Movimentos Literários

Descubra os principais movimentos literários

séc. XVI–XVII

Renascimento inglês (Elizabethan)

Inglaterra
Florescimento literário inglês na era de Isabel I; Shakespeare, Marlowe, Sidney e Spenser são as suas figuras centrais.
1549–séc. XVII

La Pléiade

França
Grupo de poetas franceses liderado por Ronsard e Du Bellay que propugnou a renovação da língua e literatura francesa a partir dos modelos clássicos.
séc. XVI–XVII

Século de Ouro Espanhol

Espanha
Período de maior florescimento da literatura espanhola com Cervantes, Lope de Vega, Góngora, Quevedo e Calderón.
séc. XV–XVI

Renascimento nórdico e alemão

Europa do Norte
Expressão nórdica e germânica do humanismo renascentista, com influências da Reforma Protestante na literatura e na língua vernácula.
séc. XVI–XVII

Maneirismo

Itália / Europa
Estilo de transição entre o Renascimento e o Barroco, caracterizado pela artificialidade, sofisticação formal e tensão expressiva.
séc. XVII

Conceptismo

Espanha
Corrente barroca espanhola baseada no jogo de conceitos, agudezas e paradoxos intelectuais; representada por Quevedo e Gracián.
séc. XVII

Culteranismo / Gongorismo

Espanha
Corrente barroca espanhola de linguagem elaborada, latinizante e de imagens sensoriais densas; iniciada por Góngora.
séc. XVII

Marinismo

Itália
Corrente barroca italiana de ornamentação excessiva e imagens surpreendentes, iniciada por Giambattista Marino.
séc. XVII–XVIII

Barroco português e brasileiro

Portugal / Brasil
Expressão ibérica do Barroco com Padre António Vieira na prosa e Gregório de Matos na poesia brasileira; forte presença religiosa e satírica.
séc. XVII

Metaphysical poets

Inglaterra
Grupo de poetas ingleses que combinam argumentação intelectual, imagens inusitadas e intensidade emocional; John Donne é a figura central.
séc. XVII

Barroco alemão

Alemanha
Literatura barroca alemã marcada pelo contexto da Guerra dos Trinta Anos; Andreas Gryphius destaca-se na lírica e no drama.
séc. XVII

Shofu haikai

Japão
Escola de haiku fundada por Matsuo Basho, que elevou a forma a poesia de profundidade filosófica e contemplativa da natureza.
séc. XVIII

Neoclassicismo

Europa
Retorno aos modelos greco-latinos em reacção ao Barroco; valorização da razão, ordem, equilíbrio e clareza formal na literatura e nas artes.
séc. XVIII

Enciclopedismo

França
Movimento intelectual francês associado à Encyclopédie de Diderot e D'Alembert; influenciou a prosa de ideias e a crítica literária do Iluminismo.
séc. XVIII

Augustano

Inglaterra
Poesia inglesa do século XVIII de inspiração clássica latina; Pope, Dryden e Swift cultivaram a sátira, o heroico-cómico e a ode formal.
1767–1785

Sturm und Drang

Alemanha
Movimento literário alemão pré-romântico de exaltação do sentimento, da genialidade individual e da revolta contra as normas neoclássicas; Goethe e Schiller na sua fase inicial.
séc. XVIII

Rococó literário

França / Europa
Expressão literária do estilo rococó, caracterizada pela leveza, graça, galanteria e temas amorosos frívolos; paralela ao rococó nas artes decorativas.
1795–1850

Romantismo alemão

Alemanha
Vertente filosófica e literária do Romantismo com Novalis, os irmãos Schlegel, Hölderlin e Kleist; forte dimensão filosófica e interesse pelo folclore e pelo mito.
1785–1850

Romantismo inglês

Inglaterra
Romantismo inglês com duas gerações de poetas: Blake, Wordsworth, Coleridge na primeira; Byron, Shelley e Keats na segunda.
1820–1850

Romantismo francês

França
Romantismo francês com Hugo, Lamartine, Musset e Vigny; marcado pelo drama histórico, a poesia lírica e o romance histórico.
1815–1850

Romantismo italiano

Itália
Romantismo italiano com Leopardi na poesia e Manzoni na prosa; ligado ao Risorgimento e ao ideal de unificação nacional.
1825–1865

Romantismo português

Portugal
Romantismo em Portugal introduzido por Almeida Garrett e Alexandre Herculano; temas históricos, patrióticos e sentimentais; Camilo Castelo Branco no romance.
1836–1881

Romantismo brasileiro

Brasil
Romantismo no Brasil em três gerações: indianismo (Gonçalves Dias), ultra-romantismo (Álvares de Azevedo) e condoreirismo (Castro Alves).
1840–1870

Ultrarromantismo

Portugal / Brasil
Fase mais sombria e sentimental do Romantismo ibérico; exaltação do sofrimento, da morte, do amor impossível e do satanismo poético.
1836–1860

Transcendentalismo

EUA
Movimento filosófico e literário americano que valoriza a intuição, a natureza e a divindade imanente; Emerson e Thoreau na prosa, Whitman na poesia.
1836–1870

Indianismo

Brasil
Corrente romântica brasileira que idealizou o indígena como símbolo da identidade nacional; Gonçalves Dias na poesia e José de Alencar na prosa.
1820–1880

Nacionalismo romântico

Europa
Uso da literatura para construção de identidades nacionais; recolha de folclore, línguas vernáculas e épicas medievais como afirmação cultural.
1890s–1910

Japan Romantic School

Japão
Escola literária japonesa de influência europeia que valorizou o sentimento, a beleza estética e o individualismo em reacção ao naturalismo.
1860–1880

Condoreirismo

Brasil
Terceira geração do Romantismo brasileiro, de poesia social e libertária, associada à abolição da escravatura; Castro Alves é a figura central.
1865–1900

Naturalismo

França / Europa
Corrente do Realismo que aplica métodos científicos à literatura, explorando a hereditariedade e o meio como determinantes do comportamento humano; Zola é o principal teórico.
1865–1871

Questão Coimbrã

Portugal
Polémica literária portuguesa que opôs a geração realista (Antero de Quental, Eça) ao romantismo de Castilho; marco da renovação cultural portuguesa.
1870–1890

Geração de 70

Portugal
Geração de intelectuais e escritores portugueses associados às Conferências do Casino de 1871; Antero de Quental, Eça de Queirós, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins.
1870–1900

Verismo

Itália
Versão italiana do Realismo/Naturalismo literário; Giovanni Verga é o principal representante, focando-se na vida dos camponeses sicilianos.
1840–1890

Realismo russo

Rússia
Grande tradição realista russa com Tolstói, Dostoiévski, Turgueniev e Chekhov; profunda análise psicológica e crítica social.
1850–1900

Positivismo literário

Europa / Brasil
Influência do positivismo filosófico na crítica e na produção literária; valorização do determinismo, da ciência e da análise social objectiva.
1880–1900

Decadentismo

França / Europa
Corrente literária fin de siècle marcada pelo pessimismo, esteticismo, artifício e fascínio pela decadência e pelo mórbido; relacionada com o Simbolismo.
1870–1900

Esteticismo

Inglaterra
Movimento inglês da arte pela arte, que coloca a beleza acima de qualquer função moral ou social; Oscar Wilde é a sua figura mais representativa.
1848–1900

Pré-Rafaelismo

Inglaterra
Irmandade artística e literária inglesa que buscou a pureza medieval anterior a Rafael; Dante Gabriel Rossetti cultivou tanto a pintura como a poesia.
1880–1900

Fin de siècle

Europa
Clima cultural europeu de fim do século XIX marcado pelo pessimismo, pela crise de valores e pela busca de novas formas estéticas.
1888–1911

Modernismo catalão

Catalunha
Movimento de renovação cultural catalão contemporâneo do simbolismo europeu; Joan Maragall é o seu principal poeta.