Lista de Poemas
Poemas publicados
Alforria
Vagarosamente,
Subo a serra...
No banco da praça,
Observo as folhas...
Encostando na parede,
Escuto os tijolos sussurarem...
No a…
Mendigo
Leio uns versos quaisquer
Bonitos
Bem consturidos
Mas comuns.
Li ele em uma ruela da vida
E vi como deveria ver:
Apenas uma pedra dentre demais.
Trincheiras
No meio da aula, seus olhos concentraram-se em seu rosto: seu cabelo pintado de vinho com uma tinta completamente vagabunda, sua pele flácida e pálica, de rosto curto e mandíbul…
Red Fuji
Toda aquela tinta ordenada entre molduras
Linhas retas e curvas
Azul ministrado com calma, falhando para branco quando necessário
Pequenos círculos a imitarem g…
FILHOS DA LUA [Manoel Serrão]
Filhos da lua.
Só há noites sem fim.
Lençóis d'areias!
POETRIX: É constituído com no máximo 30 (trinta) sílabas métricas…
MADAME MIM [Manoel Serrão]
Ó foi pó de Madame Mim. Abracadabra!
A paixão é mágica!
EXISTIR
Segundo por segundo, Escuto calado, pelas minhas entranhas, O ritmo célere das horas tortas E sinto a vitalidade invadir meu corpo, Outrora morto, E a vida fica c…
SÓ TUPI! [Manoel Serrão]
Nem mugir.
Nem turgir.
Ao Deus Tupã?
Sol-to Tupi!
Homem
Se eu fosse um homem
Eu poderia sonhar e ser sonhado
Chorar e ser chorado
Até o fim dos meus dias
à dias do fim.
Se eu fosse um homem
Das …
SOBRENOME [Manoel Serrão]
Por que inda vós queixeis?
Se lhe deu o Sol um nome,
E um sobrenome todo Poesia?
Musa
Essa minha mensagem é para você
Minha formosa musa
A enterna indigente da galáxia
Enterrada no fundo do cosmo
Com os vermes do acaso
Dilascerando seu …
VOYEUR [Manoel Serrão]
Do quintal à copa,
Uma só porta.
Flerta o voyeur !
POETRIX: É constituído com no máximo 30 (trinta) sílabas métricas distribuí…
The Bullet
Escuto a bala evacuando da pistola
O vento é perfurado com raiva
O cartucho jogado para trás
Sinto a bala me perfurar
Beliscar minhas têmporas e entrar.<…
AZUL [Manoel Serrão]
Como o céu que já choveu:
O olhar do meu amor,
Fora azul que nem o seu.
Breve
A vida
A rotina
Tudo ao redor
Tudo é uma piscina seca
Que aprendemos a nadar sem água
Minhas Letras Estão Mortas
Minhas letras estão mortas
e todos os meus demônios estão vivos
Me sinto sem eu mesmo
E sem minhas palavras para declamar
E sem letras,sem eu
Sem o m…
MERCADO PRAIA GRANDE SÃO LUÍS MARANHÃO [Manoel Serrão]
Por entre escarras vazas que baforam das bocas ofídicas dos canos;
Por entre chaminés, fuligem e prédios que se espalham pelo perímetro urbano;
EPÍTOME [SerrãoManoel]
Uns
para a epístola.
Outros
para o epitáfio.
Mas no fim
todos com a epítome:
Saudosas lembranças!
GRAVIDADE [Manoel Serrão]
Bela! Bela!
Bela anca.
Bela bunda.
Bela dança rabo-de-saia!
A
g
r
a
v
i
BORDEREAU [Manoel Serrão]
Dívida portable.
Dívida quérable.
E para o desamor sem fleu?
Um bordereau de amor!
Maresia
Sempre procuro outros sonhos
Que não sejam amor:
Viajando na beirada das estrelas
Deslisando os dedos nos anéis de Saturno
Dormindo com nebulosas, estas cho…
DUVIDA
Talvez a vida esteja destinada a me surpreender de diversas maneiras, sempre me proporcionando momentos difíceis e dolorosos. Não sei qual seu plano para mim, mais tem sido extr…
Minhoca
O verde das plantas são o seu céu
Os galhos, os prédios que o rasgam
Mas entre os dois
Um brilho incomum...
Ela vai no caminho da luz
E em sua bar…
Título
O dia em que o poeta se tornará o poema
E o seus versos, o título
Nesse dia não dormirei feliz.