Sonia M.Gonçalves (Son Dos Poemas)

Sonia M.Gonçalves (Son Dos Poemas)

Amo Poesias, ler e escrever também.

n. 0000-09-18, São Paulo

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As Fases do Tempo

O tempo é cheio de fases
Em cada fase um sacrifício removido
N'outra fase um sonho edificado
Um risco benefício decidido
E com base nesse exercício se conclua
É um insista todo tempo invista e abrase
Até que a grua te levante e leve à lua
Até que o alicerce esteja pronto e te construa...
Em verdade simplesmente vos depure
Feito prece lhe dê força e lhe estruture
O tempo é inquietante chaveiro
A cada instante inquietude abre
Não tem desculpa, sabe...
A tua conduta é a chave.
Son Dos Poemas
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Poemas

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Conducente

CONDUCENTE

De repente o elo reaprende
Aparece o condizente
Acende o Sol
O belo arroga o sempre
Há rega precisa d'água e Luz
Assim são as equivalências
Os humanos tendentes
Por viver novas experiências...
E a mente viaja
Ih... Nossa mente!
Induz...
Haja poesia...
É ira e calmaria pelo tempo
Ilha de fantasia todo dia
Lufa lufa de vento
Controvérsias conversas
Faias de pensamentos
Três Marias nas estrelas...
Somos enxames de abelhas
Vexames em batalhas diárias
Bocas de oxigênios
De hemácias vermelhas
Hemoglobinas de sangue
Bombinhas de fumaça...

Sônia.M.Gonçalves
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Empoderamento

Empoderamento

Todo amor lhe dá certo poder portento
Mas há um apoderamento à revelia
Que te faz pensar todo o tempo
Mesmo sem querer sentir a magia
Ao ouvir o clichê rifão veredicto
Quem ama não teme ser ridículo
Não tem medo de amar e se espanta
É só olhar o luar e se encanta
Quem ama sabe o poder mais bonito
O amor é benedito!

Sonia M.Gonçalves
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Setembrisse

Setembrisse

Há em mim uma agonia abrandada
Um ar indecente, instigante, polêmico
Um cheiro de álamo com ar excêntrico
Quando chega setembro voo aflorada
Pelas alvoradas me repagino matutina
Feito um pássaro da manhã mais libertina
Eu me reapaixono por minha pessoa
Me sinto gaivota sobre o mar que avoa
Então eu me setembro em setembrisse
Feito as águas arroladas em crispadura
Igual Hilda Hilst libertada em amavisse
Me beijo aspirante primaveral
Velejo flutuante além do meu portal
Me oceano e me faço vergéis frutíferos
Me amo tanto em jardins paradisíacos...
Nos desejos é onde libero mea-culpa
Dissicuto minha alma sem culpa d'utopia
Em setembro me primavero liberta
Relembro os ciclos me reitero poeta
Me reciclo em finura me rabisco poesia
Amor e loucura a setembrisse me planta
Ah!... Setembro floreiro que de flor me amanta...

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MEL D’CANTARES


MEL D'CANTARES

Tudo isso é presente por causa daquilo...
E tudo o mais no futuro
Por causa disso será aquilo...
Não ouses desafiar o engenhoso tempo
Construindo-te entre muralhas de cimento...
Tens por dentro um sentimento amoroso?
Não vê que amor é mais valioso q'ouro?
Vê..., quando verdadeira a gema adura
O tempo não faz a tritura
É poema que não profana quem ama
Nenhum moinho de vento do além
Ainda que não descubra o segredo é mistura
Que abrange em magia d'ouro aquém...
Conhece os áditos do mistério dos arcanos
Os amores adictos alquimistas vesuvianos
Pelos hábitos mais ardentes vulcânicos
Explosão em Amor asserena
É o tudo transformador em manuscrito
Ouve a falange d'Anjos que cantiga o infinito...
Revigora a alma com poema
E inspira cântico ao espírito.

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Manoel Ferreira Neto
Manoel Ferreira Neto

Manoel Ferreira Neto ESCRITOR POETA E CRÍTICO LITERÁRIO ANALISA O POEMA Nesta História de Sonia Gonçalves**** PREAMBULO DE UM ESBOÇO DO TEMPO

Manoel Ferreira Neto
Manoel Ferreira Neto

O tempo é Mestre!... O tempo é Silêncio!... O tempo se faz na continuidade das vias da existência. Fases é que traçam a suas dimensões da contingência e espiritualidade. Em cada fase, como poematiza Sonia Gonçalves, há dores, sofrimentos, sacríficios , cumprindo ao indivíduo/homem a disposição e coragem de vencê-los, superá-los e suprassumi-los; noutras fases o sonho edificado constroi o prazer, alegria, felicidade. A labuta é árdua entre a dialéctica do tempo e do ser. Mister investir e abraçar os desígnios eivado e seivado de sentimentos de Amor, Cáritas, Liberdade e consciência , até à espiritualidade, alicerce do sublime. O tempo depura as dimensões da sensibilidade, ilumina as visões do ser-estar no mundo, ampliando o evangelho da Língua que consiste em traçar a Poiésis do Eterno, estruturando preces da força e coragem da Verdade. Eis o inquietante , a inquietude das dialéticas e contradições do tempo, mas chaves para a abertura de quimeras, fantasias, ilusões que floram na floração de outros advires, porvires. Esta reflexão das Fases do Tempo só se efetiva através das condutas e posturas humanas , decisões, sinceridade, liberdade e consciência. O poema da poetisa é convite ao Ser., convite para viver a vida em todas as dimensões imanentes sempre com as vistas voltadas à espiritualidade.