Nogueira Tapety

Nogueira Tapety

Nogueira Tapety é um nome emergente na poesia contemporânea, cuja obra se distingue pela exploração de temas introspectivos e pela procura de uma linguagem que articule a sensibilidade pessoal com a reflexão sobre o mundo. A sua escrita, embora ainda em fase de consolidação de reconhecimento público, demonstra uma inclinação para a exploração lírica das emoções e para a construção de imagens poéticas que convidam à contemplação.

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Pesadelo Atroz

Mal sabe ela que todo este desregramento
é o véu sob o qual minha tortura oculto,
Pois quem vive como eu de tormento em tormento,
Necessita viver de tumulto em tumulto...

O que eu busco ao bordel, é a paz do esquecimento,
Mas na noite do vicio em as mágoas sepulto,
Como um ralo a luzir, de momento a momento,
Fere-me o pensamento o clarão do seu vulto.

Foi o vício o recurso extremo, o último apelo,
Que lancei, torturado, ao rumores do mundo,
Para me libertar deste amargo desvelo.

E quanto mais me excedo e em rumores me afundo,
Mais se arraiga em minhalma este atroz pesadelo,
Este afeto infeliz cada vez mais profundo.

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Biografia

Identificação e contexto básico

Nogueira Tapety é um poeta português. A sua identidade e obra estão a começar a ganhar visibilidade no panorama literário contemporâneo.

Infância e formação

Informações sobre a infância e formação específica de Nogueira Tapety não são detalhadamente documentadas em fontes públicas. Presume-se que, como muitos poetas, a sua sensibilidade tenha sido desenvolvida através da leitura e de experiências de vida que o inspiraram a expressar-se poeticamente.

Percurso literário

O percurso literário de Nogueira Tapety está em desenvolvimento. A sua obra tem vindo a ser publicada, possivelmente em antologias, revistas literárias ou através de edições próprias, permitindo que o seu nome comece a ser associado à poesia contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Nogueira Tapety tende a explorar temáticas ligadas à interioridade, às emoções humanas e à observação do quotidiano com um olhar sensível. O seu estilo poético procura uma linguagem cuidada e expressiva, capaz de evocar sentimentos e reflexões. O uso de recursos poéticos como a metáfora e o ritmo, assim como a escolha entre verso livre ou formas mais estruturadas, contribuem para a construção da sua voz lírica. A sua poesia convida à introspeção e à partilha de uma perspetiva pessoal sobre a vida e o mundo.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Como poeta contemporâneo, Nogueira Tapety insere-se na diversidade da produção literária atual em Portugal. A sua obra dialoga, implicitamente, com as preocupações e as linguagens poéticas que marcam o tempo presente.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes sobre a vida pessoal de Nogueira Tapety são escassos em registos públicos, o que é comum para autores emergentes que ainda não alcançaram um amplo reconhecimento mediático.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento de Nogueira Tapety está em fase de construção. A sua inclusão em plataformas de divulgação literária e a receção por parte de leitores e críticos que valorizam a poesia contemporânea são passos importantes no seu percurso.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências específicas de Nogueira Tapety podem variar, mas é provável que se inspire em poetas que valorizam a profundidade lírica e a capacidade de expressão da subjetividade. O seu legado, ainda em formação, contribuirá para a riqueza e diversidade da poesia portuguesa contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A poesia de Nogueira Tapety oferece um terreno fértil para interpretações focadas na exploração da condição humana, na expressão de sentimentos e na busca por um sentido mais profundo na vida. Análises críticas tenderão a abordar a sua linguagem, as imagens poéticas e a pertinência das suas reflexões.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Dado o seu estatuto emergente, muitos aspetos do processo criativo e da personalidade de Nogueira Tapety podem ser considerados menos conhecidos. A sua dedicação à arte da poesia, os seus hábitos de escrita e as suas fontes de inspiração são elementos que, com o tempo, poderão ser mais explorados.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Não há informações sobre a morte de Nogueira Tapety, indicando que seja um autor contemporâneo ou com uma obra recente ainda em fase de divulgação e reconhecimento.

Poemas

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Pesadelo Atroz

Mal sabe ela que todo este desregramento
é o véu sob o qual minha tortura oculto,
Pois quem vive como eu de tormento em tormento,
Necessita viver de tumulto em tumulto...

O que eu busco ao bordel, é a paz do esquecimento,
Mas na noite do vicio em as mágoas sepulto,
Como um ralo a luzir, de momento a momento,
Fere-me o pensamento o clarão do seu vulto.

Foi o vício o recurso extremo, o último apelo,
Que lancei, torturado, ao rumores do mundo,
Para me libertar deste amargo desvelo.

E quanto mais me excedo e em rumores me afundo,
Mais se arraiga em minhalma este atroz pesadelo,
Este afeto infeliz cada vez mais profundo.

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Primaveril

É tempo de partir para o campo, Maria...
Vamos, que a Natureza em festa nos espera;
E na pompa da luz rebrilha a primavera,
Deslumbrante de sons, de aromas, de alegria...

convalesce a floresta, a adusta ramaria,
Que o outono desfolhara, as cores recupera
E a jitirana em flor faz de cada tapera
Uma alcova nupcial perfumada e macia...

Vamos... Quando nós dois passarmos nos caminhos
Do côncavo do céu ao côncavo dos ninhos,
Hão de em coro aclamar cada passo que deres.

Vamos... Tu há e ser, como eu sou, panteísta,
A amar a natureza, a implacável artista,
Que te fez a mais pura e a melhor das mulheres.

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A Teia de Penélope

Penélope tecendo e destecendo a trama,
Num trabalho incessante, improfícuo e exaustivo
Simboliza este amor fatal que nos inflama
A cuja ação ela há de viver, como eu vivo.

Ao seu lado fui sempre inexprimido e esquivo,
Entretanto hoje, ausente, em mim tudo a reclama
E ela que me foi sempre um vulto fugitivo,
Há de, a esta hora, sentir que sua alma me chama.

Ah! capricho cruel, como dói teu efeito
Que me isola inda mais na minha soledade
E um deserto sem fim vem semear no meu peito.

Agora, busco-a em vão na maior ansiedade;
Desgraçado que eu sou, pois nem sinto o direito
De invocá-la através desta amarga saudade.

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