Simples . ( evolução)
O erro das palavras
É tentar preencher as lacunas
Que o espírito tem
O erro do Espírito de muitos é
Buscar validação pelas palavras.
Poetizar não é tornar belo.
As vezes me desespero com a poesia
Pois tento passar para o caderno
Palavras-belas
E a poesia é
Palavra-oculta
É
Verdade-exposta
Não há como passar
Poesia-pergunta
Como
Palavra-resposta.
Escrito
Escrevo sobre min
Pois aqui fora me reflete
Escrevo sobre aqui fora pois
Isso tudo me remete
Me transfere
A essa nova vírgula
A nova tensão momentânea
Escrevo sobre transformação
Pois
Tudo é transitório
Tudo é o que tudo é
Escrevo sobre tudo pois
Remete ao nada
Escrevo sobre o caos
Para que haja paz
Em cada palavra .
Só se é dar-te
Confusa realidade
que não é tão real
Quanto rara
Apenas uma raridade de
Momentos reais
Podem fazer
A diferença
Em momentos que não se diferem
Incrivelmente semelhantes
Quase iguais
Momentos que se assemelham aos que já foram
Já se foram
Já se pertenceram
Confusa realidade
De peças que confundem
Os próprios movimentos
Movimentos reais , movimentos calculados
E Acima de tudo
Confusos
Momentos aonde o branco faz-se valer no preto
Sem que haja distinção entre ambos
Sem que haja antagonismo
Entre os conceitos
Apenas a ideia de cor
Uma ideia confusa
Como mais uma das tramanhas sociais
Reais e distorcidas
Apenas uma raridade de Momentos reais
Pode desconfundir a
Sociedade difusa.
Olhar verdadeiro
Se olhar
por dentro
Não como espelho
mas
Microscópio, com um olhar
Além sobre o próprio
Se olhar
por dentro
Se ler com as páginas abertas
Se olhar
Com a alma
Aberta .
E terminou em Van Gogh
Estrelas em um caderno
Um poema céu
Estrelas me iluminando
Enquanto Sobre-voão meu véu
Posto por meu ego
Estrelas , avulsas
No caderno
Que me refletem em
uma noite
Estrelada.
Acabamos
Prosperidade ou não
Éramos assim
Mas agora
Jamais haverá prosperidade
Porque houve
Fim.
Presto atenção no que é bom , e assim meus dias vão.
Atento-me nas manhãs á
Presentear meus próximos, a
Cheirar as rosas , a
Não deixar-me perder ....
Atento-me nas noites á
Chorar com meus próximos, a
Deitar-me com consciência, do
Que vem e convém e a
Deixar que meu eu interno se
Atente no que viveu
Pelas manhãs, com as rosas
Pelas tardes , com o banho e
Pela então noite
Com a dança das minhas
Desconformidades, desarranjos e
Acertos
Aos meus internos acervos
Atento-me nas madrugas á
Dormir; pois
As rosas , o banho e a dança
Me tiram o sono.
Sem união alguma .
Somos longes de sermos
Íntimos
Perdidos , caídos e
Roubados
Somos longes de nós mesmos
Da gente
Da unificação
Somos
Longes
Distantes e confusos
Somos longe de
Concertos
Novos , praticantes
Dolorosos
Somos longe de sermos
Perto
A idéia de você
Infelizmente me agarro nas mais
Rasas e fúnebres memórias
Nesses momentos de dor e esperança
Pousando meu rosto de leve em
Minhas inclinações mais profundas ao esquecimento
De quem fui ,do por que de quem tive que ser
As vontades de seus abraços, chamegos e carinhos
Ainda adoçam meus lábios, em conjunto com a pior das piores
Lembranças
Seu beijo
Seu terrível e maravilhoso beijo
Infelizmente me agarro nas mais
Rasas e fúnebres memórias
-Justo neste momento em que a própria realidade parece destoar do real
Fazendo sentido somente te abraçar, te amar
Novamente
Porém
Novamente, tenho me agarrado a ideias
Rasas e fúnebres.