Citações
Citações para inspirar e refletir
As palavras dos outros são erros do nosso ouvir, naufrágios do nosso entender.
47
Ouvimo-nos e cada um escuta apenas uma voz que está dentro de si.
50
A morte é a curva da estrada, Morrer é só não ser visto.
44
Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo...
49
Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer.
44
Manda quem não sente.
49
Pensar é querer transmitir aos outros aquilo que se julga que se sente.
45
A experiência directa é o subterfúgio, ou o esconderijo, daqueles que são desprovidos de imaginação. Os homens de acção são os escravos dos homens de entendimento. As coisas não valem senão na interpretação delas. Uns, pois, criam coisas para que os outros, transmudando-as em significação, as tornem vidas. Narrar é criar, pois viver é apenas ser vivido.
40
Ter opiniões é não sentir.
6
Todas as nossas opiniões são dos outros.
7
Viver não vale a pena. Só olhar é que vale a pena. Poder olhar sem viver realizaria a felicidade, mas é impossível, como tudo quanto costuma ser o que sonhamos. O êxtase que não incluísse a vida.
43
Todos nós sabemos que morremos. Todos nós sentimos que não morreremos.
41
No que nasce, tanto podemos sentir o que nasce como pensar o que há-de morrer.
51
A morte é uma libertação porque morrer é não precisar de outrem.
48
Não é por nada que olho: é que gosto de ver as pessoas sendo.
56
O que é preciso é cada um multiplicar-se por si próprio.
29
Partir! Nunca voltarei. Nunca voltarei porque nunca se volta. O lugar a que se volta é sempre outro, A gare a que se volta é outra, Já não está a mesma gente, nem a mesma luz, nem a mesma filosofia Partir! Meu Deus, partir! Tenho medo de partir
53
Se soubesse que amanhã morria E a Primavera era depois de amanhã, Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
62
Em tudo quanto faças sê só tu, Em tudo quanto faças sê tu todo
53
A única vantagem de estudar é gozar o quanto os outros não disseram.
39
Tudo o que faço ou medito Fica sempre na metade. Querendo, quero o infinito. Fazendo, nada é verdade.
44
Estudar é uma coisa em que está indistinta A distinção entre nada e coisa nenhuma.
52
Nunca penses no que vais fazer. Não o faças.
40
A ladeira leva ao moinho mas o esforço não leva a nada.
46
Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, por que não sonho os meus próprios sonhos?
46
As coisas não valem senão na interpretação delas.
50
Todo o esforço, qualquer que seja o fim para que tenda, sofre, ao manifestar-se, os desvios que a vida lhe impõe; torna-se outro esforço, serve outros fins, consuma por vezes o mesmo contrário do que pretendera realizar.
37
Posso imaginar-me tudo, porque não sou nada. Se fosse alguma coisa, não poderia imaginar.
52
Esperar pelo melhor é preparar-se para o perder: eis a regra. O pessimismo é bem grande, é fonte de energia.
46
Os cavalos da cavalaria é que formam a cavalaria. Sem as montadas, os cavaleiros seriam peões. O lugar é que faz a localidade. Estar é ser.
47
Ter estado num naufrágio ou numa batalha é algo belo e glorioso; o pior é que teve de se lá estar para se ter lá estado.
44
ESPERAR pelo melhor e preparar-se para o pior: eis a regra.
51
Só a ciência evolui. Nada mais evolui… Nem política, nem artes nem costumes comportam evolução. Podem comportar diferenças. Evolução não comportam.
41
Saber interpor-se constantemente entre si próprio e as coisas é o mais alto grau de sabedoria e prudência.
42
À regência pertence a insensibilidade. Governa quem é alegre porque para ser triste é preciso sentir.
41
Não conheço prazer como o dos livros, e pouco leio. Os livros são apresentações aos sonhos, e não precisa de apresentações quem, com a facilidade da vida, entre em conversa com eles. Nunca pude ler um livro com entrega a ele; sempre, a cada passo, o comentário da inteligência ou da imaginação me estorvou a sequência da própria narrativa. No fim de minutos, quem escrevia era eu e o que estava escrito não estava em parte alguma.
52
ESCREVER é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.
56
EXPRIMIR é sempre errar.
46
LEMBRAR é não ver.
46
Ler é sonhar pela mão de outrem. Ler mal e por alto é libertarmo-nos da mão que nos conduz. A superficialidade na erudição é o melhor modo de ler bem e ser profundo.
52
Interpretar é não saber explicar. Explicar é não ter compreendido.
52
Não faças o que os outros fazem, porque eles o fazem, nem o que os outros não fazem porque eles não fazem.
46
Tudo o que existe, existe talvez porque outra coisa existe. Nada é, tudo coexiste: talvez assim seja certo.
48
IR é ser. Não parar é ter razão.
50
Falar é ter demasiada consideração pelos outros. Pela boca morrem o peixe e Oscar Wilde.
35
FINGIR é amar.
45
Sou, em grande parte, a mesma prosa que escrevo.
46
Os homens dividem-se, na vida prática, em três categorias – os que nasceram para mandar, os que nasceram para obedecer, e os que não nasceram nem para uma coisa nem para outra. Estes últimos julgam sempre que nasceram para mandar; julgam-no mesmo mais frequentemente que os que efectivamente nasceram para o mando.
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