Stranger

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n. 2001 BR BR

Estou navegando por meio de águas truculentas nesse mar que chamam de vida.

n. 2001-08-08, São Paulo

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Lembranças

De todas dores que senti
Esta é imensurável.
Como se eu nunca vivi,
Tampouco memorável.

De todos momentos que passei
Este é tão efêmero...
Segundos duram décadas,
E uma hora, um milênio.

Momentos fazem a vida,
Pessoas fazem momentos,
Aproveite cada um;

Um dia será memória,
Um dia será história,
E não se altera nenhum.

De todas lágrimas que derramei
Desta não posso fugir.
Porém não mais chorarei,
Pois agora hei de partir.
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Poemas

3

Verde

Ah...
Como é bom respirar

Uma libertação momentânea,
Que não fere, arranha,
Uma felicidade espontânea,
Ah...

Um peso ao vento,
O fim de um tormento,
Alívio por dentro,
Ah...

Esperança que nasce,
A dor que jaz, parte,
O fim de um embate,
Ah...


O farfalho vertiginoso,
Silêncio estrondoso,
Porém, harmonioso,
Ah...

Um sentimento diferente,
Que estava latente,
Que mexe com a mente,
Ah...

Como é bom poder lembrar,
Que ainda posso amar,
Por aqui, ou acolá,
E ah...
Como é bom respirar.
276

Devaneio

Vento, venta.
Assopra, leva.
Balança, movimenta.
Num instante, cessa.

Tenra lua,
Clareia o escuro,
A noite nua,
Esconde o futuro.

Solitária, mas não sozinha,
Um coletivo singular,
O céu naquela noite tinha,
Uma imensidão em um só lugar.

Cintilava apagada,
Fulgurava, mas latente.
A estrela que brilhava
Jazia apenas em minha mente.
258

Dilema

Qual o preço
Da certeza incerta?

Qual o preço
Da dúvida dúbia?

Desvio ou mantenho?
Paro ou prossigo?
Garanto o hoje,
Ou o amanhã, arrisco?

Um navio em seu porto,
Seguro ele está,
Mas eles foram feitos
Justamente para navegar.

Porém, meu porto me conforta,
De lá fora tenho medo.
Mas entre águas truculentas,
Jaz meu desejo.

Minha porção de dúvida
Diariamente consumo,
Áspera e seca que és
Torna-me mudo.
260

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