Citações
Citações para inspirar e refletir
Alegrias de homem — agonias de mulher.
59
O homem tem cinco sentidos; a mulher, apenas um.
88
Uma bela rapariga ouve um ruído arranhante junto à parede de um quarto. Ela receia que sejam ratos, e só se acalma quando lhe dizem que ao lado há um estábulo e que um cavalo está agitado. “É um garanhão?”, ela pergunta, e adormece.
70
Pela desvantagem de não poder sempre atender aos desejos, o homem foi compensado com a sensibilidade para perceber cada imperfeição da natureza como uma culpa pessoal.
77
No caso do homem, o espelho serve apenas à vaidade; a mulher precisa dele para se assegurar da sua personalidade.
90
O facto de mesmo os ciumentos permitirem que as suas mulheres se movam livremente nos bailes de máscaras mostra o quanto o sexual é secundário e ausente para o homem. Eles esqueceram o quanto puderam permitir-se outrora nesses bailes com as mulheres dos outros, e acreditam que desde que casaram a licença geral foi suspensa. Eles sacrificam o ciúme por meio da presença. Não veem que esta é uma espora e não um freio. Nenhuma mulher ciumenta deixaria o seu marido ir a um baile de máscaras.
68
Nada é mais insondável do que a superficialidade da mulher.
71
Eis a verdadeira relação entre os sexos, quando o homem confessa: “Meus pensamentos são sempre sobre você, e por isso são sempre novos!”.
84
A vantagem da mulher de sempre poder atender aos desejos foi estorvada pela natureza com a desvantagem do homem.
77
As qualidades intelectuais e morais da mulher também podem estimular a sexualidade fútil do homem. Pode ser comprometedor se mostrar na rua em companhia de uma mulher honrada, mas praticamente beira o exibicionismo conversar com uma rapariga sobre literatura.
71
O erotismo do homem é a sexualidade da mulher.
80
Quanto mais forte a personalidade da mulher, tanto mais facilmente ela carrega o fardo das suas experiências. O orgulho sucede à queda.
70
Na alegria e na tristeza, por fora e por dentro, em qualquer situação, a mulher precisa do espelho.
75
Ela disse a si mesma: «Dormir com ele, tudo bem — mas nada de intimidades!».
72
A superioridade masculina na aventura amorosa é uma vantagem mesquinha, por meio da qual nada se ganha e apenas se violenta a natureza feminina. Deveríamos permitir que cada mulher nos introduzisse nos mistérios da vida sexual.
74
Tratam uma mulher como se fosse um refresco. No entanto, não admitem o facto de as mulheres sentirem sede.
92
O sexo da mulher toma parte em todos os assuntos da vida. Às vezes, até no amor.
67
A volúpia estéril do homem nutre-se do espírito estéril da mulher. Porém, o espírito masculino nutre-se da volúpia feminina. Esta cria as obras dele. Por meio de tudo aquilo que não foi dado à mulher, ela age de maneira a que o homem aproveite os seus próprios dons. Os livros e os quadros são criados pela mulher — mas não por aquela que escreve ou pinta. Uma obra vem ao mundo: foi a mulher que gerou aquilo que o homem deu à luz.
81
Perífrase: «Ele preenche-me o ouvido inteiramente com a sua voz!», disse ela do cantor.
72
Quão pouca confiança merece uma mulher que se deixa apanhar numa fidelidade! Hoje ela é fiel a ti, amanhã a outro.
100
Se uma mulher deixa um homem à espera e o homem se contenta com outra, ele é um animal. Se um homem deixa uma mulher à espera e a mulher não se contenta com outro, ela é uma histérica. Phallus ex machina — o Salvador.
109
Primeiro foi criado o homem. Mas a mulher é um hísteron-próteron.
71
Hamlet não compreende a sua mãe: “Olhos sem tato, tato sem visão, ouvidos sem mãos ou sem olhos, o mero olfato ou a parte mais enfermiça de um sentido verdadeiro não andaria assim às apalpadelas. Oh vergonha! Onde está o teu rubor?”. Isso é algo que o homem não pode compreender; ele sente a ideia de que uma mulher copule com o rei Cláudio como uma impertinência contra ele próprio. Ele mesmo se sente colocado no “suor fétido de um leito asqueroso”, e a sua consciência elevada se indigna. Mas é a partir dela que Shakespeare fala. E, por isso, Hamlet apenas se escandaliza com a idade da matrona, idade em que normalmente costuma “estar domado o auge do sangue”, este “espera pela razão” e um gosto discernente se impõe. Ele reconhece que a juventude da mulher não pode escolher entre um apolo e um miserável monarca remendado, que sexo e gosto quase sempre seguem caminhos diferentes, e “proclama que não é vergonha quando as paixões se lançam ao ataque”. Não fosse o seu filho, e ele concederia mesmo à mulher de mais idade que “o demónio que a vendeu de tal maneira no jogo da cabra-cega” é o mesmo sentido sexual que entorpece todos os outros sentidos da mulher — mais ainda do que no homem mais inclinado ao sexo — e age de maneira anestesiante sobre toda a compreensão.
63
Que diferença faz para os mortos, orfãos e sem abrigo, se a destruição louca é forjada em nome do totalitarismo ou em nome sagrado da liberdade e democracia?
862
A meia-idade é aquela em que, não importa para onde esteja a ir, leva um camisola na mala.
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