Sergio Persi

Sergio Persi

n. 1999 BR BR

Aos 9 anos de idade começou a escrever poemas e músicas, mas apenas aos 21 anos de idade veio a sua primeira publicação. Sergio Persi atualmente é escritor e compositor. E já possui dezenas de poemas escritos, além de livros e músicas escritas por ele.

n. 1999-09-12, Rio de Janeiro, Brasil

Perfil
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Minha cor

Nos libertaram da escravidão, mas não temos está sensação, o aprisionamento hoje não é com correntes e sim em nossas mentes.

Andar com nota fiscal do nosso bem material; para não ser confundido com um marginal, a condenação da nossa ação veio ao término da escravidão.

Pra muitos o racismo não existe mais, porque camuflaram ele até demais, a cor da minha pele já é um atestado criminal, pois no shopping eles já me olham mal.

Um branco usando, Nike e Adidas; dizem que ele está "trajado", mas se for um preto ele está favelado. Desculpe a minha cor, pois eu já nasci carregando está dor.
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Biografia

Sergio Persi nasceu no dia 12 de Setembro de 1999, em Duque de Caxias no estado do Rio de Janeiro, Brasil. Aos 9 anos de idade Sergio Persi começou a escrever poemas e músicas, mas apenas aos 21 anos de idade veio a sua primeira publicação, que foi o livro (Alex a vingança de uma paixão). Sergio Persi atualmente é escritor e compositor. E já possui dezenas de poemas escritos, além de livros e músicas escritas por ele.

Poemas

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Mente a milhão

Na correria do dia a dia, estudar e trabalhar, o maior desafio é não surtar. Cuidar da saúde mental é a coisa mais genial em um mundo onde aguentar calado é igualar-se a um soldado.
 
Às vezes, com a boca calada, mas com a mente a milhão, pensando no futuro e em cada ação, na vida da gente, o maior problema é na mente: medo de falhar e um objetivo querendo alcançar.

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Maior embate

Na correria do dia a dia,
Estudar e trabalhar, a vida em sinfonia,
O maior desafio, a mente em equilíbrio,
Cuidar da saúde mental, é o elixir do meu caminho.
 
Em um mundo que exige, calar e suportar,
Ser soldado, sem voz, é uma luta a se travar.
Mas na quietude, a mente a mil,
Pensando no futuro, traçando o perfil.
 
Na vida, o maior embate se encontra na mente,
Medo de falhar, a alma sente.
Mas com o objetivo a brilhar,
O medo se esvai, a força a se acalmar.

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Lidigência

Meu pensamento te busca, sem cessar,
E em palavras, te descrever, não consigo alcançar.
Sua beleza, um quadro que me encanta,
Inteligência radiante, que me cativa e espanta.
 
Em teu rosto, a beleza se revela,
Mas é a sabedoria que me acende e me aquece,
Com a tua foto, na tela do meu celular,
Sonho em te ter ao meu lado, para sempre amar.
 
Na multidão, seu brilho se destaca,
Uma luz que irradia, que nunca se apaga.
És a inteligência, em forma de mulher,
A "lidigência" que me faz querer.

152

Olhos do governo

Nas vielas de barro e sonhos quebrados,  
A esperança se esconde em olhares cansados,  
Vive a população, entre risos e lamentos,  
Na favela pulsante, onde o tempo não é lento.  

Votam por necessidade, vendem seu valor,  
Com promessas vazias que não trazem amor.  
Um prato na mesa, um sonho a pagar,  
Mas no fundo do peito, um grito a ecoar.  

Os olhos do governo, sempre distantes,  
Ignoram os passos dos seres errantes.  
Direitos que dançam em sombras de papel,  
Um futuro incerto sob o céu de um pincel.  

Na esquina da vida, a dignidade se esvai,  
Enquanto se afunda no lodo da lei que não vai.  
É um ciclo sem fim, um labirinto cruel,  
Onde vender o voto é só mais um troféu.  

Mas mesmo na dor, há força a brotar,  
Nos corações valentes que insistem em amar.  
Que um dia as vozes sejam ouvidas de verdade,  
E a favela floresça na plena liberdade.

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