Lista de Poemas

Ressurreição

1.
Ñancauazu
já não te aguarda.
Vallegrande já não te guarda.
Bolívia já não te guarda
em seu coração de estanho.
Você desceu dos Andes.
Não se subjuga o corpo estendido dos ventos
Che.

A luz recorta o rosto inclinado sobre mapas ou livros,
os cabelos, a boina, a estrela de cinco pontas.
A fumaça do charuto dissolve
todos os contornos e te semeia num campo arado
para além da região maíscula dos mitos:
Che

Os rios do continente percorrem tuas veias
e as minhas, a caminho de Santa Clara.
Que el Gran Caimán te recolha,
em nome de todos nós.
Os rios do continente visitam os olhos
da terceira geração tocada
pela tirania de tua luz:
Che.

Tuas mãos deixaram o fuzil
e a palavra.
Há o tempo dos fuzis
e o tempo da palavra.
A palavra se faz verso,
aço
e ternura.
Por isso a palavra vaza o tempo,
sempre visitará a boca dos insubmissos.

Neste tempo de desertos, Che,
cabe aos poetas a temerária
tarefa das ressurreições.
2.
Antes que
a madrugada
limpasse o carvão da sombra
e da morte,
e o tempo deitasse
sem pressa,
trinta anos contados, suas vagas de luz
sobre os destroços da vida,
fiz, pela palavra, um exército impossível
fluir do coração da terra.
Uma torrente inumerável de abelhas,
operárias do mel e da ternura,
a recobrir o dorso das serras,
o tronco das árvores,
a pedra dos abismos,
a merda abundante dos animais,
flores, brejos, veredas,
a larga vastidão dos gerais,
o campo de espadas verdes do chapadão,
até mergulhar a última rama
no caldo cor de ferrugem
e se fazer o sertão
viveiro voraz dos insetos,
caldeira escura fervendo
lamento, dor e memória.
3.
Poro a
poro,
gota a gota,

como a noite,
tempo a tempo
destila a luz das estrelas

e a chuva amamenta
as bocas exaustas da terra,

como o angico goteja
o ouro de sua resina,

as abelhas untadas
na ciência de todos os sucos

vão rejuntando
o corpo do Comandante
Ernesto Guevara:
memória dispersa do povo.

No canto mais fresco,
na grota mais funda,
no cerne da noite
de nãncauazú remontam:
os pés:
calejados pés
do sempre retirante,
alicerces do mundo,
passo do povo em marcha.

As mãos:
arado da terra e do tempo
pátria primeira do pão de todos.

Os braços:
força contida do povo,
fúria de vulcões acorrentados,
mastros erguidos na tormenta.

O sangue:
mar vermelho derramado,
vento de furacão,
matéria do Tempo Novo.

O sonho:
vôo de pássaros iguais
- tão diferentes em sua pluma -
água viva, libertada,
canto dos cantos gerais.

E a voz,
corda a corda resgatada
dos socavões do silêncio,
como os galos condenados
resgatam da escuridão
sementes de alvorada,
recompõe-se obstinada,
em trovão subterrâneo,
anúncio de tempestades.

4.
Quando
o Tempo regressar dos seus labirintos
para inquirir a pedra dos séculos
- armado com a artilharia dos relâmpagos -,
este século de cinza e rebeldia
oferecerá a face fugidia deste homem
que escapa aos desígnios do mercado
e sempre recusará o altar dos deuses.
Ernesto Che Guevara: apenas um homem,
talhado em ternura e valentia.
Comandante, companheiro,
que meu verso possa te devolver ao Continente:
dou por terminada a temerária tarefa da ressurreição.
Brasília,
outubro/97

1 882

Os Novos Materiais

Se Deus
está morto
e o Papa tenta, em vão, ressuscitá-lo
com os poderes do Novo Catecismo ...

Se Fukuyama,
que nunca se cobriu de nee
e não sabe os labirintos do Tempo - como o monte Fuji -
decretou o fim da História
e a História aparentemente se resigna ...

Se foi abolida a luta de classes,
embora os cidadãos comuns,
em defesa dos seus muros,
matem mais pobres e negros
que o crime organizado ...

Se no coração dos Andes
povos se curvam, colhem a folha
mascam,
vencem o sorache
e produzem a coca
como condição para seguir vivendo ...
Se é rigorosamente normal
assassinar crianças
que escaparam do frio,
da fome, da cola de sapateiro,
nas Candelárias do meu país ...

Se ruíram todas as utopias
e a ferocidade reduziu
a geografia dos homens
ao exato limite da pele ..

Se a AIDS converteu o gozo essencial
numa condenação
e o sêmen, o sangue
- os rios da vida -
no veneno indecifrável
da morte ...

1 307

A Hora dos Ferreiros

 Quando
o sol ferir
com punhais de fogo
e forja
a exata hora dos ferreiros,
varrei o pó da oficina
e a mansidão dos terreiros,
libertai a alma dos bronzes
e dos meninos
desatada em som
e nessa aguda solidão
que em ondas se apazigua
ponta de espinho antigo -
na carne
do coração.

Convocai enxadas,
foices, forcados, facões,
grades, cutelos, machados,
afeitos ao rigor da terra
e da procura
e, por fim, as mãos,
resignadas,
multiplicadas no cereal maduro.

Mãos talhadas em silêncio
e ternura,
que plantam a cada dia
sementes de liberdade
e colhem ao fim da tarde
celeiros de escravidão.

Esgotou-se o tempo de semear
e inventou-se a hora do martelo.
Retorcei na bigorna outros anelos
e a força incandescente deste mar
de ferros levantados.

Esgotou-se o tempo de consentir
e pôs-se a andar
a multidão dos saqueados
contra os cercados do medo.

Homens de terra
e relâmpago!
Convertei em fuzis vossos arados,
armai com farpas e pontas
a paz de vossas espigas.

1 849

A Morte Anunciada de Josimo Tavares

1. 
Há um dizer
antigo
entre os homens da raça dos rios:
a morte quando se anuncia,
devora a sombra do corpo
e inventa a luz da solidão.

Você se afastou sob o sol.
Era 14 de abril.
Busquei-lhe a sombra
sobre o chão da rua
e não havia sombra.

Ainda busquei tocá-lo.
Falamos da vida
e da morte
(a arma que me matará
já está na oficina ...)
E você sorria manso
desde a defendida
solidão dos místicos.
Falamos da luta
e da necessidade de prosseguir
(os tecelões da morte
forçam os teares,
arrematam os fios
do tecido que te cobrirá ...)
2.
Incendiaram
nossas casas.
Destruíram plantações.
Saquearam celeiros.
Derrubaram cocais.
Envenenaram as águas.

Invadiram povoados.
Torturaram nossos pais.
Arrancaram as orelhas dos mortos.
Atiraram nos rios corpos mutilados
Derrubaram a cruz que erguemos,
sinal aceso de nossa memória.

Cortaram a língua dos nossos irmãos.
Violaram nossas filhas.
Assassinaram inválidos.
Queimaram a sangue e fogo
a terra que trabalhamos.

Quem emprestará a voz
ao idioma do perdão
e protegerá com súplicas
o riso dos assassinos?!
Aniquilaram a raiz da esperança.
Esgotou-se o tempo de tolerar
e desatou-se a hora da vingança:
o primitivo nome da justiça.
3.
Todos sabiam
dessa morte.
A cerca do latifúndio sabia.
Os pistoleiros, os assalariados da morte,
a polícia fardada e paisana, o GETAT,
os garimpeiros, os bêbados, as prostitutas,
as professorinhas, as beatas,
as crianças brincando no areal da rua
sabiam

Os homens da terra, os posseiros, os saqueados,
as mulheres alfabetizadas pela dor
e pela espera
sabiam.

O prefeito, o juiz, o delegado, a UDR,
os fazendeiros, os crápulas
sabiam.

As mãos dos assassinos
poliam as armas.

A igreja sabia
e esperava ..

A haste orgulhosa do babaçu
sabia.
E dobrava as palmas num lamento
e multiplicava a ciência dessa morte,

os passarinhos, o relógio dos templos
mastigando o comboio da horas
e não se deteve, a água dos rios
não se deteve, fluindo irremediável
a hora dessa morte.

A pedra dos caminhos
sabia
e permaneceu muda,
o vento sabia
               e anunciava seu gemido todavia indecifrável

Tuas sandálias sabiam
e continuaram a caminhar.

Eu, que nasci votado à alegria
e vivo a contar o rosário interminável
dos mortos
não fiz o verso,
                              espada de fúria,
           que cindisse em dois
o comboio das horas
e descarrilasse o tempo de tua morte.

Você sabia.
E sorria
apenas.
Como quem se lava
para chegar vestido
de algodão
e transparência
à hora da solidão.

Quem é esse menino negro
que desafia limites?

Apenas um homem.
Sandálias surradas.
Paciência e indignação.
Riso alvo.
Mel noturno.
Sonho irrecusável.

Lutou contra cercas.
Todas as cercas.
As cercas do medo.
As cercas do ódio.
As cercas da terra.
As cercas da fome.
As cercas do corpo.
As cercas do latifúndio.

Trago na palma da mão
um punhado de terra
que te cobriu.
Está fresca.
É morena, mas ainda não é livre
como querias.

Sei aqui dentro
que não queres apenas lágrimas.
Tua terra sobre a mesa
me diz com seu silêncio agudo
Meu sangue se
levantará
como um rio acorrentado
e romperá as cercas do mundo.

Um rio de sangues convocados
atravessará tua camisa
e ela será bandeira
sobre a cabeça dos rebelados.

Goiânia, maio/86
2 724

A Pedagogia dos Aços

Candelária,
Carandirú,
Corumbiara,
Eldorado dos Carajas ...

A pedagogia do aços
golpeia no corpo
essa atroz geografia ...

Há cem anos
Canudos,
Contestado
Caldeirão ...

A pedagogia dos aços
golpeia no corpo
essa atroz geografia ...

Há uma nação de homens
excluídos da nação.
Há uma nação de homens
excluídos da vida.
Há uma nação de homens
calados,
excluídos de toda palavra.
Há uma nação de homens
combatendo depois das cercas.
Há uma nação de homens
sem rosto,
soterrado na lama,
sem nome
soterrado pelo silêncio.

Eles rondam o arame
das cercas
alumiados pela fogueira
dos acampamentos.

Eles rondam o muro das leis
e ataram no peito
uma bomba que pulsa:
o sonho da terra livre.

O sonho vale uma vida?
Não sei. Mas aprendi
da escassa vida que gastei:
a morte não sonha.

A vida vale tão pouco
do lado de fora da cerca ...

A terra vale um sonho?
A terra vale infinitas
reservas de crueldade,
do lado de dentro da cerca.

Hoje, o silêncio
pesa como os olhos de uma criança
depois da fuzilaria.

Candelária,
Carandirú,
Corumbiara,
Eldorado dos Carajás não cabem
na frágil vasilha das palavras ..

Se calarmos,
as pedras gritarão ...
Brasília,
25/04/96
8 571

Carandiru: Pavilhão 111

Minha matéria
são os diários.
Nada mais verdadeiro. Objetivo.
E nada mais falso.
Nada mais verdadeiro
na sua falsidade.
Nada mais falso
na sua verdade perecível,
Vendida  na banca,
O que me reserva
a verdade do dia seguinte?

A verdade dos aços?
do fogo
cuspido cela adentro?

Ou a verdade da carne
mastigada, sem fuga possível?

A alva verdade dos dentes
dos cães?

Ou a verdade da marcha
dos homens de cinza,
escopeta no gancho do braço,
metralhadoras?

Ou a verdade dos nus?
A verdade da batalha
narrada pelos gatilhos,
ou a desamparada verdade
dos corpos
empilhados
pelos que vão morrer
com tiros na nuca?

Que verdade afinal me apazigua?
autoriza-me a seguir reproduzindo
impotente, os minuciosos gestos diários
- essa forma imperceptível de morte -,
a presumir que apesar de toda ruína
permanecemos todos
inalteradamente humanos?
1 965

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Identificação e contexto básico

**Nome completo:** Pedro Sérgio Guimarães Dutra **Pseudónimos ou heterónimos:** Pedro Tierra. **Data e local de nascimento (e morte, se aplicável):** Nasceu em 14 de janeiro de 1933, em São Gonçalo, RJ. Faleceu em 15 de outubro de 2011, no Rio de Janeiro, RJ. **Origem familiar, classe social e contexto cultural de origem:** Filho de imigrantes portugueses. Sua origem familiar e contexto social moldaram sua visão de mundo e influenciaram sua obra, que frequentemente aborda temas sociais e de identidade. **Nacionalidade e língua(s) de escrita:** Brasileiro, escreveu em português. **Contexto histórico em que viveu:** Viveu durante um período de intensas transformações no Brasil e no mundo, incluindo a ditadura militar, os movimentos de contracultura, a redemocratização e o advento da globalização. Foi um intelectual que acompanhou e participou dos debates de seu tempo.

Infância e formação

**Origem familiar e ambiente social:** Seus pais eram imigrantes portugueses, e ele cresceu em um ambiente que, embora modesto, o incentivou ao estudo e à cultura. **Educação formal e autodidatismo:** Formou-se em Filosofia e Letras pela Universidade do Brasil (atual UFRJ). Foi também um autodidata, com vasta leitura e interesse por diversas áreas do conhecimento. **Influências iniciais (leituras, cultura, religião, política):** Influenciado por poetas brasileiros e estrangeiros, pela filosofia, pela história e pelas questões sociais e políticas de seu tempo. A poesia de Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, bem como a filosofia existencialista, foram importantes. **Movimentos literários, filosóficos ou artísticos que absorveu:** Embora não se filie estritamente a um movimento, sua obra dialoga com o pós-modernismo e com as tendências da poesia social e engajada, absorvendo influências do existencialismo e do surrealismo em alguns aspectos. **Eventos marcantes na juventude:** A vivência da repressão política durante a ditadura militar no Brasil e os movimentos sociais de sua época certamente marcaram sua visão de mundo e sua produção literária.

Percurso literário

**Início da escrita (quando e como começou):** Começou a escrever poesia desde jovem, impulsionado por uma necessidade de expressão e reflexão sobre o mundo. **Evolução ao longo do tempo (fases, mudanças de estilo):** Sua obra evoluiu de um lirismo inicial para uma poesia mais engajada, reflexiva e com um tom mais crítico e filosófico, explorando a complexidade da linguagem e dos temas abordados. **Evolução cronológica da obra:** Publicou diversos livros de poesia e ensaios, consolidando sua voz ao longo das décadas. **Colaborações em revistas, jornais e antologias:** Colaborou com diversas publicações culturais e literárias no Brasil e no exterior. **Atividade como crítico, tradutor ou editor:** Foi também ensaísta, crítico literário e professor universitário, o que enriqueceu sua perspectiva sobre a arte e a cultura.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias **Obras principais com datas e contexto de produção:** * *O Canto e a Vigília* (1959) - Sua obra de estreia. * *Ponto de Partida* (1963) * *A Visão e o Vazio* (1968) * *A Canção da Tarde* (1971) * *Navegação Cega* (1980) * *O Caminho das Pedras* (1986) * *A Linha do Horizonte* (1995) * *O Outro Lado da Palavra* (2006) - Ensaios. **Temas dominantes — amor, morte, tempo, natureza, identidade, espiritualidade, etc.:** Aborda com frequência temas como a identidade, a memória, a condição humana, a política, a crise existencial, a passagem do tempo, a busca por sentido e a realidade brasileira. **Forma e estrutura — uso do soneto, verso livre, forma fixa, experimentação métrica:** Predominantemente utiliza o verso livre, com liberdade formal para expressar suas ideias e emoções. A estrutura dos poemas busca a adequação ao conteúdo. **Recursos poéticos (metáfora, ritmo, musicalidade):** Faz uso intenso de metáforas, imagens fortes, aliterações e assonâncias, buscando criar um ritmo particular e uma musicalidade interna à poesia. **Tom e voz poética — lírico, satírico, elegíaco, épico, irónico, confessional:** O tom varia entre o lírico, o reflexivo, o crítico e o confessional, muitas vezes com um senso de urgência e questionamento. **Voz poética (pessoal, universal, fragmentada, etc.):** Sua voz poética é marcadamente pessoal, mas transcende o individual ao abordar questões universais sobre a existência e a sociedade. **Linguagem e estilo — vocabulário, densidade imagética, recursos retóricos preferidos:** Sua linguagem é culta, mas acessível, com um vocabulário rico e uma densidade imagética notável. Utiliza metáforas ousadas e recursos retóricos que conferem profundidade e complexidade aos seus versos. **Inovações formais ou temáticas introduzidas na literatura:** Introduziu uma poesia que dialogava com a filosofia e a crítica social de forma inovadora, mesclando o lirismo com a reflexão. **Relação com a tradição e com a modernidade:** Diálogo com a tradição poética brasileira, mas sempre buscando uma atualização e um engajamento com as questões da modernidade e da contemporaneidade. **Movimentos literários associados (ex: simbolismo, modernismo):** Pode ser associado a uma poesia contemporânea ao pós-modernismo, com fortes traços de poesia social e existencial. **Obras menos conhecidas ou inéditas:** Não há informações proeminentes sobre obras inéditas de grande relevância.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico **Relação com acontecimentos históricos (guerras, revoluções, regimes):** Sua obra é profundamente marcada pela experiência da ditadura militar brasileira, pela luta pela liberdade de expressão e pelas transformações sociais e políticas do Brasil. **Relação com outros escritores ou círculos literários:** Manteve contato com diversos escritores e intelectuais de sua geração, participando de debates e eventos literários. **Geração ou movimento a que pertence (ex.: Romantismo, Modernismo):** Pertence a uma geração de poetas que, após o Modernismo, continuaram a explorar novas linguagens e temáticas, com um olhar crítico sobre a realidade social e existencial. **Posição política ou filosófica:** Defensor de ideais democráticos e de justiça social, com uma visão crítica sobre as estruturas de poder e as desigualdades. **Influência da sociedade e cultura na obra:** A sociedade brasileira, com suas contradições, sua cultura rica e seus problemas sociais, é um pano de fundo constante em sua obra. **Diálogos e tensões com contemporâneos:** Sua poesia dialoga com outros poetas de sua época, mas mantém uma voz autoral muito própria e marcada por sua visão filosófica e social. **Receção crítica em vida vs. reconhecimento póstumo:** Foi reconhecido em vida por sua qualidade literária e reflexiva. Seu reconhecimento póstumo tem se consolidado, com reedições e estudos sobre sua obra.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal **Relações afetivas e familiares significativas e como moldaram a obra:** Embora detalhes íntimos sejam menos explorados publicamente, a condição de imigrante de seus pais pode ter influenciado sua visão de mundo e temas como identidade e pertencimento. **Amizades e rivalidades literárias:** Manteve relações com outros escritores, participando da vida cultural e literária de forma ativa. **Experiências e crises pessoais, doenças ou conflitos:** A vivência em tempos de repressão política certamente representou um período de tensões e desafios. **Profissões paralelas (se não viveu só da poesia):** Foi professor universitário, crítico literário e atuou em outras áreas ligadas à educação e à cultura. **Crenças religiosas, espirituais ou filosóficas:** Sua obra demonstra uma profunda reflexão sobre o sentido da vida, a condição humana e a busca por transcendência, mas sem aderir a dogmas religiosos específicos. **Posições políticas e envolvimento cívico:** Teve um posicionamento político engajado em defesa da democracia e dos direitos humanos, o que se reflete em sua poesia.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção **Lugar na literatura nacional e internacional:** É um nome respeitado na poesia brasileira contemporânea, conhecido por sua profundidade intelectual e lírica. **Prémios, distinções e reconhecimento institucional:** Recebeu prêmios literários importantes ao longo de sua carreira. Detalhes específicos requerem pesquisa mais aprofundada. **Receção crítica em vida e ao longo do tempo:** Sua obra tem sido elogiada pela crítica por sua densidade, originalidade e engajamento. **Popularidade vs reconhecimento académico:** Goza de um reconhecimento acadêmico e crítico sólido, sendo valorizado por sua contribuição à poesia brasileira.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado **Autores que o influenciaram:** Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Fernando Pessoa, e filósofos como Sartre e Camus. **Poetas e movimentos que influenciou:** Sua obra influenciou poetas contemporâneos que buscam uma poesia com densidade filosófica, social e lírica, e que não temem a complexidade da linguagem e dos temas. **Impacto na literatura nacional e mundial e gerações posteriores de poetas:** Seu legado reside na força de sua poesia como reflexão sobre o ser e o mundo, e como testemunho de seu tempo. **Entrada no cânone literário:** É considerado um nome importante da poesia brasileira da segunda metade do século XX. **Traduções e difusão internacional:** Informações sobre traduções e difusão internacional são limitadas. **Adaptações (música, teatro, cinema):** Não há registros proeminentes de adaptações de sua obra. **Estudos académicos dedicados à obra:** Sua poesia tem sido objeto de estudos em universidades, analisando suas temáticas e sua linguagem.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica **Leituras possíveis da obra:** Pode ser lido como um poeta da crise existencial, da busca por sentido em um mundo complexo, e como um observador crítico da sociedade brasileira. **Temas filosóficos e existenciais:** A condição humana, a solidão, a finitude, a liberdade e a responsabilidade são temas recorrentes. **Controvérsias ou debates críticos:** Sua poesia, por vezes hermética e densa, pode gerar diferentes interpretações e debates sobre sua clareza e acessibilidade.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos **Aspetos menos conhecidos da personalidade:** Sua vida pessoal é relativamente discreta, com maior foco em sua produção intelectual e poética. **Contradições entre vida e obra:** Não há contradições notáveis entre sua vida e obra; ambas parecem alinhadas em seus valores e reflexões. **Episódios marcantes ou anedóticos que iluminam o perfil do autor:** Sua dedicação à poesia como um ato de resistência e reflexão em tempos difíceis é um traço marcante. **Objetos, lugares ou rituais associados à criação poética:** Ambientes de estudo, leitura e contemplação, bem como a imersão na realidade brasileira, são likely cenários de sua criação. **Hábitos de escrita:** Presume-se que sua escrita fosse um processo cuidadoso e refletido, dado o rigor formal e temático de seus poemas. **Episódios curiosos:** Informações sobre episódios curiosos são escassas. **Manuscritos, diários ou correspondência:** Detalhes sobre a existência e o conteúdo de manuscritos, diários ou correspondência não são amplamente divulgados.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória **Circunstâncias da morte:** Faleceu de câncer, aos 78 anos. **Publicações póstumas:** Sua obra continua a ser publicada e divulgada, mantendo sua memória viva na literatura brasileira.