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n. 1959 BR BR

Vera Celms, 22/08/1959, brasileira, residente e domiciliada em São Paulo, SP. Escrevo desde os 10 anos de idade.

n. 1959-08-22, São Paulo, SP

Perfil
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GOLPE, ATO E FATO

Há horas, pregara o olhar no branco da parede
Sem se mover, mal respirar, quase inexistir
Acontecia agora como nunca antes
Conhecera maus momentos
Gravara más imagens
Historias não contava, nunca
Jamais mencionou palavra
Nenhuma pista,
Nada que remetesse
Nada que a pudesse resgatar
Nada que devolvesse sorriso, lagrima, respiração
Quem sofre não conta tempo, sofre
Sabe-se começado, não percebe-se o final
Na parede a sua frente, imaginários slides:
Fim da estrada, precipício, salto
O golpe, o ato, o fato,
Delito e sentença,
A eternidade
 
Vera Celms

GOLPE, ATO E FATO de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

#poesiagótica #poesia #literaturagótica #literatura #gótica #escrita #escritora #arrastandocorrentes #sentença #eternidade #delito #precipicio  #fimdaestrada #tristeza #lagrima #sofrimento @veracelms @versosavera
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Biografia
Vera Celms, 22/08/1959, brasileira, residente e domiciliada em São Paulo, SP. Escrevo desde os 10 anos de idade. Participei de algumas antologias/coletâneas de poesias e contos, a saber: 1985, 86, 87 – Editora Shógun,RJ. 2005 a 2006 – Jornal de Jundiaí, caderno 2 de cultura. 2006, 2007 – Grêmio Cultural Professor Pedro Fávaro, cidade de Jundiaí 2006 – Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Jundiaí 2010 – CBJE, Câmara Brasileira de Jovens Escritores, contos e poesias. Oficina de poesia com o escritor/poeta Paulo Leminski através da Editora Brasiliense em 1985. Em abril de 2010, fui contemplada pela Cidadela Editorial do RS, no PROGRAMA MAIS AUTORES com a publicação de BRIGIT - A BRUXA DA NOITE, poesias erótico sensuais. Mantenho 04 blogs de literatura minha desde fevereiro de 2009: http://veracelms.blogspot.com (geral) http://caldadechocolateapimentado.blogspot.com (erótico sensual) http://arrastandocorrentes.blogspot.com (gótico lúgubre) http://lambendoatigela.blogspot.com (infanto juvenil) Além de minha produção artesanal: http://cordecorveracelms.blogspot.com No FACEBOOK, mantenho pagina pessoal (Vera Celms) e fanpage (VERA CELMS) , além de dois grupos temáticos: - gótico (Arrastando Correntes) - erótico (Brigit na Calda de Chocolate Apimentado) Mantenho duas paginas literárias no INSTAGRAM: @veracelms e @versosavera

Poemas

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EMBEBIDA EM SÂNDALO


Aprendi a me entregar a fumaça de seu cigarro
Que nas madrugadas, entra pela janela
Sugerindo, com ela, a sua intimidade
Momento único: confidente entregue ao confessor
Mágica linha, imperceptível ao olhar,
Rarefeita nuvem, sugestiva ao olfato,
aos sentidos todos, já entorpecidos
Sedutora, arrebatadora, irresistível, indecente
Entregue, capaz de toda hipnótica evolução
Excitada, embebida em sândalo, em opio
Voante...
Viagem enlouquecida, sem rumo e sem direção
Perdida, na fumaça de seu cigarro
Que nas madrugadas, entra pela janela
E colhe-me estranha, desinibida, afogueada e nua
Querendo muito mais...
 
Vera Celms

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#poesiasensual #poesiaerótica #poesia #literaturaerótica #literatura #erótica #escrita #escritora #sandalo #opio #afogueada #nua #desinibida #excitada #fumaçadecigarro #intimidade #indecente #sedução #caldadechocolateapimentado @versosavera @veracelms
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GOLPE, ATO E FATO

Há horas, pregara o olhar no branco da parede
Sem se mover, mal respirar, quase inexistir
Acontecia agora como nunca antes
Conhecera maus momentos
Gravara más imagens
Historias não contava, nunca
Jamais mencionou palavra
Nenhuma pista,
Nada que remetesse
Nada que a pudesse resgatar
Nada que devolvesse sorriso, lagrima, respiração
Quem sofre não conta tempo, sofre
Sabe-se começado, não percebe-se o final
Na parede a sua frente, imaginários slides:
Fim da estrada, precipício, salto
O golpe, o ato, o fato,
Delito e sentença,
A eternidade
 
Vera Celms

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#poesiagótica #poesia #literaturagótica #literatura #gótica #escrita #escritora #arrastandocorrentes #sentença #eternidade #delito #precipicio  #fimdaestrada #tristeza #lagrima #sofrimento @veracelms @versosavera
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PONTE OU TEIA?


Entre o nada e o quase
Entre o tudo e o quase tudo
Entre o quase tudo e o quase nada
O céu o inferno
O mal e o bem
O bom e o mau
O silencio e a mudez
A intenção e a ausência
A pretensão e a frequência
A trajetória e o alvo
O começo e o fim
Fim e recomeço
Entre a condescendência e a sofreguidão
Entre o perdão e a resignada força
Justiça e fé
Talento e vontade
Disposição e oportunidade
Existe uma ponte móvel
Um acesso, um olhar, um julgamento
Uma eternidade, um momento
Que nasce entre o alvorecer e o crepúsculo
E morre na madrugada, nu sob a ponte
Apesar do estrelado manto
Que cobre tudo
Que tudo vê e sente
Que liga o ontem ao horizonte
Num emaranhado de linhas, tênue e invisível
Imaginária ponte que o vento leva sem romper
Gigantesca teia entre o nada e quase tudo...
 
Vera Celms

O trabalho PONTE OU TEIA? de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

#poesiavida #poesia #literaturavida #literatura #vida #escrita #escritora #opostos #oponentes #viceversa #outroladodamoeda #meiotermo #quaselá #ponte #teia  @versosavera @veracelms
381

POESIA DANADA


Quis fazer uma poesia leve,
Como vento brincalhão
Não fanfarrão,
Quis com as palavras brincar,
Saiu uma poesia vulgar,
Dessas que não mentem,
Mas que não vertem,
Idéia nenhuma,
nem fora do lugar,
Mas nada disse,
Nada que redimisse,
Nada que remetesse,
Nem que retribuísse,
nada traduziu,
Nem inspirou,
Ficou um bate daqui,
Bate dacolá,
Batendo bola de lá pra cá,
Ficou levinha,
E tão pouco aderente,
Mas ficou bem transparente,
Ficou sacaninha,
Não safada,
Só não disse nada,
Pensando bem,
Ficou como um ventinho,
Um quê descomprometida,
E descontrolada,
Até que ficou gostosinha a danada!
 
Vera Celms
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DEMANHANZIM


Então ele me perguntou
O que estaria eu fazendo?
Respondi que nada fazia
E como ele também não fazia nada
Fomos jogando conversa fora
Então o tempo voou... voou... voou
Para lugares tão distantes
Para idéias tão interessantes
Fomos e voltamos varias vezes
Daqui pra lá, de lá pra cá...
Caminhando, fomos caminhando
Andando, andando sem parar
Pensei mesmo que nunca fossemos chegar
Afinal, nem sabia onde aquele caminho ia dar
Chegamos então numa casa
E continuamos a conversar
Me convidou a entrar
Me ofereceu para sentar
Me mostrou a casa e o jardim
E o papo, não tinha mais fim
O dia todo passou
E como a noite chegou
Eu olhei pra ele, ele olhou pra mim
Como nada mais havia a fazer
Resolvemos não fazer nada,
Noite afora... até demanhanzim...
 
Vera Celms
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#poesiainfantil #poesia #literaturainfantil #literatura #infantil #escrita #escritora #lambendoatigela @versosavera @veracelms
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FÊMINA ORA ÍNTIMA


É preciso respeitar a lascívia de uma mulher,
Tem um quê de recato, ruborizado,
Tem um quê de ideal, o momento,
É preciso fazer o olhar e a intimidade brilhar,
Necessário haver disposição e entrega,
Como flor que desabrocha,
Como o vento que faz a saia levantar,
A fêmea no cio, brilha, relaxa, procura,
Fica saliente, interessada, dá sinais,
Saliva, ruboriza, se agita,
O olhar fica vivaz, o gesto audaz,
Mulher excitada, pode não pegar,
Mas, se pegar não larga,
Sabe bem o que dizer, e o que fazer,
Tudo acontece naturalmente,
Lança-se, insinua-se, provoca,
É preciso, respeitar e reconhecer,
Fora do momento, ela foge, se esconde, nega,
E pode não voltar...
 
Vera Celms
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#nãoénão #lasciviafeminina #excitação #sinaisdefogo #respeito #momentorespeitado #feminismo #excitaçãoigualitaria #erotica #erotismo #literaturaerotica #literatura #poesia #poesiaerotica #caldadechocolateapimentado @veracelms @versosavera
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NOBREAK ANTIPÂNICO


            Todos temos em nós,         
Uma fenda de luz muito fraca
Opaca, embaçada, obscurecida
É uma pequena fenda,
Que usamos como luz de vela
Como farolete de fracas pilhas
Como um fósforo, meio úmido e emergente
Que acende involuntário
No exato momento em que a cegueira
nos encontra por detrás das lágrimas compulsivas
No exato momento em que a noite nos flagra
ao final do dia, atrás da densa neblina
No exato momento em que a razão
nos falta por detrás da crise da desconhecida loucura
Ela está lá, pequenina, fraca,
Como um só vagalume
na imensidão da noite nublada e enevoada
Perdida, lúgubre como no óleo uma lamparina
Como a vela no trabalho na encruzilhada
Que saúda, reverencia a entidade
Fechada em sangue e carne morta
Em panos pretos, terra,
Em caminhos truncados
Em desejos mórbidos e rancorosos
Agonizando, pelo vento
Que teima, destemido, em cruzar a encruzilhada
Onde o medo impõe respeito e distância,
                              E a vingança a relevância                              
Ao transpor a encruzilhada,
até o vento veste luto
E sopra largo, denso,
Fazendo se esconderem os bichos
Os insetos, as aranhas e as borboletas
E se recolherem os humanos
Cabisbaixos, mudos, mansos
Focados na pequena fresta de luz
Que cada um trás por dentro, bem fundo
Escondida, como um “nobreak antipânico”
Sabendo que ali, o comando intangível
é das Trevas...
 
Vera Celms
A obra NOBREAK ANTIPÂNICO de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
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