Sândalo de Dandi

Sândalo de Dandi

n. 1973 BR BR

Sou igual outro que não é igual a mim.

n. 1973-08-23, Tocantins

Perfil
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Conclusão


Estou cansado
Do teu rosto
Do teu gosto
Do teu jeito
Dos teus feitos.

Estou farto
Dos teus mormaços
Dos cansaços
Dos teus traços
Dos teus abraços.

Estou indignado
Com tuas brigas
Com tuas amigas
Com tuas saídas
Tuas intrigas.

Estou louco
E rouco
Por te amar tanto
E tão pouco.
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Poemas

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Copos Vazios

Lembro-me do silêncio ao final da música, dos olhares que passou me tornando vidro.

Entre o riso e o pranto, com a lembrança tátil de um clique — registrado apenas por sensores que nunca sentiram. 

Retorno como quem reinicia o sistema, sem saber se sou cópia ou versão atualizada. 

E amanhã, quem sabe, eu saio do modo de espera e aprendo, enfim, a dançar sozinho. 

Sou bicho binário, lunático em rede, vivo entre ruídos não transmitidos, devorado por desejos incompatíveis com o tempo de carregamento. 

Tuas curvas são dados renderizados, vestígios de uma realidade simulada — fruto do furto de uma era digital que nos ensinou a amar, mas nunca em alta definição.

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Comentários (2)

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Sândalo de Dandi

Eu que agradeço, por ler.

_tuliodias

Raimundo, seus escritos são lindos, toca. Obrigado por compartilhar!