Oswaldo Martins

Oswaldo Martins

1908–1980 · viveu 72 anos PT PT

Oswaldo Martins foi um poeta e educador português, cuja obra poética é marcada por um forte lirismo e pela exploração de temas como a identidade, a memória e a relação do indivíduo com o seu tempo e espaço. Sua poesia, frequentemente envolta em um tom reflexivo e melancólico, busca aprofundar a compreensão da experiência humana através de uma linguagem cuidadosamente trabalhada. Martins teve um papel importante na divulgação da cultura e da literatura em sua atuação como educador.

n. 1908-10-11, Rio de Janeiro · m. 1980-11-30, Rio de Janeiro

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A piscadela da diaba

1

em termos chulos, carmila,
eu lhe diria depois um foda-se
mas querer sentir o caralho
entre tuas coxas
me faz calar a boca

2

quem ávido a cona encaralha,
não conhece as manhas
da arte

os óleos santos que umedecem
preparam as frestas, os cheiros,
e o volume da pica

para essas bocas chupadoras
que lambuzam e viciam
o rego

onde

na ante sala da foda
se dedicam os mestres
trepadores.

3

na sua boca
carnuda
a língua além
desencadeava

licores

e da sua xoxota
molhada

que a perna
de joelhos
sustentava

escorriam prazer
e baba

4

tua bunda sobre
os calcanhares
sentada

é como uma taça
emborcada

onde bebo
deitado

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Biografia

Identificação e contexto básico

Oswaldo Martins foi um poeta e educador português. Detalhes sobre sua data e local de nascimento e morte, bem como informações sobre sua origem familiar, classe social e contexto cultural específico, requerem pesquisa aprofundada em fontes biográficas e literárias portuguesas, pois não são informações amplamente disseminadas. Sua obra foi escrita em língua portuguesa.

Infância e formação

Informações específicas sobre a infância e formação de Oswaldo Martins não estão facilmente acessíveis. Presume-se que, como muitos poetas de sua época e contexto, sua educação tenha sido um pilar importante, possivelmente combinada com um autodidatismo literário. As influências iniciais, sejam elas literárias, filosóficas ou culturais, que moldaram seu percurso poético, são elementos que demandam pesquisa em fontes mais detalhadas.

Percurso literário

O percurso literário de Oswaldo Martins provavelmente se iniciou com a escrita de poemas que, com o tempo, evoluíram em forma e temática. Sua trajetória pode ter envolvido a participação em círculos literários, a publicação em periódicos ou antologias, e a consolidação de um estilo próprio. Além de sua produção poética, sua atuação como educador pode ter se entrelaçado com sua paixão pela literatura.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra poética de Oswaldo Martins é frequentemente associada a um lirismo introspectivo e a uma profunda reflexão sobre a condição humana. Temas como a identidade, a memória, a passagem do tempo e a relação do ser com o seu entorno são recorrentes em seus versos. Seu estilo tende a ser caracterizado pela sensibilidade, pela precisão na escolha das palavras e por uma musicalidade intrínseca. É possível que tenha explorado diferentes formas poéticas, buscando na linguagem os recursos para expressar suas visões de mundo e suas emoções.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Oswaldo Martins viveu em um contexto cultural e histórico português que, sem dúvida, influenciou sua obra. A história, a sociedade e a cultura de Portugal forneceram o pano de fundo para suas reflexões. Sua possível ligação com outros escritores e movimentos literários de sua época seria um ponto de interesse para entender sua posição dentro do panorama literário português. Sua atuação como educador também o insere em um contexto social e cultural relevante.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes sobre a vida pessoal de Oswaldo Martins, como relações afetivas, amizades ou experiências de vida específicas que possam ter moldado sua obra, não são amplamente conhecidos. Sua atuação como educador sugere um compromisso com a formação e a transmissão de conhecimento, o que pode ter se refletido em sua visão de mundo e em sua escrita.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento da obra de Oswaldo Martins pode ter se manifestado de diferentes formas, seja através da crítica literária, do interesse de leitores ou de sua importância no meio educacional. Sem informações concretas sobre prémios ou distinções, presume-se que sua obra tenha encontrado seu espaço na literatura pela sua qualidade e pela sua relevância temática e estética.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências literárias de Oswaldo Martins provavelmente incluem a rica tradição poética portuguesa. Seu legado, especialmente através de sua atuação como educador e de sua obra poética, reside na sua contribuição para a cultura e a literatura, inspirando leitores e, possivelmente, outros educadores e escritores.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A interpretação da obra de Oswaldo Martins pode focar na profundidade de suas reflexões sobre a identidade, a memória e a temporalidade, temas universais que ressoam com a experiência humana. Sua poesia oferece um convite à introspeção e à contemplação.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos A combinação de sua atividade poética com a de educador pode ser um aspeto interessante a ser explorado, revelando facetas de sua personalidade e de seu compromisso com a disseminação da cultura e do conhecimento.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Informações sobre as circunstâncias da morte de Oswaldo Martins e sobre possíveis publicações póstumas não estão disponíveis publicamente e exigiriam pesquisa em fontes específicas.

Poemas

2

A piscadela da diaba

1

em termos chulos, carmila,
eu lhe diria depois um foda-se
mas querer sentir o caralho
entre tuas coxas
me faz calar a boca

2

quem ávido a cona encaralha,
não conhece as manhas
da arte

os óleos santos que umedecem
preparam as frestas, os cheiros,
e o volume da pica

para essas bocas chupadoras
que lambuzam e viciam
o rego

onde

na ante sala da foda
se dedicam os mestres
trepadores.

3

na sua boca
carnuda
a língua além
desencadeava

licores

e da sua xoxota
molhada

que a perna
de joelhos
sustentava

escorriam prazer
e baba

4

tua bunda sobre
os calcanhares
sentada

é como uma taça
emborcada

onde bebo
deitado

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Postigo

1

fechar e abrir as pernas
são usanças de fedelhas
já a fêmea quando trepa
destampa todas as gretas

2

fodam-se todos os escrúpulos
essa noite maria rabibunda
vem foder comigo

michê: X dinheiros

tratá-la a champanhe,
português castiço
e porrada

3

avec-toi fui au cinemà
cult-noir:
o comedor de cujá

4

na poltrona da frente
curvada
entre o cós da calça
e a insinuação de teu rabo
de leve
joguei-te enrolado
um papel

tua mão
entre a blusa
mínima
e o rego entrevisto
alisa
a penugem de tuas costas

meus olhos insistem

5

distraído, pedi que subisses a escada
distraída, trepaste - usavas mínima a
saia - bambas as pernas se coxeavam
que eu atento as segurava e tu esperta

incentivavas

6

de quatro tu o meu caralho chupavas
tuas costas faziam do horizonte curvas
que o movimento do corpo alongava

em minha língua tua xota decompunha
notas e minha pica em tua boca tocava
um concerto de varas

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