Reescrevendo
Estou aqui
Sentado
Lendo o que
Eu já li
Parado
Fazendo
O que eu já fiz
Estou ganhando
O que eu já perdi.
Olhando o passado
Vejo você ao lado
Leio seus lábios
E do silêncio escapa um grito...
Volta......
Hoje
Vivo entre tropeços e atropelos
Em meio aos destroços do presente
Adapto-me ao futuro.
Contaminado
A fraqueza me invade
Este mal
Respira em mim
Arrisco
Ainda tento
A fome me consome
Outrora eras um nobre homem.
A fraqueza
Reside no meu corpo.
Sou um poeta
Que cai e levanta
Que corre e tropeça
Nos próprios versos.
Olhar Incrédulo... (Adeus Meu Grande Amor)
O tempo abocanha os dias
Devora as noites
A fera tem dentes e garras afiadas
Nos mostra uma visão
Eterna do nada
Uma paz usada como arma.
O tempo engole as paixões
Devora vidas, carnes e ossos
Da um leve rizo
E se esquiva.
O tempo é cru e cruel
Ele veste nossos sonhos
Arranca nossos amores.
Constrói e destrói vidas
Nos mata na carne e depois apaga nosso nome.
O tempo é feio, fútil e inútil
Se não estamos prontos.
O Cheiro e a Cor do Amor.
O que sinto por você
Não tem cheiro ou cor...
Mesmo que me esqueças
Mesmo que eu esqueça
Esqueça tuas palavras
O teu gosto estará
Estará para sempre nos meus lábios.
Poltronaria
O que sinto por você
Não se pode.
Não se pode descrever
Apenas com palavras.
O que sinto por você
Vai além.
Além do que meu eu
Meu eu imaginava.
Aos teus beijos
Eu me entrego
Como um combatente covarde.
Hoje aceito o que somos
E somos poeiras
Poeiras de uma mesma estrela
Que se apaga.
Irreversível
Que a verdade
Abra suas asas e visite nossos sonhos
Pois somos exatamente
Tudo que tememos.
Labirintos de Segredos
Percebo, neste instante
Que meus versos
Adotaram rimas contrárias.
Percebo, neste instante
Que nossos pés
Seguiram caminhos contrários.
Percebo, neste instante
Que meus medos
Foram teus segredos.
Agora sei
Que éramos exatamente
Labirintos de segredos.