Poemas
122Entre quatro paredes
Entre quatro paredes se tem piedades!
Entre quatro paredes se confidencia a ilusão...
Entre quatro paredes, os ingredientes da verdade:
Dois amantes, uma cama, a escuridão!
Silêncio
A opinião sobre amor é querer viver,
Pois quando amo tudo, isso vivencio.
Mas quando me perguntam sobre o que é a dor,
Introspectivo, prefiro o silêncio.
Sonho x realidade
Quando se sonha intensamente,
Numa viagem de amor e realização,
Acordar para uma tal realidade é dor na mente,
Pois ela é crua, fria e decepciona o coração!
Melhor então o sonho...é bem melhor pra gente!
Sonhos e ideais
Nem tudo está perdido!
Abra os olhos, balbucie palavras!
Mova teus lábios, faça um pedido!
Talvez te ouvirão, os presentes!
Alguns riem alucinadamente;
Sem ao menos um grande motivo...
Outros choram copiosamente
Como ensaio ou improviso.
Mas estão ali, enquanto você percebe.
Não fique aí parado, assistindo,
Enquanto teu corpo está inerte!
Levanta-te daí, cante, grite e faça te ouvirem!
Mostre a todos que você não morreu!
Seus sonhos, ideais e sentimentos ainda vivem!
Eterna madrugada
Se falo contigo, minha noite se torna dia,
Se te beijo, minha tarde não fica fria...
Mas quando se ausentas ou ficas calada,
Minha vida sofre uma eterna madrugada!
Creio
Creio em tudo que sobre a terra vejo;
Creio em teu amor, creio em teu desejo
De tornar vivo em mim aquilo que existe por sorte...
Creio que me amas abertamente, além da morte!
Creio que nosso amor supera a resistência da rocha
Homem na esquina
Na esquina das decisões, estava o homem meditando,
Sobre o desejo, o amor; sobre suas paixões:
E a solução tinha que surgir, para então continuar andando
Então sua decisão se pautou nos anseios do coração...
E ele optou pelo desejo de continuar a vida amando!
Choro e meditação
Senta aqui do meu lado
e olhe para onde agora olho...
Se o vislumbre o deixar fascinado,
Compreenderás porque tanto choro!
Verás que não choro por amor,
Nem choro por aquela abelha que procura uma flor,
Nem pela árvore que sucumbe ao machado,
Ou pelo cão correndo assustado!
Choro pela verossimilidade que é a vida
Que muitas vezes a levamos ao despojo
Quando desvalorizamos a sua essência
Ao se procurar fugir da realidade num artifício
Ao se dizer uma mentira, tomar uma bebida e, na carência
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