Vilma Oliveira

Vilma Oliveira

n. 1956 BR BR

Meu nome é Vilma Oliveira, nasci em Campina Grande-PB. Moro atualmente na cidade do Salvador-BA. Gosto muito de Literatura de uma forma geral. Comecei a publicar meus escritos no ano de 2000.

n. 1956-11-14, Salvador- BA

Perfil
18 159 Visualizações

ÂNSIA REPRIMIDA

Li nos teus olhos por todos esses anos
Que juntos estivemos tão longe e perto
Tu eras meu oásis, às vezes, só deserto,
Universo de areias nos meus desenganos!

Li nos teus olhos em doces devaneios
A erguer-se exausto imenso castelo...
Tu foste da inspiração o verso mais belo!
Um mar de saudades, de dores e anseios...

Tu leste nos meus olhos tristes rasos d’água,
O pranto que inunda os sonhos da minh’Alma,
São vertentes a se perpetuar dentro de mim;

Se acaso me ouvires distante a chamar-te,
São juras contidas em mim por amar-te...
Se já não me escutas, por que sofro assim?

Ler poema completo

Poemas

46

VISÃO DO AMOR

Lembra quando nos vimos?
Ao mesmo tempo sentimos
Incontrolável paixão...!
De início, ocultamos,
No olhar silenciamos
Dentro de nós a implosão!

Lentamente nós sonhávamos
Se longe ainda estávamos
Bem perto queríamos ficar!
Juntos no mesmo passo
Caminhar, sentir o abraço,
Poder enfim nos amar!

O sonho se fez verdade
Nosso amor realidade
Conjecturas da vida...
Valeu a pena esperar
Todos os dias te amar
És tudo que consolida!

Meus dias se fizeram festas
As noites numa seresta
Tudo era cor, música, luz!
Quase nada eu explicava
Quase tudo eu delirava
Nos poemas que compus!

Juramos amor eterno
Infindo clamor fraterno
Enquanto existisse a chama
Queimando dentro de nós
Antes, durante, após...
Pra sempre, quando se ama!

Hoje, busco tua ausência,
Pungente, tanta carência,
Adormecida ilusão!
Procuro-te por toda parte
Em vão te abrace, me farte,
Tu és tão somente A VISÃO!
456

ABANDONO

Lamentos e perdões são desenganos
A me turvar em névoas o pensamento
Eu vivo pra chorar meus sofrimentos
Eu morro pra esquecer os meus enganos!

Se o abandono da alma me traz a paz
Que vela as sepulturas e os mistérios
A contemplar de longe os cemitérios
Esse silêncio é meu, comigo jaz!

Que me levem os corredores dos aflitos,
Se ninguém pode ouvir meus gritos,
A clamar misericórdia de outra vida;

Se Deus teceu as mantas com bordados,
Em brancas rendas os céus trabalhados,
Por que não digo adeus à despedida?
543

ÂNSIA REPRIMIDA

Li nos teus olhos por todos esses anos
Que juntos estivemos tão longe e perto
Tu eras meu oásis, às vezes, só deserto,
Universo de areias nos meus desenganos!

Li nos teus olhos em doces devaneios
A erguer-se exausto imenso castelo...
Tu foste da inspiração o verso mais belo!
Um mar de saudades, de dores e anseios...

Tu leste nos meus olhos tristes rasos d’água,
O pranto que inunda os sonhos da minh’Alma,
São vertentes a se perpetuar dentro de mim;

Se acaso me ouvires distante a chamar-te,
São juras contidas em mim por amar-te...
Se já não me escutas, por que sofro assim?

567

LIVRO DE SEGREDOS

Esse livro é de sombras e claridade
Fala do riso, da dor e de toda emoção,
Fala da lágrima, do amor e da saudade,
Da luz eterna a iluminar a escuridão!

Esse livro é de ilusão e desventura
Fala de sonhos, de cor e eternidade,
Fala da vida, da morte e da amargura,
Da flor das horas a verter piedade!

Fala de mim a buscar-te na primavera,
Fala do tempo e dessa longa espera,
A qual tenho que vivê-la inutilmente;

Fala de ti a surgir além do cansaço,
Dos beijos que não dei e dos abraços,
Que não tivemos consequentemente!

 

 

519

AMOR DO MEU AMOR!

Eu hei de suspirar os teus desejos
Em cântaros perfumosos nos rosais
Eu hei de aventurar milhões de beijos
Em sopros de favônios nos pombais!

Eu hei de amainar os teus anseios
Em luas prateadas frente ao mar
Eu hei de evocar prantos alheios
Em campos de alvos véus a florear!

Fizemos do amor ondas de espuma,
A flutuar em nós uma após uma...
A ilusão dispersa dos outeiros;

Ah! Se eu tivesse asas a ruflar os céus...
Um pássaro a sonhar os sonhos meus,
e beijar todas as flores do canteiro!

513

SONETO SOLITÁRIO

Joia rara esculpida de grande beleza!
Onde se esconde, em qual lugar?
Amiúde paire essa tua realeza...
Onde guardas o ouro desse teu olhar?

Miríades de sentimentos te acolhem a alma
A brisa se esvai como num sopro leve...
Inda que aos poucos branda luz te acalma!
A liquidez dos olhos aos poucos te eleve...!

Claridade, êxtase, paz e pura poesia...
Oscilando em torno de tudo quanto pensas
Enviando aos céus toda pureza e fantasia!

Lenitivo dos fracos – tu és um grande amigo!
Hoje, amanhã e sempre uma recompensa...
Orvalho da manhã – tu és o meu abrigo!

 

 

 
466

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Muita qualidade nos seus poemas.