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Antes dos pensamentos saírem pela minha boca, eles escorrem pelos meus dedos. Daí tantas escritas sem sentido.

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Preciso Dormir

Um passarinho, dois passarinhos, três passarinhos.
Não! Eram carneirinhos.
Um carneirinho, dois carneirinhos, três carneirinhos.
Sonhei com esses malditos carneirinhos.
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Poemas

3

A(mar)

A um tempo distante o Sol e a Lua caminhavam juntos. Iam sempre ver o Mar (uma amizade que começou desde que os tempos existiram, muito antes de terem nome) até que um dia perceberam que gostavam dele. O mar não queria perder a amizade de nenhum deles, era egoísta e gostava dos dois. Então resolveram fazer um combinado, o Sol ia ver o Mar por 12 horas e a Lua ia ver o Mar pelo mesmo tempo. Os seres assistiam de longe e viam o que acontecia. Associaram o tempo do Sol e o chamaram de dia, enquanto o tempo da Lua era noite. O Mar não se decidia nunca, então o Sol e Lua nunca mais caminharam juntos. O mar oferecia presentes para o Sol e a lua com ciúmes os devolvia a noite. Os humanos gostavam desse trio, sempre os contemplando mas a lua sempre se sentia em desvantagem por brilhar menos. Os românticos a consolavam a noite com suas amadas, sempre comparando seu brilho puro com os delas. A Lua continuava triste, as vezes minguava, se distinguia de acordo com seu humor, isso trazia superstições ao redor de vilas, ela se sentia especial por isso. Alguns humanos a reverenciavam, faziam sacrifícios e a mandavam oferendas. O Sol começou a ficar com inveja dela e decidiu fazer espetáculos. Recebeu o nome de Sol nascente e Sol poente, fazia um espetáculo de cores no céu, esperado para ser assistido por muitos. O mar alegrava-se de refletir a luz de ambos, tinha os dois para ele. O Mar dominava a Terra e o Sol e a Lua dominavam o Céu. O Sol era maior mas a lua estava mais perto. O Sol as vezes zombava dela, dizendo "Só Brilhas por minha causa, o que farias sem mim ?" A lua buscava consolo na Terra, os vagalumes em lealdade a ela, prestavam seu brilho, o Mar pediu que as ostras fizessem algo lembrando a Lua para quando lhe sentisse a falta pudesse se lembrar do seu brilho puro, as ostras atenderam seu pedido e criaram as mais puras pedras, as pérolas. A lua ficou tão grata por isso, jurou amor eterno ao Mar. O contrato final foi não ter escolha. Não precisava, o amor era intenso e puro de ambos os lados, eles se precisavam e isso vai durar de gerações a gerações, até não haver Sol, não haver Lua, não haver Mar.
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Espanto da Alma

Pertencer a um lugar é raro ou comum ?
Não pertenço a lugar nenhum
Essa vida não é a minha
Vivo da fantasia
Elas são meu lar

Não pertenço ao meu corpo
No espelho sou outra pessoa
Me ver me causa estranheza
Essa não sou eu
Em que espelho me perdi?

Talvez eu só pertença aos meus sonhos
A única coisa que posso chamar de meu
Quando eu sonho eu posso ser qualquer pessoa
E acabo sendo mais eu do que qualquer um
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Preciso Dormir

Um passarinho, dois passarinhos, três passarinhos.
Não! Eram carneirinhos.
Um carneirinho, dois carneirinhos, três carneirinhos.
Sonhei com esses malditos carneirinhos.
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Comentários (6)

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Talvez a frase mais difícil de ser escrita, seja aquela que expõe nossa alma. Não existe nudez tão completa e que nos exponha tanto, do que quando conseguimos nos despir do invólucro que mantém nosso ego e nos libertamos através das palavras escritas com os mais profundos sentimentos

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obrigadaa

Sandro
Sandro

gostei. vc tem um bom humor.

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Fico feliz que tenham gostado.

Kevin Ryan

Escritos realmente incríveis, parabéns.