Valdir Gomes

Valdir Gomes

Escritor brasileiro Contista Cronista Poeta Romancista Novelista

n. 0000-00-00, Curitiba

Perfil
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Velhice II

A distância é a mesma,
Mas nossas forças que minaram!
As cores são as mesmas,
Mas nossos olhos embaçaram...
O sol continua lá,
As estrelas continuam lá
As asas da imaginação ainda voam,
Mas já não tem pernas para pousar.

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Poemas

122

Mente passiva

O menino, fascinado pelo sol, subiu no morro para vê-lo nascer

E quando o viu surgir atrás dum monte se decepcionou.

Num outro dia subiu no monte, mas então questionou

Porque o mar chegara antes... e ele viveu até a morte sem compreender.


251

Falando às árvores

Hoje, quando os problemas do dia pareceram intermináveis,

Diante de tantas dificuldades que encontrei,

Parei, meditei e simplesmente com uma árvore falei...

E ela me respondeu coisas imensuráveis!


251

Terra fria

Quando as primeiras camadas de terra,

Friamente caíram sobre mim,

Percebi que todo meu amor havia

Chegado ao fim.


246

Chama do milênio

Quando o fogo do meu desejo

Recebe como alimento o teu oxigênio,

Nem o contato com teu doce beijo

Pode apagar a chama por um milênio!


438

Amargura no calabouço

Somente se ouvirá da música a nota perfeita,

E se sentirá o melhor perfume da flor...

Ou somente se gozará o melhor dia de sol...

Dormirá a melhor noite repousante

ou beberá da fonte a água mais pura,

Quem se deixar viver do mais impoluto amor

E prender no calabouço da vida sua amargura!


268

Sonhos e versos

Perdido em pensamentos diversos,

Fica o homem que tem seus sonhos lancinados,

Seus desejos mais intensos desarraigados

E que não consegue transformá-los em versos!


234

Amor e vida em discussão

De acordo com o amor,

Quando conversava com a vida,

Sobre o assunto: sentimento,

Pensava ele que uma atração recaída


Vinda de um envolvimento,

É nada mais que uma fraqueza,

Resposta prontamente debatida,

Pela vida que quis expor sua opinião:


— O sentimento é a saída

Que os amantes buscam na paixão!

É algo forte, inebriante como bebida,


Mas a vida tinha a respeito, sua sugestão

E a discussão durou uma eternidade...

E até hoje as pessoas amam, sofrem, culpando o coração!


257

Vivendo o sentimento

Um dia marcado,

Por um amor vivido;

Um dia vivido

Por um amor encontrado.


Um amor sentido,

Num dia vivido,

Ocupa o tempo

Vivendo o sentimento!


Tem-se que viver,

Tudo de uma vez,

Pois a dúvida, talvez,

Nos faça sofrer...


Então vivamos cada instante

Esquecendo de hoje a apatia,

Sua melancolia,

Sonhando o sonho de amantes!


Para que o amanhã,

Possa tornar este dia!


253

O que há?

O que há, na água, entre o líquido e o sólido,

Senão a condensação eficaz das moléculas?

O que há entre a sombra e o objeto,

Senão o intervalo oculto da claridade?

E entre te beijar e te amar,

Senão, a sensação de flutuar?


284

Rancor, o ponto cego

O ponto cego que existe quando o amor aflora,

Torna-se real quando a paixão vai embora!

Pois o principal ingrediente do amor a dois,

É o rancor, quando enfim, surge depois!


262

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