Szabó Tibor

Szabó Tibor

n. 1994 BR BR

n. 1994-11-11, São Paulo

Perfil
8 142 Visualizações

Silencio

Os olhos que se perdem no perfil do mundo
Correm sempre ao meu próprio encontro
Tomados por medo e mais medo
De tudo o que uma vez foi tão profundo em seu enredo

Esse mundo tão vazio
Mundo vasto, sem poder
Sem saber ou sentir... quanto então ver
Pois esse mundo está vazio do que se é certo não se ve

Sinto toda e eloquencia de se ser perdido
A inocencia de um arrependido
Que não encontra o próprio seio onde se apruma
Toda a verdade, de Homens envoltos em bruma, voltados uns contra os outros

Estão sempre agarrados a mesma causa
Dependurados se esmurram
Senhor se fosse apenas uma luta
Mas é muito mais que muitas vidas

Tolo esse homem...tolo...tolinho...
Ler poema completo

Poemas

23

Silencio

Os olhos que se perdem no perfil do mundo
Correm sempre ao meu próprio encontro
Tomados por medo e mais medo
De tudo o que uma vez foi tão profundo em seu enredo

Esse mundo tão vazio
Mundo vasto, sem poder
Sem saber ou sentir... quanto então ver
Pois esse mundo está vazio do que se é certo não se ve

Sinto toda e eloquencia de se ser perdido
A inocencia de um arrependido
Que não encontra o próprio seio onde se apruma
Toda a verdade, de Homens envoltos em bruma, voltados uns contra os outros

Estão sempre agarrados a mesma causa
Dependurados se esmurram
Senhor se fosse apenas uma luta
Mas é muito mais que muitas vidas

Tolo esse homem...tolo...tolinho...
691

Memórias

De um corte em meu peito,

Sangra o desejo,

De um abraço perfeito.

Da razão de minha alma,

Escorre tão calma,

A vontade de vê-la.

O espírito amigo,

Expulsa o destino,

Para longe de mim.

Memórias de um passado tão vasto,

Memórias de um futuro longínquo,

Memórias de uma mente perturbada...

E de um presente esquecido...

Lembro de tudo!

Menos de agora...

Quando o amor lá no fundo,

De seu eixo está fora.

Exigindo do mundo,

Nada...por ora.

Mas continua esquecido,

Na imensidão de minha mente,

Esperando que eu sinta,

A mesma dor que ela sente...


445

A Única Verdade

O luar escorre por tua face,

As estrelas em teus olhos cintilam.

E eu ouço aquela frase...

Que em teus santos lábios vibram.

Eu te amo. Será mesmo verdade?

Castigado é o homem,

Que considera palavras com seriedade.

Pois mentira é,

Tudo que existe, tudo que se toca.

Verdade, unicamente tem a fé.

Aquela que não espera para ser,

E em verdade ou mentira, simplesmente é.

Ao encontrar o que não se pode perder.

484

Amor à Mentira

Me abandonaste...

Não creio em tal mentira.

A dor assola meu peito.

Saiba que sempre estarei em ti.

Mesmo que precise cavalgar o vento,

Ou talvez cruzar todo o oceano.

Não te deixarei,

Como dizem que me deixaste.

O tempo, de tempo precisa,

Para revelar a verdade.

Tal verdade ingrata, invisível aos meus olhos cegos,

Que na escuridão da cegueira,

Enxergam apenas o meu amor pela mentira.

A mentira tão bela quando se sabe usá-la,

Venda teus olhos de luz,

Mas de sombra encobre minha alma...

456

A Lua e O Mar

O mar.

Tão paciente escultor.

Amar.

É o que deseja com fulgor.

Na areia da praia,

Arrasta tuas garras,

Prega tuas unhas,

Escala a terra.

A motivo de um objetivo...

Alcançar teu amor, quem no céu foi sepultado.

Acariciar, de leve, o lençol que a cobre, prateado.

A tão formosa lua, sem motivo,

Além do amor.

Oh mar!

Que amor foi arranjar?

E digo eu que amor assim, nem a lua merece,

Amor que em nenhum outro lugar,

Fenece terra, lua e mar...

472

Cicatrizes

Todo ferimento sara,

Mas sempre deixa sua marca,

Mesmo que seja apenas na memória,

Uma cicatriz para a vida toda.

Tu me abriste o peito.

Com a faca sagrada que chamo: saudade.

Para mim foi o teu maior feito.

Pois abriu meus olhos para a verdade.

Entendo agora que todo ferimento,

Ensina mais a mim,

Se for em merecimento.

Marcando assim, sempre um fim.

Da cicatriz à memória,

Fica a marca do saber.

Passagem da agonia,

Por tudo o que foi, e ainda vai ser.

Cada cicatriz é um mártir,

Que lembra me a todo instante

Dos erros que cometi.

E permite lembrar me,

Daquele que esqueci.

473

Amor Longevo

O choque de espadas,

O desperdício de sangue,

O corte das adagas,

O clamor por teu nome.

Tudo o que quero de você,

É um simples beijo.

O que sempre me deixas-te,

Em absoluto desejo.

Desejo o qual venero.

A mais valiosa gema da terra.

O amor que sempre espero,

Mas se esconde na distante serra.

Ah! Se morasse mais perto!

Quão feliz seria eu!

Um amante que finalmente ama,

Tão distante do breu.

Será que vai demorar?

Essa distância a se perder?

Não sei se ainda posso agüentar.

Certo de que muito vou sofrer.

Será esse o meu castigo?

O preço de meus pecados?

O simples motivo:

Eu um dia ter amado.

482

O Vento

Venta o vento,

Levando para longe o desalento,

Para longe venta o vento.

Venta feliz e desatento,

O velho vento.

De indas e vindas,

Vive o vento.

Um velho sedento.

Sedento de sentimento.

Pobre vento!

Incapaz do merecimento.

De um dia, sentir o sentimento.

Desatento venta o vento.

Para longe do desalento.

Venha vento!

Porque eu te prometo,

Um breve sentimento.

Simplesmente tenha o intento,

De sentir o próprio vento.

E te presenteio no momento,

Em que finalmente para o vento,

Encontra o sentimento,

No dia no qual atento,

Chega o desalento.

E infeliz,

Chora o vento.

Aos poucos morre o velho vento.

Que agora dono do merecimento,

Chora sentindo o sentimento.

De assento,

Se enche o vento.

Que renasce, novamente desatento.

O velho vento.

527

Ela

Escondida nas sombras Ela se encontra.

À espreita, atenta a tudo!

Invisível no escuro Ela espera.

Por qualquer deslize do mundo.

Então, se da um deslize num momento de fraqueza,

E Ela, seu bote em seu cangote prende.

Estás preso com firmeza.

Você agora a sente.

Seu nome? Não posso dizer.

Porque simplesmente não sei,

O que quando dizei-lo pode acontecer.

Ela me segue a cada passo.

E eu à Ela não deixo espaço.

Pois se deixá-lo, será um deslize meu.

Assim amaldiçoado serei com o eterno breu.

Maldita Ela quem agora vem.

No mesmo momento,

Em que amo alguém...

470

Esperança

A esperança não se sente.

Ela caminha contigo.

Teu consolo a todo instante.

Único sentimento que ainda sigo,

O pobre cego viajante.

Ela não é a última que morre,

É imortal por si só.

Me consola quando me abandona a sorte.

Desejando que me livre do pó.

Não sinto teu abandono...

Sinceramente...acho que não deveria.

Já que sou meu dono.

Ao passo que sei que não o seria,

Se não te amasse só no outono,

Mas em todos os tempos da vida.

437

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.