Paisagem sem barcos

Paisagem sem barcos

1963

«Linguagem suave, comedida, quase silenciosa, particularmente apta a interpretar, mais do que frases e os actos, as pausas, as lacunas, os intervalos, profundos em que as vidas talvez se decidem, enfim, as palavras poupadas . A autora mergulha na banalidade das existências anónimas, desfibra-as em evocações que se revelam no quebrar da cronologia e na intencionalidade saudosa ou amarga da sua ressurreição, expõe com uma agudeza por vezes invulgar os tropismos ou movimentos psicológicos de almas quase sempre puras à partida, mas impreparadas para o choque dos desencontros e para a angústia das desarmonias. Ora com amargura, ora com humor. Maria Judite de Carvalho sugere-nos seus contos o derrocar de toda uma atmosfera, apontando com argúcia os pontos em que ela estava já minada, ab initio »

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Paisagem sem barcos · Maria Judite de Carvalho · 1963
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