Valdir Gomes

Valdir Gomes

Escritor brasileiro Contista Cronista Poeta Romancista Novelista

n. 0000-00-00, Curitiba

Perfil
35 901 Visualizações

Velhice II

A distância é a mesma,
Mas nossas forças que minaram!
As cores são as mesmas,
Mas nossos olhos embaçaram...
O sol continua lá,
As estrelas continuam lá
As asas da imaginação ainda voam,
Mas já não tem pernas para pousar.

Ler poema completo

Poemas

122

Confissão

Se me perguntares para onde vou,

Responderei que já estou voltando,

Pois se julgares que o amor acabou,

Confessarei que ainda estou amando...


241

Quando Calas

É sol que para,

Vento que cessa...

Você, quando se cala,

Corpo e lábios, numa festa.


222

Matando a saudade

Tempo que vai

Matando a saudade.

Tempo que vem,

Trazendo ansiedade,

Deixa no peito

A plantada a vaidade.

E quando paramos

Para pensar de verdade,

Há muito que fomos

engolidos pela idade!


224

Descontrole

Desconfiei de mim

Quando as pernas ficaram moles.

E meu coração quando te sentiu...

Enveredou pelo caminho do descontrole!


231

Secando lágrimas

Por acreditar que me amavas,

Despreparei meu coração para o sofrimento,

Caí na rotina do véu do sentimento

E agora rasgo o tecido, secando lágrimas...

242

O tempo e o amadurecimento

Para dissipar o cheiro da saudade, o vento;

Para nos enlaçar no mar profundo da ilusão, o sentimento.

Para confundir a eterna felicidade, o momento

E somente o tempo, com a experiência... O amadurecimento!


267

Amor conselheiro

Estou certo que não vou desistir!

Tenho o ar como meu companheiro(...)

O vento que me impulsiona a seguir

E o teu amor que me encoraja como conselheiro.


246

Cheiro de extravagância

Nos caminhos que trilho, nada me impede de chegar:

Se encontro pedras, desvio-me delas;

Se surgem espinhos, estou bem calçado com a perseverança...

Se encontro flores... Ah, as flores! Tento colhê-las,

Pois servirão, os seus perfumes, o cheiro da minha extravagância!...


279

Nos bares boêmios

Quando a madrugada chega nos bares boêmios da rua da capital,

Eleva seus freqüentadores de simples consumidores a grandes faladores...

E eles falam, se cumprimentam e lastimam a solidão, como tema central,

Mas não se permitem sofrer pela ausência delas, em seus corações sofredores.


242

Sem vida, nem malícia

Quando ficares pasmado com uma mera desgraça

E plácido com uma catástrofe numa estatística,

Então sua cauterizada mente já não percebe a graça

E nem vive o amor, a vida, nem sua malícia!


246

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.