Stranger

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n. 2001 BR BR

Estou navegando por meio de águas truculentas nesse mar que chamam de vida.

n. 2001-08-08, São Paulo

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Lembranças

De todas dores que senti
Esta é imensurável.
Como se eu nunca vivi,
Tampouco memorável.

De todos momentos que passei
Este é tão efêmero...
Segundos duram décadas,
E uma hora, um milênio.

Momentos fazem a vida,
Pessoas fazem momentos,
Aproveite cada um;

Um dia será memória,
Um dia será história,
E não se altera nenhum.

De todas lágrimas que derramei
Desta não posso fugir.
Porém não mais chorarei,
Pois agora hei de partir.
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Poemas

3

Exílio

Por muitas vezes, a morte é silenciosa,
Não vem descrita em verso ou prosa,
Começa sutil, espalha vertiginosa,
E o motivo à ninguém endossa.

Taciturno, me fecho, me privo.
Não deixo escapar nenhum detrito
Daquilo que dizem que é estar vivo,
Mas condenam-me com olhar intensivo.

Tacham-me de anomral, maluco, doido,
Quaisquer xingamentos à mim é pouco!
Mas vem cá, quem está verdadeiramente louco:
Eu, ou você quem me deixa afoito?

A sociedade adotou uma religião,
Sendo essa a seletiva exclusão,
Liturgia pregada contra o irmão,
Que vive em seu mundo, sem ser o vilão.
229

Doente

O coração impuro de uma fera doente
Tremula. Ungido por medo de dúvida.
Debate-se, em um ímpeto dormente;
Desperta, em um estado de fúria.

Perdida, segue andarilha,
Busca sua paz e redenção,
Mas as mágoas intrínsecas da vida,
Jamais a deixam, jamais deixarão.

Em momentos de cólera, grita indômita,
Extravasa seus demônios mais profundos,
Atinge aqueles que ama, ainda atônita,
Vive na dualidade, entre dois mundos.

A dor rasteja em suas costas,
Cicatriza, deforma, compele,
Cruza entrelinhas transpostas,
E seu coração é onde mais fere.

Porém, é apenas uma besta doente,
Fadada a partir em prantos e anseio.
Mas no fim, esta besta doente,
É o que à mim, há de mais parelho.
251

Inexistente

A costa do aço,
Massageia carmesim,
Transborda o denso,
Líquido do fim.

Corpo inerte,
Dores ausente,
Mente apagada,
Inexistente.
270

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