras
Outras se mostram imaturas
Mas a verdade sempre palpável
E esta sim é inexorável
Pula pra lá
Ou joga prá cá
Mundos paralelos se formam
E realidades se deformam
Uma multidão busca ter razão
E outras vivem na ilusão
Criam-se até fadas madrinha
Que usam alfinetes e não varinhas
Buscam estourar esta vida em bolha
Espalhando tudo sem que se escolha
Após despertar desta letargia
Vejo que na vida ainda ha magia
Basta ser verdadeiro e promover o bem
Fazê-lo aqui, alí, ontem e amanhã também
Tendo a certeza que não importa a quem
E quando a ultima imagem chegar a retina
Sentirá que uma vida nova e boa se descortina.
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Quem somos no deserto?
Não saber de vidas passadas
Não nos cobra coisas inacabadas
E apaga-se no caminho boas e tristes pegadas
Mas me pergunto sempre: Quem sou eu?
Nem o passado é meu
Não sei qual é meu futuro
E nem se lá estarei seguro
A dúvida de onde vim e para onde vou
Mostra claramente que não sei quem sou
Eu acerto aqui e volto a errar ali
Tantas vezes cheguei e varias vezes parti
Será que esta busca incessante no espelho
Trará algum resultado pratico ou bom conselho?
Esta resposta deve valer um milhão
Um milhão de vidas reais e de muita ilusão
A sensação de algo inacabado com alguém especial
De ter desapontado e não ter sido leal
Creio que assim vamos indo e voltando
Para acertar contas e irmos reparando
Mas me pergunto sempre: Quem sou eu?
Posso ser o sapo ou o romeu
As vezes parece que cresço
Em outras, ao asno de buridan me pareço
Mas uma coisa tenho certeza
Eu já estive com bruxa e com princesa
E que um dia de quem foi quem terei clareza
Este sentimento de que falta algo importante
Vem de uma ausência de luz flagrante
Concluo que atravessar o deserto da vida é preciso