silviovinhal

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Reside em Brasília desde 2007, onde é servidor público federal. Poesia, composição musical, design e jornalismo são outros fazeres seus. Ou vice-versa.

Perfil
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Formas de Amar

Quem ama o corpo
Ama o momento,
É como o incêndio vermelho
De um sol derradeiro
Que agoniza no céu.

Quem ama a mente
Recebe as águas de um rio
Límpido e inesgotável
Que se renova e cumpre
A missão de saciar
A sede humana.

Quem ama o ser que mora no outro
É parte do sol que incendeia
É parte do rio que nutre a alma
Completa a constelação
Das estrelas eternas.
E tudo ao mesmo tempo sente e partilha
Num fogo que consome e cria.
Ler poema completo
Biografia
Sílvio Vinhal tem 56 anos, natural de Ituiutaba – MG. Arquiteto e urbanista, foi professor substituto na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo / Universidade Federal de Uberlândia e professor de Semiótica aplicada à Publicidade e Propaganda na Faculdade Politécnica de Uberlândia. Reside em Brasília desde 2007, onde é servidor público federal. Poesia, composição musical, design e jornalismo são outros fazeres seus. Ou vice-versa. Colaborou com o jornal “Cidade de Ituiutaba”, onde publicava a página “Intelectomania” e com o Jornal “O Triângulo” (Uberlândia), onde editava o caderno de veículos e uma página de cultura. Registra premiações em festivais musicais e lançou dois álbuns, “GEOgrafia”(1998) e “Cenário” (2001) além de participar dos CDs “Música do Cerrado II” e “Acervo Caiubi” (2009). Na internet, desde 2006, mantém o blog “Fogo de Gelatina em Pó” e, em 2012, lançou o projeto “Músicas do Mundo”. Livros Publicados: O Tempo e o Jardim, Brasília, 2013 – Poesia - Artcontato Editora AmaroAmor, Brasília, 2019 – Poesia - Artcontato Editora Participação em Antologias: Antologia Submundo, Uberlândia – MG - poesia, 2019 – Editora Submundo; O Dia que o Samba Parou, Belo Horizonte – MG – Antologia de contos 2020 – Liga de Autores Mineiros.

Poemas

3

Alquimia

De repente me transformei num mago.
Agora sou senhor dos meus momentos,
E, quando quero, eu os torno mágicos.

Vem também...
Porque minha magia sem você
É uma fantasia sem cheiro e sem sabor.

O dom de Deus fez você mulher alquimista,
Capaz de transformar em ouro puro e reluzente
O chumbo que permeia minha vida.

Minha magia é boa,
E eu juraria,
Se jurar não fosse coisa ruim.

Mas eu mostro... Olha!
Transformei meu coração aniquilado
Num cadinho encantado
E nele misturo amor e sonhos,

Criando um elemento novo e eterno
Que tem o brilho da alegria,

A dureza do aço,
E a candura do bronze Que ecoa nos sinos.

Vem...
Minha magia é boa!
E eu juraria até,
Se jurar não fosse coisa ruim.
47

Fome

A fome era meu pão,
Meu único sustento
Na ânsia louca
Por algum alimento.

Fome!
E era tudo que eu tinha de meu
Além de um corpo mirrado
Que mal se sustentava em pé.

 
Meus olhos cresceram,
Buscando qualquer coisa
Que garantisse
Mais um dia

(de vida?) divida?  
Divida!            

Dividida dívida.

 

Quem sabe um dia a mais
Para encontrar um paraíso
Onde a fome não fosse
O único pão.
40

Armadilhas

Há uma teia ligando todas as horas
Lânguida teia que oscila
E reflete as gotas de chuva
Que derramei ainda agora.

Há uma teia
E até parece o amor
Uma armadilha
Ligando todos os seres

Em dimensões
 impossíveis
Fazendo uniões
Inconcebíveis

Juntando pares
Inusitados.
Prendendo seres
Que buscavam
Liberdade.
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fernandoarroz

amém