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Comecei a escrever a partir de janeiro de 2020. Resido em Conservatória RJ, sou hoteleiro

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Pedras azuis

#Pedras #azuis que sonham sozinhas no mesmo lugar...
Esperando que o tempo passe por elas...

Em caminhos incertos e destinos desconhecidos...
Juntei todas elas em meu coração...
E o tempo passou...

Não esqueceram de mim...
Mas não olham mais para a minha alma...
Esconderam minha história nesse mundo...
De onde a luz não consegue emergir...

Dentro de meus olhos havia um brilho...
Um sorriso que a inocência perdeu...
Hoje tal qual as pedras...
Estou aqui...

Como num toque de magia...
Diante de tanta harmonia...
Nas madrugadas de orvalhos dourados...
Lições aprendi...

O meu mundo não é como o dos outros...
E quando o céu se abrir...
Ver essas estrelas que por elas passei...
Acabarei por deixar-me ficar... assim...
Serei mais uma a reluzir...

Sandro Paschoal Nogueira

http://conservatoriapoeta.blogspot.com
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Poemas

56

O gambá comunista

#O #GAMBÁ #COMUNISTA

Já peguei mais um...
Com esse são três...
Será que tem ...
Mais algum na bola da vez?
Não posso dar mole...
Gambá comunista sempre tem por aí algum...

Bicho feio e esquisito...
Esse vou soltar lá na ponte do Bento...
Não aguento ver esse "coiso"....
Acho nojento...

Mas agora vou comparar...
De política vou falar...
Se der cachaça...
Igual ao mestre mor...
Vai se embriagar...
Bebe, ri e se mija todo...
E vomita porcaria...
Na cara dos outros...

Tem quem ache bonito...
Tem quem vê utilidade...
Mas gambá e comunista...
Para mim não vale nada...
Decerto é furada...
Para desaparecer...
Merece chicotada...

Peludo e fedorento...
Dorme o dia todo...
À noite não sossega...
Muito barulhento...
Vejo ambos...
Como algo peçonhento...

Vai em minha cozinha...
Revira minhas panelas...
Por onde anda, mija e caga...
O gambá com raiva guincha...
Já o comunista...
Relincha...

Faz arruaça em toda casa...
Praga maldita...
É gambá e comunista...
Ambos são oportunistas...

Rouba e é preguiçoso...
Bicho imundo...
Ocioso...
Pernicioso...

A gente prende...
E tem quem defenda...
Mas ter em casa...
Ninguém quer...
Ninguém aguenta...

Praga que não termina...
Nem cadeia ou exílio resolve...
Sem percebermos...
Volta...
Para nossa má sorte...

Querem casa, moradia...
O dia todo dormir...
Rouba até comida...
Gambá e comunista...
Personalidade carcomida...

Se dou uma paulada...
Vão dizer que sou fascista...
Direitos humanos e proteção ao animal...
Sinceramente...
Ambos para mim...
Só causam mal...

Não sei mais o que fazer...
Com essa raça doente...
Se tem alguma sugestão...
Por favor...me ajudem aí gente...

Sandro Paschoal Nogueira

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111

Independência ou morte

#INDEPENDÊNCIA #OU #MORTE

Sonha o tolo afinal...
Acredintando fazer o certo...
Em meios a tantos erros...

Uma alma perdida...
Lutando pelo que acha certo...
Tolo evasivo...
Sem nenhum juízo...

Violento, agressivo...
Bardeneiro depressivo...
Ideais confusos...
Perdido...

Hipocrisia...
Carestia...
De vida plena...
Seu mundo...
Uma fantasia...

Gritam comunistas, fascistas, nazistas...
Feministas, machistas, racistas...
Liberdade virou libertinagem...
Castidade...promiscuidade...

Uma coisa é certa...
A violência que impera...
Liberdade de expressão...
Não existe mais não é irmão?

A fé acabou...
Do outro não respeita a religião...
Quer respeito...
Mas não respeita mais ninguém não...

Não basta destruir o que sobra...
Tem que construir o que falta...
Mas isso não compreendem....
São massa de manobra...

Lutam entre si...
Que tudo começa com mimimi...
Sem saber fazem o jogo sujo...
Do grande corrupto...

"Dividir para conquistar"...
Já dizia Maquiavel...
"Juntar as minorias"...
Você é bobo ou se faz de cego?

De tudo sempre há...
Que pagar um preço...
Prefiro ser são...
Essa loucura...
Eu não mereço...

É bem mais bonito...
Estender a mão...
Apoiar...construir...
Por que tanta gente...
Opta por destruir?

De boas intenções...
O inferno está cheio...
Acreditam estarem fazendo o bem...
Praticando a maldade...
É insano...
Louca essa iniquidade...

Não vou fazer parte...
Não me convide para tal...
Quero paz e sossego...
Com minhas flores e pássaros...
De meu quintal...

Ah meu Deus...
Eu lhe rogo em oração...
Estenda sua mão...
Ilumine esse umbral...
Afaste de mim...
E de quem aprecio...
Todo esse mal...

Sandro Paschoal Nogueira

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Geração sem música geração perdida

#GERAÇÃO #SEM #MÚSICA, #GERAÇÃO #PERDIDA

As músicas acabaram...
O tempo se foi...
Como me causa pesar...
Como isso me dói...

Os dias já são tão chatos...
Tudo tão maçante...
Somente sendo saudosista...
Para me levar adiante...

Tive Bee Gees...
John Lennon...
Fred Mercury...
Michael Jackson...
Tina Turner...
Madona...
Carpenters...
Abba...
Que saudade...

Tantos outros...
Mas não esquecidos...
Ainda amo a todos...
E carrego comigo...

E os bailinhos?
De passos coreografados...
Dançar juntinho...
Ou como um pião desordenado...

Quem se lembra do primeiro amor?
Duvido alguém ter esquecido...
Dizem que o primeiro e o último...
São os mais fortes...
Os mais sentidos...

No meu primeiro porre...
Engoli tudo em um só gole...
O mundo girou...
E vomitando...
O chão me amou...

A ressaca...
Nossa um horror...
Pior era lembrar...
Do que tinha feito...
Na noite anterior...

Me lembro ainda...
Da fumaça do baseado...
De quem fumou ao meu lado...
Só o cheiro já me deixou dopado...
Desmaiei em minha cama...
E só me recordo...
De minha mãe arrancando meus sapatos...

Não era por ser jovem...
Que foi a era dourada...
Tudo era mais inocente...
Não tinha tanta maldade entre a gente...

Hoje o que vejo...
Fico abismado...
Já tantas vidas perdidas...
Sem mesmo ter começado...

Não ouço mais as músicas...
Que me faziam viajar...
Me embalavam...
Faziam-me sonhar...

Geração sem música...
Geração perdida...
Quais lembranças levarão...
Por toda sua vida?

Aonde isso se perdeu?
Serei eu o culpado?
Aonde tive o azar...
De ser tão descuidado?

Às vezes bailo aqui sozinho...
Junto às minhas flores e passarinhos...
Segurando nas mãos do vento...
Abandonando-me a esse sentimento...

Sei que nada mais retornará...
Passou...
E aqui estou...
Mas também sei....
Que continuo a sonhar...

Sonhar com o que de bom vivi...
Com quanto fui tão feliz...
Como o tempo passa rápido...
E dele fui aprendiz...

Sandro Paschoal Nogueira

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Resplandecer

#RESPLANDECER

As cigarras já não cantam mais...
Há um grande vento frio cavalgando o céu...
Amanhã, depois, acontece de novo...
É chegada a hora...
De romper o véu...

A gente só fica assim...
Parado olhando o tempo...
Algum lugar bem longe de mim...
Mas com o espírito em festim...

Calo o orgulho sem me perder...
É difícil assim reconhecer...
Minha consciência é tranquila...
E meu coração é limpo...
Como deve ser...

Tenho pena de quem vive mentindo...
Tenho aprendido grandes lições na vida...
À noite vou me deitar entre sonhos e sensações...
E quando a tempestade acabar...
O caminho será mais claro...
Voarei livre como um pássaro...

Eu choro, me deprimo...
Me alegro e sorrio...
Pedras na jornada não mais carregarei comigo...
As deixarei perdidas por aí...
Sem avisos...

Que seja assim daqui em diante...
Para todo sempre...
Eternamente...
Limpando a alma pra não mais padecer...
Com o coração leve...
A resplandecer...

Sandro Paschoal Nogueira

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O boto cor de rosa

#O #BOTO #COR #DE #ROSA

Era noite de luar...
As águas mansas refletiam a lua cheia...
Triste seria aquela noite...
Sem a presença das estrelas...
Naquela noite fria...

Num sorriso de criança...
Num olhar, numa esperança...
Na natureza esquecida...
Apenas uma brisa...

Sentada à margem do rio...
Uma donzela brincava...
Com suas madeixas douradas...
Entre os dedos entrelaçava...

Ao longe, no povoado...
Muita alegria...
Era festa da padroeira...
Naquele dia...

Tinha muitas barraquinhas...
Maçãs do amor...
Churrasquinhos...
Muitas iguarias...
Não faltavam as bebidas...
Ao som do forró...
De grande algazarra e alegrias...

Todos se divertiam...
Mas, aquela moça, de todos preferiu se afastar...
Preferiu nas margens do rio...
Estar ali a meditar...

Na escuridão do infinito...
Todo ponteado de estrelas...
Flores que desabrochavam...
Perfumando a atmosfera...

Das águas antes plácidas...
O amor pode surgir de repente...
Um belo cavalheiro emergiu...
Como uma estrela cadente...

Seduziu e a amou tanto e profundamente...

O amor não marca hora..
Surge quando menos se espera...
E quando menos se espera...
Também vai embora...

Cada um cumpre o seu destino...
Assim está escrito...

Nessa mistura de sonhos...
Agora a donzela bonita está triste...
Vive sentada no barranco do rio...
Junto com a lua e com um pequeno menino...

Esperando a volta do garboso amante...
Que após ama-la...
Mergulhou nas águas...
Desaparecendo...
No horizonte...

Sandro Paschoal Nogueira

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Alma errante

#ALMA #ERRANTE

Não sei quantas almas eu tenho...
Não zombe de minhas mudanças...
Não sou o que gostaria de ser...
Assim me fiz...
Em minhas andanças...

Há um tempo em que é preciso...
Parar e pensar...
Qual será nosso destino...

É um tempo de travessia...
De tudo que existe...
Em nossa vida...

Mais cedo ou mais tarde...
Os sonhos perdem o viço...

Nenhum dia é igual a outro...
Cada manhã uma bênção...
É preciso viver cada minuto...
Uma batida de coração...
Seguir os impulsos...

O tempo me traz esperança...
O tempo me leva a vida...
O tempo está passando...

Alma errante de suspiros profundos...

Sandro Paschoal Nogueira

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Um dia qualquer

#UM #DIA #QUALQUER

Hoje fui em #Valença...
Acordei junto com o sol...
Ambos queríamos continuarmos a dormir...
Mas a vida não é assim...

Estava frio...
O astro indolente...
Meu espírito tácito...
Nenhum pássaro, ainda, acordado...

Olhei minha cidade...
Nas ruas, serração...
Brisa fria brincava com as pedras...
Tudo orvalhado...
O mundo lentamente acordava...
Soliturno, calado...

Será que já teria o pastel?
Um café quente pingado?
A madame já lá estaria?
E o patrão?
Com seu sorriso largo...

Encontrei com o China...
Que me contou sua má sina...
Somente o túnel...
Por testemunha...
De uma língua ferina...

De banho já tomado...
Sapato engraxado...
Camisa de veludo...
Anel de ouro no dedo...
Bem perfumado...

Nada demorou...
Português já chegou...
- Ah maldita máscara que esqueci...
-Volta lá...Tenho que pegar...

Na estrada logo vi...
Flores que iria roubar...
Como assim...?...
"Adrenalina de uma criança"...
Dizem que roubando... é melhor para plantar...

A cidade estava cheia...
Todos os comércios funcionando...
Gente bonita, poucos...
Muita gente feia por lá, andando...

Fiz o que tinha que fazer...
Apressei-me a voltar...
Quando de casa saio é um caos...
Tudo que vejo, quero comprar...

Já chegando em #Conservatória...
Corri para meu jardim...
Fui plantar a dália laranja...
Que na estrada consegui...

Fiz de conta que era uma largata...
Manjericão e alecrim...
Pé de salsa e folhas de couve...
Tantas ervas eu comi...

Fui ver minhas sementes de lótus...
Que tentando plantar estou...
Se brotarem, serão rosas e azuis...
Enfeitarão meu chafariz...
Mais beleza em meu jardim...

Sentar um pouquinho na calçada...
Jogando conversa fora...
Saber de tudo um pouquinho...
Curtindo uma leve fofoca...

Quem nasceu...quem morreu...
Quando tudo voltará ao normal...
Quando teremos as serestas...
Quando teremos nossas festas...

Quero de novo voltar...
Aos restaurantes almoçar e jantar...
Na madrugada, minha catuaba...
Ver a vida passar...

Não sou homem de só em casa ficar...
Vivo na ribalta...
Só assim eu sei viver...
Quero festejar...

Sandro Paschoal Nogueira

#CAMINHOS #DE #UM #POETA #NASCIDO #EM #CONSERVATÓRIA

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122

Janela para o amanhã

#JANELA #PARA #AMANHÃ

Existem manhãs em que abro a janela...
E tenho a impressão de que o dia me espera...

Tudo está certo, no seu lugar...
Cumprindo o seu destino...

O astro brilha...
Em um céu de profundo azul...
Às vezes, um gavião passa...
Voando sobre as pedras da cidade da serenata...

Cachorros indolentes pelas ruas...
Gente que sobe, que desce, que passa...
Alguns cumprimentam...
Outros não dizem nada...
Alguns chinelos arrastam...
Outros de passos firmes compassados...

Canários que brincam na areia...
Gatos sonhando com pássaros...
Tudo se torna então...
Um momento mágico...

Sob a sombra da árvore que me encontro...
Em minha calçada as estrelas no chão agora dançam...
Lembro de nomes de seresteiros...
Que em paz já descansam...

Em noites tão longes...
Já foram reis...
Cantavam amores à lua...
Foram grandes menestréis...

Fico a sonhar de leve em muita coisa bela...
De olhos fechados eu sonho...
Me entrego...

Minha alma cativa se liberta...
Fugindo pelo universo à fora...
Não existe o tempo...
Não existem mais as horas...

Hoje, eu vejo, que muitos choram sorrindo...
A vida passa como um rio...
Isso eu compreendo...

Sempre sinto comigo...
Deus presente em todos meus momentos...

Assim vou me permitindo...
Assim vou vivendo...
Entre as flores de meu jardim...
Tecendo meus encantamentos...

Pergunto à namoradeira...
Que na janela me olha...
Quanto tempo dura a eternidade...
Como medir a felicidade...

Em seus olhos distantes...
Sorriso calado não responde...
Diz que já não o sabe...
Que perdeu e não sabe como nem onde...

Conta que viveu um grande amor...
Daqueles que parecem durar para sempre...
Tantas juras lhe foram feitas...
Muitas mentiras...
Em verdades efêmeras...

Sem mais, nem menos tudo foi esquecido...
O fogo foi apagado...
E ela a quem o amor foi jurado...
Lágrima de dor, derramou...
Quando tudo terminado...

Hoje suspirando...
Sonha...
Debruçada sobre a janela...
Sonhadora, já não mais é donzela...

Então, assim me sinto...
Eu como nesse dia...
Um sonhador...
De alma tranquila...

Amanhã, se mais for permitido...
Vou aprender de outra forma a olhar...
Um dia de cada vez...
Para mil formas sempre amar...

Sandro Paschoal Nogueira

#CAMINHOS #DE #UM #POETA #NASCIDO #EM #CONSERVATÓRIA

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Pedras em minha vida

#PEDRAS #EM #MINHA #VIDA

As pedras de minha vida são cinzentas...
Uma estrada...
Uma casa...
Um banco...
Junto a elas...

Em noite estreladas ficam azuis...
Sempre esperam os menestréis...
Brilham tanto que parecem...
Ter uma própria luz...

Testemunhas imóveis de um tempo...
De vidas que aqui já não estão mais...
Lembranças com suspiros...
Felizes uns...outros ais..

Estrelas que do céu caem...
Transformando-se em minhas pedras...
Contam histórias que não machucam...
Não são testemunhas frias...

Acordem! Acordem!
Venham todos ver...
As pedras brilharem...

Agora há de ser...
O seresteiro vai passar...
Seu violão nos encanta...
Dá vontade de amar...

Venham todos ver!

Chora o céu em orvalho...
Banhando as pedras nuas...
A tristeza dá saudade...
A paixão se insinua...

As pedras me contam...
Suas histórias...
Das crianças brincando...
Quando saiam da escola...

Dos piques, das cantigas de roda...
De pular amarelinha, rodar o pião...
Empinar pipas...
Tantas alegrias...
Ainda guardadas em meu coração...

As pedras não me machucam...
São minhas amigas...
Me contam tantas histórias...
De muitas e diversas vidas...

São inertes, mas não são mudas...
São mais velhas do que eu...
Me viram nascer, crescer, florescer...
Também um dia...
Me verão morrer...

E quem sabe um dia elas contem...
Também a minha história...
Que feliz muito eu fui...
Em dias lindos e noites enluaradas...
E que ouviram um canto meu...
De uma alma antes apaixonada...

Pobre trovador que aqui tanto espera...
O seu coração reencontrar...

Não sei se foram sobres as pedras que me perdi...
Não posso dizer...
E elas não querem isso me contar...

Hoje, então, quando a lua surgir...
De estrelas vou me vestir...
Caminharei por atalhos derradeiros...
Me porei a refletir....

No que hoje quero...
No que amanhã talvez...
Quiçá...

Quem sabe assim...
Mais e mais...
Serei feliz...

Basta-me as pedras...
Saber ouvir...

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Sandro Paschoal Nogueira

Comecei a escrever poesias a partir de janeiro 2020 até o dia de hoje.

#CAMINHOS #DE #UM #POETA #NASCIDO #EM #CONSERVATÓRIA

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104

A quarentena

#A #QUARENTENA

Ai meu Deus...
Me responde logo...
Já não mais aguento...
Esse sufoco...

Acordo...
Tomo banho...
Vou comer pastel...
Volto para casa...
Geladeira vou visitar...

Como o dia todo...
Até dedo já comecei a chupar...

Hoje fiz feijoada...
Só de linguiça calabresa...
Coloquei quase uma tonelada...

Foi embora 1/2 pacote...
Sem contar as outras peças...
Já comi 6 pratos...
Ficou boa a beça...

Comprei 4 batatas doce...
Cozinhei e fritei...
Já devorei...

A caixa de morango...
Que comprei lá na Manu...
Com leite condensado...
Não sobrou nenhum...

Agora encomendei...
Dois acarajés da Eliane Moreira...
Comi tudinho...
Minhas pernas deram até bambeira...

Escutei barulho de gambá...
Montei armadilha para o bicho pegar...
- Qual isca que devo usar?

Coloquei arroz doce que fiz...
Aproveitei ...
Me lambuzei...

Já estou com vontade...
De ir na rua...
Tem pizza de atum...
Hambúrguer e catuaba...
Será que eu não penso em mais nada?

Outro dia comi ...
Dois sacos de pão da Elzerina Da Almeida Da Motta Rufino...
Qual que estourei ...
O meu umbigo...

Graças a Deus ...
Tenho metabolismo acelerado...
Posso comer à vontade...
Sem nenhum cuidado...

Como e deito...
Deito e durmo...
Sonho e ronco...
Barriga cheia dá vômito...

Já bati há pouco...
Uma vitamina...
Recomendo...
Banana com aveia...
Uma colher de chocolate...
Coloque mel...
E já bate...

Fica uma delícia...
Três canecas...
Já é o suficiente...

Esperando essa quarentena acabar...
Preciso ...
Me movimentar...

Sinto falta de receber meus hóspedes...
Preparar o café...
Se eles não comem tudo...
Lamento...
Para comida...
Não tenho rapapé...

Acho que vou dormir agora só um pouquinho...

Sandro Paschoal Nogueira

Comecei a escrever poesias a partir de janeiro 2020 até o dia de hoje.

#CAMINHOS #DE #UM #POETA #NASCIDO #EM #CONSERVATÓRIA

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