Sil Peres

Sil Peres

n. 1980 BR BR

n. 1980-11-09, Canoas

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Paixão


Sinto tanto a sua falta,
nos poucos momentos que não o vejo
A dor no peito é quase insuportável
Mas você volta e a dor se vai num beijo


Nada mais faz sentido sem você
Nem mesmo a companheira razão
irmã de muitas histórias
Consegue dominar tanto o coração


Impossível pensar que seria assim
Um sentimento bobo como a paixão
Mudar nossa vida de uma hora para outra
Sem nos darmos conta da situação


Quando penso que é assustador
Sentir pela primeira, vez assim
Mesmo que junto venha a dor
Decido que é o melhor pra mim


Em cada dolorosa partida tua
Meu coração falha e para de bater
Mas a cada vez que você chega
Ele bate mais rapido, por te querer


A chama que arde, ora sim, ora não
É luta inutil do sentimento que teima
Não consigo pensar em viver sem você
Ao minino tentar a minha pele queima


Enlouquecedor é este sentimento
Que dessaruma a cama e sempre quer mais
Vira nossa vida de ponta cabeça
Que nunca se sacia e nunca é demais


Tomada minha pobre alma foi
Sem resistência e sem luta
Para ser sem defesa e para sempre
Só tua, sem brigas e sem disputa


Sempre me alertaram contra ela
que tanto mal nos traz
Nos enlouquece e desatina
Mas que tanto bem nos faz


Procurei tanto tempo por isso
Cheguei a achar que irreal fosse
Mas se não houver nada de real
Quero viver nessa ilusão doce


Na imensidão do teu abraço
Descobri o que é o sentir
Viver, morrer e ser feliz
Não ha nada mais a pedir
Ler poema completo
Biografia
Perfil

Roqueira até o osso
Leitora apaixonada
Poetisa da alma
Filha da lua
Amante das águas
Admiradora dos anjos
Espirita sem Deus
Adoradora de mitologia
Do contra por natureza
Independente de carteira
Orgulhosa com orgulho

Não irá achar meiguisse em mim
nem frescurites
nem romantismo
carência pra mim é o fim

Sou carinhosa, protetora, sensivel e gentil
um pouco tímida, prática, mas nunca servil

Meio estranha, com certeza
um pouco rebelde, talvez
não me apego fácil, 
e desapego de uma vez

Odeio que mintam pra mim
injustiça
preconceito
odeio traição
falso moralismo
e principamente,
odeio ingratidão

Poemas

55

Isso é mau


Passo meus dias te olhando
Fazendo de tudo para ser notada
Mas isso não surte efeito
nunca adiantou nada


Dizer o quanto és lindo
O quanto és perfeito
O trabalho da tua mãe
que ficou bem feito
nunca deu resultado


Sempre foi mais que
gentil e simpático,
Mas já estava conformada
já não esperava mais nada


Eis que no último instante
do último dia, da última hora,
quando você estava indo embora
volta, me abraça, me beija o rosto
e segue seu caminho
Não, sem antes
cantar em meu ouvido...




Vida, por que me testas?
330

Saudade


Você já gostou tanto de alguém,
que chegou a ter medo de ficar perto dele?
Sabia que ele gostava da sua companhia
e por isso permanecia em doses homeopáticas por perto?
Sempre quis o bem dele
Mas nunca acreditou que o seu bem
seria ao seu lado?


Ele nunca fez questão de esconder,
Muito pelo contrário, bradava em alto e bom som
Mesmo que muitos achassem que era piada
Que gostava de você.
E você se escondia disso?
Por quê?


Hoje eu me pergunto!
E pensar que a gente acredita,
que tem a vida inteira pela frente.
Sem se dar conta que a vida inteira
de alguns, pode ser de pouco anos...
Já faz anos ele deixou nossas vidas


Hoje percebo o quanto sem sentido ficou a minha
Depois da sua ida, nada mais teve aderência
Cada um foi para um lado, cada um seguiu sua vida
E para mim, só restaram as lembranças
O que deixa essa saudade, ainda mais dolorida.
312

Puer homo


Homens, pouco mais que moleques
são crianças crescidas.
Uns amadurecem mais rápido,
outros nunca chegam lá.


Veem a vida com olhos de meninos
Sentem, sofrem e amam
Erram e aprendem
Uns aprendem com a experiência,
outros continuam a errar


Usam palavras doces pra conquistar,
olhos pidões pra encantar
Muito difícil resistir.
Mas é preciso cuidado


Depois de abrir seu coração
para um desses garotos
Saiba, mesmo que haja outros.
Ele nunca sairá de lá
287

Querer


Quero todas as noites de Lua cheia
Todas as manhãs de primavera
Todas as tardes de vento minuano
E todas as madrugadas de silêncio


mas como o querer não é poder
e o que eu quero não posso ter
chamem de orgulho ou rebeldia
mas um outro eu não queria


viver a beira da própria vida
é um penar grande demais
só vive quem tem as rédeas
o retante nem vive mais


O saber o que se quer
e a isso poder dar vasão
Expressa a liberdade da alma
não importa a solidão


Quem é livre do pensar
e só segue a intuição
não escolhe o seu destino
muito menos a direção


Fechar os olhos e deixar fluir
é uma forma de estar e não estar
libertar a alma do peito
somente imaginando a luz do luar


Assim como as coisas que quero
há as que não quero de jeito nenhum
sou firme, forte e não volto atras
não mudo opiniões por qualquer um
310

Anjo meu


Vejo a tristeza no seu olhar
Sinto a dor do seu peito
Choro com a lamuria dos seus lábios
Grito indignada, não tem mais jeito...


"Que Deus é este que permite que anjos sofram?
Que permite que você sofra?
Que me deixa fora dos teus limites...
impedindo que eu te proteja"


Não aguento mais esse teu penar
sem que eu nada possa fazer
Porque o meu acalentar
já não resulta mais prazer


Penso em algo que possa dizer
Desejo bem fundo uma solução
Peço ao céu e ao inferno...
sem medo de uma punição


Se eu pudesse, anjo meu...
Tomaria toda a sua tristeza, pra mim
Pois se eu não visse mais a sua dor
Em mim só veriam felicidade, sem fim
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Comentários (1)

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Enide Santos

Adorei ler alguns de seus escritos parabéns!