Valdir Gomes

Valdir Gomes

Escritor brasileiro Contista Cronista Poeta Romancista Novelista

n. 0000-00-00, Curitiba

Perfil
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Velhice II

A distância é a mesma,
Mas nossas forças que minaram!
As cores são as mesmas,
Mas nossos olhos embaçaram...
O sol continua lá,
As estrelas continuam lá
As asas da imaginação ainda voam,
Mas já não tem pernas para pousar.

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Poemas

34

Para amar

  Para amar, nem hora, dia ou local importa.

Apenas dois apaixonados e ninguém atrás da porta.


294

A bebida e a desculpa

E lá está ele na mesa sentado,
Tendo como companheiro um copo de cachaça.
Porém nada mais faz sentido ou tem graça
‘ Inda mais pelo motivo de estar ali, contristado.

O coração despedaçado, a bruta saudade,
A solidão que há muito lhe surra o peito,
E nada que tende a fazer dá jeito
De desvencilhar-se da imensa ansiedade

Que agora faz parte do seu cotidiano,
O vazio da amada que partira para sempre
E que em agosto completará ano.

Antes de ir, ele entorna por duas vezes a bebida
Que parece afogar a mágoa como engano.
Amanhã voltará. Novamente beberá como desculpa descabida.

354

Sóbrios e bêbados

Músicas e fumaças saíam do bar...
... E quando o dia veio chegando,
Sóbrios e bêbados se abraçavam...
Enquanto aqueles as horas iam consultando,
Estes somente pela companhia se preocupavam!

280

Diga-me

Por favor, diga-me algo
Que me leve a voar...
Entrelaçado em teus braços
E sobre teu corpo pousar.

385

Lágrimas

Hoje não mais chorarei.
E as lágrimas que teimam em cair,
Seguirão o caminho que perdi
Dos sentimentos que nunca mais terei.

397

Enganado

Eu estava enganado,
Quando pensei que tudo o que sonhava
Realizaria-me a cidade!
Estava enganado em pensamento,
Quando imaginei que ruas, luzes e calçadas
Aguçariam-me o intelecto pra viver bons momentos...
O equívoco tomara conta de mim
Quando me instruiu a deixar o céu de estrelas
Pra viver as desventuras que sofro aqui!
Agora quero voltar.
Tudo que aqui sofri, 
Não se compara ao sofrimento de lá...
De ouvir os gorjear dos pássaros numa manhã;
De sentir o cheiro da terra depois da chuvada;
De apanhar frutas no galho,
De saltar numa linda piscina natural
E lembrar-me de quão ingrata foi-me a cidade
Que negou regalar-me à sombra de um coqueiral.

270

A rua da Vida

Junte-se a mim para atravessarmos a rua da vida,
pois quando eu diminuir os meus passos
me guiarás no cumprimento da ida,
e na volta concluirei o ciclo, sem embaraços.

306

A morte, vontade de Deus?

Como gostaria de entender as religiões!
Uns crêem que a morte é vontade de Deus
Mas cá fico perguntando a meus botões:
— Se é verdade, a bíblia mente e corretos são os ateus?

Fico imaginando um humano sendo assassinado,
E seu algoz, embridando o peito todo orgulhoso
Por uma vida ter ceifado
E recebendo grandes honras pelo seu ato trabalhoso...

...E pela justiça e polícia, condecorado
Por um cumpridor agente da vontade do Criador!
Se as religiões pensam assim, por que, então

A polícia acossa e prende um assassino
E tal ato é movido e encaminhado por um promotor
E o juiz o condena e o leva para o fundo da prisão?

273

Perfume da Paz

...E o forte vento do bom senso que soprou a noite inteira,
Espalhou o perfume da paz por toda a terra,
Para que os homens que se degladiam em sua guerra
Não comentam mais tanta besteira!

272

Pensamento

Oh, saudade ! Tu que passas por mim e viajas com o vento...
Se não puder trazer meu amor, leva-me em seu pensamento!

256

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