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Havemos de rir?
«Não se esperaria, decerto, que no espólio literário de Maria Judite de Carvalho figurasse uma peça de teatro. (...) E, no entanto, esta obra póstuma que só estruturalmente se afasta da sua ficção novelesca, pois se mantém fiel à sua temática dominante e ao inconfundível clima sociopsicológico que lhe é próprio, é uma genuína criação dramatúrgica. Pelo rigor linear da construção, pelo desenho atento das personagens, pela densidade do diálogo, até pela imprevisibilidade das situações e comportamentos.»
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