Citações para inspirar e refletir
As pessoas atualmente pensam que os cientistas existem para as instruir, e os poetas, músicos etc., para lhes dar prazer. A ideia de que estes últimos têm alguma coisa para lhes ensinar — isso não lhes ocorre.
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No dia em que os pobres da América Latina tomassem o poder e os ricos tivessem que fazer guerrilha, surgiria uma dúvida em seguida: praia ou serra?
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O nariz talvez seja o órgão mais importante do corpo. O dos animais serve para guiá-los para a comida e alertá-los para o perigo, o do homem serve para evitar que os óculos escorreguem até o queixo. (Cf. Chaminé)
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Certas palavras nos dão a impressão de que voam, ao saírem da boca. “Sílfide”, por exemplo. É dizer “sílfide” e ficar vendo suas evoluções no ar, como as de uma borboleta.
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Quem diz tudo o que quer, ouve o que não gosta.
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Quando as necessidades prementes estão satisfeitas, o homem volta-se para o universal e o mais elevado.
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Quem acompanha com coxo, ao terceiro dia coxeia.
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[O modo de produção capitalista] pressupõe o domínio do homem sobre a natureza. Uma natureza excessivamente pródiga “mantém o homem preso a ela como uma criança sustentada por andadeiras”. Ela não lhe impõe a necessidade de desenvolver-se. A pátria do capital não é o clima tropical com sua vegetação exuberante, mas a zona temperada.
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Mal por mal, antes cadeia que hospital.
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Na verdade só sabemos quão pouco sabemos — com o saber cresce a dúvida.
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[…] a esperança é própria das espécies fracas, como o homem e o gafanhoto; o burro distingue-se pela fortaleza sem par.
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A pizza é uma contravenção culinária — um crime menor, mas um crime. Não tenho posições muito firmes sobre o parlamentarismo ou o futebol sem pontas, mas sobre a pizza, tenho. Sou contra.
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Quem boa cama fizer, nela se há-de deitar.
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Respiremos, amigos; a poesia é um ar eternamente respirável.
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No fundo do seu coração, o homem aspira a reencontrar a condição que tinha antes de possuir consciência. A história é meramente um desvio que ele toma para chegar lá.
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Se a velhice quer dizer cabelos brancos, se a mocidade quer dizer ilusões frescas, não sou moço nem velho. Realizo literalmente a expressão francesa: Un homme entre deux âges . Estou tão longe da infância como da decrepitude; não anseio pelo futuro, mas também não choro pelo passado. Nisto sou exceção dos outros homens que, de ordinário, diz um romancista, passam a primeira metade da vida a desejar a segunda, e a segunda a ter saudades da primeira. […]
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Deixe-me ser o que sou, sem procurar modificar-me.
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O homem, hoje, para ser salvo, só tem necessidade de uma coisa: abrir o coração à alegria.
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O que melhor deveria deleitar o espírito do que a tolice feminina que se esconde atrás de feições inteligentes? Quando a mulher é aquilo que deve parecer, o entendimento masculino esmorece. O prodígio da banalidade profunda mostra-se ao mundo desde os dias de Frineia; o mundo aprecia-o, mas não quer acreditar nele. Visto que os homens intelectualmente superiores da Grécia procuravam a companhia de heteras, as heteras devem ter sido mulheres intelectualmente superiores. Caso contrário, não teríamos respeito pelos gregos antigos. Por isso, os historiadores elevaram o quanto puderam o nível cultural das mulheres atenienses de vida fácil. A educação cristã veria com bons olhos que a histeria que pôs no mundo tivesse força retroativa. Mas terá de descobrir uma maneira de tirar as mênades do jogo e queimar apenas as bruxas em que transformou as mulheres do seu tempo.
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As flores mais doces são as que têm o cheiro mais breve.
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Ficar triste da vida por haver encontrado no seu trabalho um erro que ninguém vê; apenas se tranquilizar depois de encontrar um segundo, pois então a mancha na honra é coberta pelo conhecimento da imperfeição dos esforços humanos: parece-me que é esse talento para a tortura o que distingue a arte do artesanato. Cabeças rasas poderiam tomar esse traço por pedantismo, mas elas não suspeitam de que liberdade nasceu essa coerção e a que facilidade de produção conduzem semelhantes dificuldades infligidas a si próprio. Nada seria mais tolo do que falar de niquice formal onde a forma não é a roupagem do pensamento, mas a sua carne. Essa caçada às últimas possibilidades de expressão conduz até às entranhas da linguagem. É aí que se cria esse entrelaçamento no qual os limites entre o que e como não são mais distinguíveis, e no qual, frequentemente, a expressão antecede o pensamento até ao instante em que ele dá a sua centelha sob a lima. Os diletantes trabalham seguros e vivem satisfeitos. Por causa de uma palavra recusada pela balança de precisão da minha sensibilidade estilística, muitas vezes já detive a máquina de impressão e mandei destruir o que tinha sido impresso. A máquina violenta o espírito em vez de o servir: assim pretende mostrar quem manda. Quando é que acabo, visto que a publicação por fim não pode mais ser impedida e não traz a ansiada cesura da criação? Ah, eu só termino um trabalho quando começo outro; esse é o tempo que dura a minha “correção de autor”. Esse também é o tempo que dura a louvável loucura de acreditar que o leitor notará a ausência de um pensamento que nasceu depois da hora. E comparada a uma escrita que se arrepende de maneira tão sanguinolenta das suas imperfeições, esse leitor considera que a sua faculdade de ler, deturpada pelo jornalismo, é perfeita. Por alguns vinténs, ele comprou um direito à superficialidade: será que ficaria satisfeito se tivesse de se lançar ao trabalho? Talvez as coisas estivessem melhores se os escritores alemães aplicassem aos seus manuscritos a décima parte do cuidado que dedico aos meus textos depois de impressos. Um amigo que me socorre com frequência fazendo as vezes de parteira, ficou admirado com a facilidade dos meus partos e a dificuldade do meu puerpério. Para os outros as coisas vão bem. Eles trabalham à escrivaninha e divertem-se na sociedade. Eu divirto-me à escrivaninha e trabalho na sociedade. Por isso evito a sociedade. No máximo, eu poderia perguntar às pessoas se esta ou aquela palavra lhes agrada mais. E isso elas não sabem.
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O reconhecimento envelhece depressa.
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É com razão que sempre se afirma nas reflexões sobre cultura e guerra que os utilitários são os outros. Essa concepção provém do idealismo alemão, que também transfigurou os géneros alimentícios e os laxantes.
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Se não sabes, aprende; se já sabes, ensina.
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O filósofo, como o entendo, é um explosivo terrível na presença do qual tudo está em perigo.
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Quem tem telhados de vidro, não deve atirar pedras ao do vizinho.
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Quem se modera, raramente se perde.
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Torne o resto da sua vida o mais significativo possível. Consiste apenas em agir tendo os outros em consideração. Assim, encontrará paz e felicidade para si mesmo.
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A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro.
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Esperança que tarda deixa doente o coração; desejo que se realiza é arvore de vida.
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Uma mão lava a outra e as duas lavam a cara.
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O castigo foi feito para melhorar aquele que o aplica.
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Setembro, ou seca as fontes ou leva as pontes.
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Se queres ver o teu corpo, abre o teu porco.
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Quero realmente mudar os pensamentos das pessoas. Poder sobre a mente das pessoas é o principal desejo pessoal da minha vida; e esse poder não é adquirido dizendo coisas populares.
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O impossível existe até que alguém duvide dele e prove o contrário.
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A mágoa altera as estações e as horas de repouso, fazendo da noite dia e do dia noite.
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Quem quer festa, sua-lhe a testa.
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Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades, lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia impossível.
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Inveja é a base da democracia.
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Nós nos transformamos naquilo que praticamos com frequência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado. É um hábito.
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Vento de Ramos, vento do ano.
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O homem, quando perfeito, é o melhor dos animais, mas quando separado da lei e da justiça, se torna o pior de todos eles.
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Aquele que adora a solidão ou é um animal selvagem ou um deus.
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O amor é uma chama que queima sem consumir.
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Ser mau é tão insensato e autodestrutivo quanto ser bom.
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Quem se veste de ruim pano, veste-se duas vezes por ano.
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Não há factos eternos, como não há verdades absolutas.
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